sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Sobre legionários, embaixadores e um veredicto...

Após cerca de um mês sem qualquer suposta "inspiração", estou aqui.

Embora não pretenda proclamar-me alguém "inspirado" - no sentido próprio do termo -, posso afirmar que, finalmente, acredito ter algumas idéias e reflexões dignas de serem expostas

Minhas últimas semanas foram repletas de responsabilidades acadêmicas mas, nesse momento, deixo de lado a Química de Produtos Naturais para tentar escrever a respeito de assuntos mais comuns a todos - ora, não é a maioria das pessoas que se interessa por quimiotaxonomia, bioatividade de metabólitos especiais ou mesmo por semissíntese de compostos orgânicos

Portanto, let's go to the target! 

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O tema do texto de hoje é uma combinação de reflexões baseadas numa canção da Legião Urbana chamada "Metal contra as nuvens" com certos aspectos relacionados à realidade militar (em particular, no contexto do antigo Império Romano) e demais apontamentos subsequentes. Espero ser bem-sucedido nesse intento!

Inicialmente, é importante destacar que a canção mencionada possui uma letra que é considerada por alguns (especialmente por aqueles que apreciam a banda que a compôs) como uma epopéia em forma de ode - i.e., um tipo de composição literária que apresenta elementos típicos de guerra e batalha numa estrutura de versos cujas rimas se repetem como que "a longa distância" (falo como leigo, pois não sou da área de literatura) - e, por isso, creio que vem a calhar para o propósito dessa postagem. Logo, sem mais perda de tempo, gostaria de começar citando um dos diversos trechos interessantes da referida canção, onde se diz:

"Sei o que devo defender
E, por valor, eu tenho e temo
O que agora se desfaz... [...]
Por Deus, nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais..."

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Em primeiro lugar, o trecho supracitado é antecedido da declaração "...não sou escravo de ninguém / ninguém, senhor do meu domínio...", a qual denota o tom incisivo do autor quanto à sua autonomia frente a uma "tirania hipotética". Isto posto, pode-se notar que, na porção acima, a idéia principal é a de que esse indivíduo que não é "escravo de ninguém" e que "sabe o que deve defender" se vê diante da deterioração da realidade que o cerca, a tal ponto de externar a sua própria solidão a Deus e de dizer (quase que num paradoxo) que "...é a própria fé o que destrói...", cuja conclusão melancólica é que vivemos dias desleais. 

Em certo sentido, é justo e válido afirmar que não devemos nos submeter a qualquer tirania [sejam aquelas abertamente cruéis e despóticas ou, particularmente, aquelas que se apresentam como "fórmulas mágicas de tolerância, liberdade e emancipação popular" mas que não são outra coisa senão que "ditaduras dos oprimidos e ofendidos"assim como que vivemos, de fato, dias desleais - nos quais a "cultura da morte" é o mais novo "direito inalienável", em que há uma "lógica no assalto" [seria a "lógica de Robin Hood" ou simplesmente uma "pseudo-filosofia" da inveja e da canalhice?], onde a antiga "...pureza da resposta das crianças..." está sendo extinta/substituída por uma nova linguagem porca e destruidora expressa em termos como "criança viada" ou qualquer desgraça análoga e, sobretudo, a verdadeira fé [a fé pela qual se alcança redenção e que não destrói, a fé que é seguida de bons frutos em vez de obras torpes que nem se podem mencionar] está sendo corrompida a fim de ser finalmente posta em ostracismo, sendo usurpada por aquilo que posso denominar de "nova religião do pensamento único" ou "nova fé dos céticos iluminados", a qual está em franca expansão desde os últimos séculos e que, nos lugares e contextos onde foi/tem sido proeminente, deixou e ainda deixa o seu rastro de mentiras incontáveis, de sangue inocente derramado, de roubos quase imensuráveis e de destruição massificada e, muitas vezes, irreversível. No entanto, embora muitas vezes eu me sinta como o poeta da canção - sozinho, desamparado, com a esperança desaparecendo como o sol em seu ocaso -, eu sei que não estou totalmente abandonado, pois o Deus a quem talvez o escritor evocou em sua canção [até porque há somente um único Deus verdadeiro] sempre socorre aqueles que O invocam, até mesmo dentro do ventre de um peixe grande ou das covas mais profundas. 

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Outro trecho da canção que gostaria de incluir nesse texto é mostrado a seguir:

"Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha cela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa... 
[...]
Quase acreditei
Que, por honra, se existir verdade,
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo..."

Provavelmente, o significado desse trecho da canção é referente ao contexto do Brasil na época em que ela foi composta e lançada (1991) - um momento político delicado no qual o país experimentava uma inflação altíssima (porém bem menor do que a atualmente vigente na Venezuela) e a iminência do impeachment do presidente eleito cerca de dois anos antes devido a supostos escândalos de corrupção. Em seguida, houve diversas "manifestações populares" favoráveis ao referido impeachment (que se concretizou algum tempo depois) e, já em 1994, medidas econômicas foram elaboradas a fim de se controlar a inflação mediante o nascente "Plano Real", o qual contribuiu para a adesão popular ao presidente que seria eleito nesse mesmo ano. No entanto, a situação atual do Brasil não é muito diferente daquela vivenciada pelo autor [em muitos aspectos, eu diria que é muito pior e lamentável - ora, em vez de ouvirmos canções como essa, as "taquaras rachadas" que se auto-declaram "cantoras" ou quaisquer agressões estéticas semelhantes são elevadas ao patamar de excelência [não deveria ser patamar de "excrescência"?] -, pois em toda parte vemos corrupção sistêmica e terror generalizado [de tal sorte que o "crime organizado" parece ser a coisa mais organizada do país], além da degeneração da inteligência e da identidade nacionais, o patrocínio de obras internacionais e até de "ditaduras amigas" com o dinheiro gerado pelo povo e inumeráveis mazelas que parecem ser tão intrínsecas a nossa realidade de forma que não nos incomodamos mais com elas. 

Em contrapartida, nesse momento específico do país, em que estamos às portas do que creio ser "a eleição mais importante de nossa história", faço alusão aos versos acima ao afirmar categoricamente que, de fato, "existe verdade" [verdade "verdadeira", em contraste com as "pseudo-verdades relativas" ou mesmo com a "pós-verdade"] bem como "existem os tolos" - muitos tolos! - e "existe o ladrão" - mais precisamente, muitos ladrões! -, ladrões esses que são até deificados pelos tolos que "militam em suas militâncias" e se alimentam do roubo das pessoas que dizem defender, de maneira que o que me resta é "guardar o meu tesouro" para estar preparado para prováveis novas mentiras futuras. Na verdade, outrora eu também era parte desses "tolos" aos quais me referi - visto que "já acreditei nas falsas promessas dos tais ladrões" -, todavia hoje o verso bíblico contido no relato da história do cego de nascença curado por Jesus Cristo que diz "...eu era cego, mas agora vejo..." é mais do que oportuno, pois tal "visão" recebida pode ser igualmente considerada um "milagre". 

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Uma das estrofes mais pertinentes da canção para este texto está mostrada abaixo:

"É a verdade o que assombra
O descaso, o que condena
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais... 
[...]
Tenho sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a "terra de ninguém"
Eu sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos..."

Nesta parte da canção, o compositor fala sobre o "assombro causado pela verdade", a "condenação decorrente do descaso" e a "destruição proveniente da estupidez", de modo que o que ele vê é a ausência de coisas que um dia existiram mas que, "right now ou maintenant", não existem mais. Diante desse quadro um tanto desanimador, ele diz ter seus "sentidos dormentes", cuja dormência também parece afetar a sua própria alma [pois "o que o corpo quer, a alma entende"], porém com certo ar de nobreza ele não "joga a toalha" e conserva-se firme, pois "sabe o que deve defender" e, por isso, "resiste" - resistindo com bravura, pois quem deseja ter uma "espada nas mãos" denota saber que está num campo de batalha e que está pronto para matar e também para morrer. De certa maneira, esse mundo em que vivemos é uma "terra de ninguém", especialmente quando todos acham que devem "empoderar-se" para que a mais nova "divindade do panteão pós-moderno" conhecida por "igualdade" seja estabelecida - ora, é evidente que, quando todos acham que devem "mandar em tudo", ninguém manda em nada e, quando ninguém manda, sempre existem os mais espertos que mandam em tudo e dão a impressão de que todos estão "empoderados". 

De modo semelhante ao letrista da canção, muitas vezes eu tenho vívidas impressões de que estou numa "terra de ninguém", na qual "todos querem mandar em tudo e em todos em nome da igualdade entre todos" e onde o descaso condena, a estupidez destrói e a verdade [verdade? e isso existe ainda?] é a única coisa que assombra, entretanto, como nos últimos versos, "eu sei que também devo resistir" e também "quero uma espada em minhas mãos" - contudo, eu não quero nem preciso de uma espada qualquer, pois, diferentemente da maioria das pessoas que me cercam [cuja "luta" é baseada em calúnias, assassinato de reputações, desinformação massificada, "hatred speeches" contra supostos "discursos de ódio" e, sempre que necessário ou por bel-prazer, na morte de todo e qualquer inimigo e/ou empecilho à "causa"], assim está escrito:

"As armas de nossa guerra não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição de fortalezas, anulando sofismas e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo..." [2 Coríntios 10, vs. 4-5]

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Nesse trecho das Escrituras, o apóstolo Paulo afirma que, embora aqueles que seguem a Jesus Cristo estejam nesse corpo (i.e., na "carne"), eles não militam segundo a carne - ou seja, o seu modo de batalhar não é como o modo de batalhar dos que não temem a Deus [os quais, na verdade, estão em constante guerra contra Ele] - e, por isso, as armas de todos os discípulos de Cristo não são como as armas do "mundo que está no Maligno" mas, pelo contrário, são armas que, pelo poder de Deus manifestado através do legítimo uso delas, são poderosas para destruir fortalezas [as quais são "fortalezas de idéias, raciocínios e pensamentos"], de tal modo que todas as falácias podem ser desmascaradas e lançadas ao chão em pedaços assim como toda mentalidade rebelde e "autônoma" de Deus pode ser completamente subjugada aos pés de Cristo, o Senhor de todas as coisas, para Quem tudo existe e em Quem nós vivemos, a fim de que todos [a começar de mim mesmo] Lhe prestem a devida obediência, obediência que só pode ser justa à luz de Sua Palavra revelada e, especialmente, pela mediação de Seu Evangelho, a Boa-Nova de redenção para todos que se arrependem de seus pecados e se voltam para Deus em fé

Como resultado disso, eu não posso deixar de mencionar o seguinte trecho da mesma canção:

"Não me entrego sem lutar
Tenho ainda coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então!..."

Nesses versos, o autor faz referência a valores como coragem, honra e perseverança, de maneira que o seu desejo final é que o "inimigo caia". Como às vezes escrevo aqui, eu posso aplicar esse verso tanto para mim mesmo [já que dominar a si mesmo é mais difícil do que conquistar cidades fortificadas, conforme as palavras do sábio rei Salomão] bem como para os demais "inimigos do lado de fora" - os quais só crescem em número e em poder a cada novo dia -, de forma que a única coisa que realmente importa, no fim das contas, é lutar com Deus contra os inimigos dEle, cuja "incursão militar" se dá por meio de embaixadores, como se lê a seguir:

"Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou Consigo mesmo por meio de Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação,
Pois que Deus estava em Cristo reconciliando Consigo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados, e nos encarregou da palavra da reconciliação,
De sorte que somos embaixadores de Cristo, como se Deus rogasse por nosso intermédio. Rogamo-vos, pois, por Cristo, que vos reconcilieis com Deus...". 
[2 Coríntios 5, vs. 18-20]

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Nessa passagem, o apóstolo Paulo usa uma figura relativa ao contexto do Império Romano, em que numa situação de tentativa de conquista de um determinado reino por outro, o reino invasor inicialmente buscava condições de paz através de embaixadores que enviavam esses termos ao reino a ser invadido, de tal sorte que, se este reino não se submetesse estritamente aos termos propostos por aquele, nada poderia impedir a invasão e a conquista do reino que tentou estabelecer a paz mas, em contrapartida, sofreu resistência. 

Ou seja, Cristo é o Rei do Reino de Deus, o Rei dos reis, o Rei do reino que nunca será destruído, o qual é como uma grande pedra que destrói todos os demais reinos [por mais poderosos que sejam] e se torna como uma grande montanha que enche toda a terra, conforme o relato profético do cap. 2 do livro de Daniel. Logo, o texto acima diz que Deus em Cristo estava reconciliando o mundo Consigo [uma vez que todos são pecadores e estão em inimizade contra Ele] sem levar em conta os pecados dos homens e, portanto, quando a mensagem do Evangelho de Cristo é anunciada pelos "embaixadores do Rei", Deus está levando os "termos de paz" ao "reino dos homens" - ou, nas palavras de Agostinho, à "Cidade dos Homens" - e, caso esses homens não se rendam aos termos de Deus a fim de que Ele mesmo estabeleça a paz com eles, chegará o momento em que Deus invadirá a "Cidade dos Homens" para destruir tudo e todos que não se renderam a Ele e recusaram a paz que Ele poderia concedê-los. Em suma, não é possível ter paz com Deus fora dos termos Dele, os quais estão somente baseados na obra de Cristo, que morreu pelos nossos pecados e, pelo seu sangue, adquiriu eterna redenção para todos os que confiam e põem a sua esperança somente Nele. 

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Desse modo, diferentemente da nossa realidade atual quando pensamos no papel de um embaixador - papel mais diplomático ou conciliador, ao invés de um papel mais "ameaçador" -, um embaixador de Deus é o "porta-voz de um veredicto", veredicto pelo qual Deus faz notória a Sua salvação a quem tem ouvidos para ouvir, mas também anuncia juízo a todos os que recusam deliberadamente a salvação que Ele garante e oferece. Isto é, todos aqueles que "não aprenderem a se render a Deus" cairão diante Dele, pois está escrito que, quando vier o "grande Dia da Ira do Cordeiro", ninguém poderá subsistir, a tal ponto que pedirão para que as montanhas caiam sobre eles para que sejam escondidos da "face Daquele que está assentado no trono" - sem dúvida, eu não posso imaginar nenhum desespero maior do que esse.

Finalmente, por outro lado, para os que "aprenderem a se render" diante Daquele que outrora era "inimigo" mas, agora, pode ser chamado de "Amigo", a "história não estará pelo avesso e sem final feliz", pois, assim como em "As crônicas de Nárnia", perto do final da última estória, a antiga Nárnia desaparece e dá lugar a uma nova Nárnia (a "verdadeira Nárnia", diga-se de passagem), essa "terra de ninguém" passará - ora, "tudo passa, tudo passará" - a fim de dar lugar a "novos céus e nova terra, em que habita a justiça", nova terra sobre a qual descerá dos céus a Nova Jerusalém, a santa cidade, habitação final de todos aqueles que foram reconciliados com o Arquiteto dela, cuja glória a iluminará para sempre. A partir de então, não será mais necessária a luz do sol nem a da lua (pois não haverá noite) e, como diz a canção aqui apresentada, teremos somente "coisas bonitas pra contar", visto que a "eternidade futura" estará "apenas começando". 

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Qual tem sido o seu tipo de fé? Uma "fé que destrói" - à semelhança da fé dos "céticos iluminados" - ou uma fé verdadeira na Verdade?

Em quais promessas você tem acreditado? Nas promessas dos "ladrões disfarçados de defensores dos pobres e oprimidos" [ou dos "lobos em pele de ovelhas"] ou nas promessas do Único que pode cumprir tudo o que promete?

Quais tipos de espada você tem desejado ter nas mãos? Espadas que derramam sangue inocente ou que destroem o mal para que o bem seja louvado?

Finalmente, até quando você continuará sem "aprender a se render" diante do veredicto divino, pelo qual Ele te anuncia a paz a fim de que, crendo Nele, você seja livrado do Seu juízo implacável?




Pela certeza de ter paz com o Rei Supremo,



Soli Deo Gloria!

terça-feira, 31 de julho de 2018

Uma Oração ao Senhor das Guerras...

Eis as palavras de um homem 
Que, por vezes não pouco freqüentes,
Sente-se como um soldado atingido fatalmente
Por uma espada que o traspassa.

No entanto, assim como a mãe do Cristo -
Guardadas as devidas proporções
E sem qualquer comparação de valor -
Experimentaria uma imensa dor de alma
Ao ver seu Filho inocente ser condenado à morte
[E morte de cruz],
Eis-me aqui, numa tentativa talvez frustrada,
De erguer meus olhos através dos montes
Para, enfim, encontrar algum socorro.
De onde, pois, ele viria?
Será mesmo que existe algum socorro
Para alguém que viu a aflição
Pela vara de seu furor?
A glória já se foi
E, como palavras molhadas pela chuva,
Minha esperança também pereceu.

Em lamentos antigos já se ouviu
Que bom é para o homem suportar os fardos
Enquanto está em sua juventude,
A fim de assentar-se solitário
Para desfrutar do próprio silêncio.
De fato, ainda que não seja um profeta,
Chorando pela destruição de sua cidade amada,
"Sobre estar só, eu sei".
Sei estar cercado de pessoas ao redor
Enquanto tudo o que vejo é solidão;
O som de máquinas em funcionamento
Não sufocam o grito calado
De alguém assombrado pelo tormento
Por notar ser dilacerado o coração. 
Talvez ainda haja esperança?
Sim, talvez ainda,
Para quem reduzir-se a pó e cinza,
Uma vez que Aquele que é refúgio e fortaleza
De Quem todos recebem o bem [e até o mal]
De bom grado não nos aflige nem entristece.

A Ti, ó Senhor das Guerras,
Clamo, pois sozinho sou indefeso e fraco
Mas, fortalecido em Teu poder
E equipado com a Tua armadura,
Posso enfrentar qualquer batalha
Na certeza de que sairei vencedor.
Na verdade, de todas as guerras que tenho travado,
A maior delas é dentro de mim,
Pois de que eu devo me queixar
A não ser de meu próprio pecado?
Aludindo aos "poetas-guerreiros" do dia-a-dia,
Sou "anarquia e também império",
"Transparência aliada ao mistério",
"Tanto sacro quanto profano"
"Uma mistura de mil verdades e enganos".
Até quando, ó Senhor?
Será que nessa guerra
Serei eu mesmo aquele que vai morrer?
Ora, para fazer valer o meu sangue italiano,
"Deh, se si potessi già morire!",
Eu alcançaria a resolução que anseio
E chegaria ao fim da batalha enfim ileso.
Todavia, enquanto ainda luto em campo aberto,
Faz-me firme ao lembrar-me que estás perto.

De tudo o que eu preciso saber,
Uma coisa não esqueci:
Diferentemente de outros "senhores da guerra"
[Os quais não gostam de crianças],
Disseste que, para entrar em Teu reino -
O qual é triunfante sobre todos os outros -
Devemos ser todos semelhantes a elas.
Logo, resta-me reconhecer como de fato sou,
Pois, quando se conhece a mão do Criador,
O orgulho é abatido e a fraqueza é exaltada,
Visto que Te opões aos soberbos
E concedes graça abundante aos humildes.
Ora, "se não fora o Senhor,
Que esteve sempre a meu lado"
Devorado já teria sido pelos incontáveis inimigos,
E "se não for o mesmo Senhor,
Para que permaneça comigo",
Não serei livrado dos futuros perigos.
Se até reis poderosos ante severas ameaças
Não souberam o que fazer
Colocando tão somente seus olhos em Ti,
Assim também o farei,
Pois não tenho outra defesa além de Teu escudo.

Nunca me faltem as Tuas palavras,
Também chamadas de "Espada do Teu Espírito",
As quais são mais cortantes
Do que qualquer katana ou Excalibur,
Visto que dividem alma e espírito,
Alcançando até as juntas e medulas,
Sendo capazes de discernir os pensamentos e intenções.
Por meio delas sou por Ti vivificado,
Tendo os meus passos por Tua luz iluminados
Para que em armadilhas eu não seja apanhado. 
Socorre-me, Deus de todos os Exércitos,
Para Quem todos, no céus e na terra,
Sejam principados ou soberanias,
Tanto poderes como autoridades,
"Fazem continência" - ou um dia farão. 
Socorre-me quando a Ti invocar,
A fim de que Tu sejas glorificado
No momento em que eu for libertado
Inspira em mim um cântico santo e alegre
Mediante o qual se proclame em todo lugar:
Tu és o meu ajudador;
O que me poderá fazer o mortal?

Embora o mal possa estar em "pleno triunfo"
Por toda a parte deste mundo caído,
Esse não é o fim da história -
Em breve voltará o Deus-Homem outrora vindo.
Naquele dia, não haverá mais poderosos nem grandes,
Nem autossuficientes nem quaisquer "senhores de si"
Pois o Único Senhor, o Senhor dos Senhores,
O Rei dos Reis, o Cavaleiro Fiel e Verdadeiro,
Em glória virá com Seu exército
Para destruir os iníquos e incrédulos
E fazer justiça aos Seus servos.
Bendito o Dia da Vingança de Deus!
Glorioso o Advento Final do Redentor Eterno!
Nesse tempo, enfim, a batalha se findará,
Pois Aquele que tem a "peça da história" nas mãos
Entrará no último ato dela -
Ora, como foi dito por um nobre norte-irlandês,
"Quando o diretor entra no palco, a peça acabou".
O Teatro de Deus terá um veredicto -
o mais feliz veredicto imaginável -,
No qual o Bem triunfará definitivamente
E, sobretudo, aqueles que outrora eram maus,
Mas foram graciosamente por Ele redimidos,
Desfrutarão para sempre do Bem Supremo
Na bendita face daquele Jesus, chamado Cristo.

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Soli Deo Gloria!


quarta-feira, 27 de junho de 2018

Senta que lá vem história...

Antes de tudo, não pretendo escrever muito - embora o título escolhido para esse texto pareça indicar o contrário.

Além disso, pelo fato de que estamos em época de Copa do Mundo, muito dificilmente alguém priorizaria ler um texto de um "blogueiro" desconhecido em lugar de compartilhar todos os memes sobre a eliminação da seleção alemã na primeira fase do mundial. 

Mas, como eu também não poderia deixar de fazer, "Auf wiedersehen, Alemanha"! Dessa vez o 7x1 mudou de lado!

No entanto, vamos agora ao que interessa - ao menos nesse blog.

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Sempre que ouço a frase "senta que lá vem história", algumas coisas e lembranças me vêm à mente - desde o fato óbvio de que a pessoa que fala quer dizer que aqueles que a ouvem devem aquietar-se a fim de escutar com calma toda a "história" bem como de alguns momentos que anteciparam uma viagem que fiz há alguns anos para Cabo Verde (arquipélago da costa ocidental africana), de tal modo que sempre que alguma grande novidade estava acontecendo, a primeira frase que lia em alguma nova publicação no nosso grupo do Facebook era: "senta que lá vem história"

Todavia, esse texto não é propriamente a respeito dessas coisas, mas um breve conjunto de reflexões baseadas numa canção da banda Resgate chamada "História", cuja letra parece ser um relato de alguém que conta sua "história" desde a infância até à vida adulta, destacando certos momentos do ambiente familiar bem como o aprendizado daí recorrente. Dentre os trechos que poderia salientar, o primeiro que acredito ser pertinente é:

"Mas a gente sempre tem certeza
Que a razão come na nossa mesa
Ninguém quer olhar pro céu e ver
Que existe algo a mais..." 
[História - Banda Resgate]

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De fato, o autor da canção faz, através destes versos, um diagnóstico preciso de uma das características mais endêmicas e massificadas do "Zeitgeist" - termo alemão para "espírito da época" -, especificamente do espírito de nossa época, visto que, de maneira praticamente hegemônica, as pessoas dessa geração estão "sempre certas de que estão certas" ou, no mínimo, ainda que seja um senso comum enraizado no imaginário popular de que "cada um tem a sua própria verdade" bem como de que "todas as opiniões/cosmovisões/perspectivas de vida são igualmente válidas", a "razão de cada um" sempre é mais racional que a "razão do outro". Desse modo, cada um está em si mesmo convicto de que a "ratio" (como a chamavam os intelectuais medievais, embora o conceito seja provavelmente grego) está tão próxima de si como aquele convidado de honra de um jantar especial - já que "estar à mesa" traz a idéia de comunhão íntima e participação mútua - e, como resultado, "...cada um faz o que é certo a seus próprios olhos...". 

Por conseguinte, como o trecho mencionado assinala, "...ninguém quer olhar pro céu e ver que existe algo a mais...", o que denota que, além da supracitada autoconfiança expressa na "certeza quanto às próprias razões", a humanidade atual tem se esquecido de "olhar para o céu a fim de entender a terra" [conforme escrevi num texto anterior] por acreditar que esse "algo a mais que existe acima de nós" não é nada mais do que um compêndio de ilusões que nos foram legadas por uma civilização/cultura que já foi superada intelectualmente e que, por isso, seus valores ainda remanescentes devem ser eliminados completamente a fim de que a "libertação" seja finalmente alcançada. Ora, para aqueles que "sempre estão à mesa com a razão" e que são os "donos das certezas", a última atitude a ser considerada plausível [e possível] é olhar para fora de si para buscar alguma coisa, uma vez que, na verdade, não existe nada a ser "buscado fora ou acima de si", constatação que ratifica algumas palavras do apóstolo São Paulo:

"...o Deus deles é o ventre e a sua glória é para vergonha deles mesmos, os quais só pensam nas coisas terrenas..." [Filipenses 3, vs. 19]

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Nessa passagem, o escritor bíblico está anteriormente discorrendo sobre pessoas a quem ele denomina, com lágrimas, de "inimigos da cruz de Cristo", dos quais é dito que o destino final é a destruição e que aquilo em que se gloriam será para a sua confusão, visto que a mente deles está voltada somente para as coisas visíveis, temporais, tangíveis e pertencentes ao patamar terreno. Isto é, em última análise, todo aquele que vive como se houvesse uma "autonomia absoluta" em relação a qualquer instância superior ou transcendente e que, além disso, crê e apregoa que essa tal autonomia é um direito a ser conquistado a todo e qualquer custo, pode ser enquadrado como um desses "inimigos de Cristo" [sem ignorar o sentido mais claro do texto bíblico em seu contexto], pois, sabendo-se que Cristo é Senhor sobre tudo o que há na realidade criada e, particularmente, de todos os homens [inclusive dos ímpios, embora não seja o Salvador deles], tudo o que existe, em qualquer esfera e âmbito, deve obediência a Cristo [vide 2 Coríntios 10, vs. 4-6], de maneira que toda e qualquer atitude de independência em relação à Sua autoridade é rebelião contra Ele e, portanto, todos os que se rebelam se fazem Seus inimigos - inimigos aos quais resta apenas o tempo até que venha sobre eles o dia determinado, no qual Deus os colocará como estrado dos pés Daquele a Quem traspassaram e de Quem escarneceram (e ainda escarnecem) como se fossem ficar incólumes e impunes. Ironicamente, nem o fim de Policarpo Quaresma foi tão triste quanto este que os aguarda e que os apanhará de surpresa, pois a esse respeito está escrito que "...quando disserem 'paz, paz', então lhes sobrevirá repentina destruição, como nas dores da mulher grávida, e de modo algum escaparão..." [1 Tessalonicenses 5, vs. 3].

Outro trecho da canção que merece ser citado é:

"Mas a gente acha que tem o mundo
O nariz é nosso latifúndio 
Ninguém quer olhar pro céu e ver
Que existe algo além..."

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No mesmo tom dos versos anteriores, o compositor continua a fazer o seu despretensioso diagnóstico ao trazer à tona outro aspecto fundamental do "Zeitgeist do século XXI", o qual foi descrito na canção como a atitude de "...achar que é dono do mundo e que o próprio nariz é como um latifúndio...". Nesse sentido, gostaria de esclarecer que não tenho nada contra latifúndios nem contra latifundiários em sua essência - ora, a fase de acreditar em "movimentos de reforma agrária" que se fazem de miseráveis "sem-terra" mas que organizam congressos nos Estados Unidos em hotéis de luxo ou nos discursos políticos correspondentes já faz parte de um vergonhoso "passado de idiota útil" que jamais voltará a ser parte do presente -, exceto se os latifúndios são fruto de roubo/enriquecimento ilícito ou sua produtividade e prosperidade não são usufruídas legitimamente nem utilizadas para o bem do próximo. Isto posto, os versos da canção são precisos em denunciar o pensamento cada vez mais totalitário e abrangente e que é apropriadamente expresso na sentença "...nenhum direito a menos..." associada à extinção definitiva da "responsabilidade individual" para se dar lugar às responsabilidades "social", "ambiental", "sexual" ou qualquer outro sofisma semelhante. 

Portanto, pode-se afirmar que a nossa geração é determinantemente caracterizada pelo "óbvio ululante" de que "...ter direitos é algo bom em si mesmo..." e que, por isso, sempre que se inventa um novo "direito" pelo qual se deve lutar, não se pode aceitar qualquer crítica, oposição, questionamento ou desconfiança mas, se alguém ousa ir na direção contrária, aquela série de adjetivos amáveis que conhecemos [com os sufixos -fóbico e -ista] já está na ponta da língua de todos os "guerreiros da justiça social" ou de qualquer pessoa que já está mergulhada na Matrix de (macro)desinformação criada pelos mesmos "guerreiros". De fato, existem direitos que são justos e inalienáveis [como o direito ao nascimento, à vida digna, à propriedade privada, à liberdade de consciência e de crença/religião - ainda que com sérias ressalvas, de se educar os filhos segundo os próprios valores etc.], porém, em um momento histórico em que a "conquista das virtudes" foi substituída pelo "empoderamento sócio-político e cultural", o nosso mundo está repleto de pessoas eternamente insatisfeitas, cuja insatisfação cresce na medida em que se adquire mais e mais "direitos" - como dizia o poeta, "...esse é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante..." -, cuja histeria provém da falsa idéia de que "...eu sou dono do meu nariz..." e, dessa forma, o mundo deve sempre "conspirar a meu favor" ou, em outros termos, "...eu devo construir um 'admirável novo mundo' conforme o meu bel-prazer...". Para a decepção dessa turma ensandecida, o mundo já tem um Dono e Ele não divide esse direito de soberania com ninguém, pois "...Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe..." [Salmo 24, vs. 1] e "...a minha glória, pois, não a darei a outrem..." [Isaías 48, vs. 11].

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Por outro lado, como que num "pleonasmo poético", lê-se na canção que "...ninguém quer olhar pro céu e ver que existe algo além...", frase que reafirma o mesmo conceito outrora apresentado, segundo o qual todos nós, mais ou menos intensamente, tendem a olhar somente para si mesmos - como os "...homens dos espelhos mágicos..." - de forma que, neste caso, a razão principal é a falácia de que, para cada um, a antiga máxima de que "o céu é o limite" já se tornou obsoleta, pois toda noção de "limitação" ou de "tolerância repressiva" [seja contingente, seja imposta, seja de qualquer outro tipo] deve ser superada. Em outros termos, alguns versos do hino da "Internacional Socialista" [originalmente escrito em francês] traduzem bem o que pulsa em seus corações e mentes:

"Il n'est pas des sauveurs suprêmes,
Ni Dieu, ni César, ni Tribun;
Travailleurs, sauvons-nous nous mêmes,
Travaillons au salut commun..."

Que traduzido é:

"Não há salvadores supremos,
Nem Deus, nem César, nem Tribuno;
Trabalhadores, nos salvemos a nós mesmos
Trabalhemos pela salvação comum..."

Ou seja, considerando-se que não há Deus ou qualquer outra espécie de autoridade a quem se deva prestar contas ou se submeter, cada um salva a si mesmo e todos unidos lutam pela chamada "salvação comum", cujo objetivo final é a concretização da utopia do "novo mundo igual para todos", o que nada mais é do que uma manifestação da frase "...a gente acha que tem o mundo e o nariz é nosso latifúndio...", cujas bocas falam com arrogância "...com as nossas línguas prevaleceremos e nossos lábios são por nós; quem poderia nos dominar?" [Salmo 12, vs. 4b], aos quais, como está escrito, Deus silenciará no tempo devido.

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O último trecho da letra que gostaria de destacar é:

"Mas a gente é dono da verdade
Sempre pensa que já tem idade
Ninguém quer olhar pra dentro 
E ver o que ainda não tem...".

Embora as temáticas dos versos escolhidos por mim para este post sejam em parte semelhantes e em parte complementares, essa última estrofe traz uma lição particularmente importante, uma vez que, diferentemente das abordagens dos parágrafos anteriores, o que compreendo desses versos confronta especialmente a mim - para os que me conhecem mais de perto, uma das características humanas mais latentes em minha personalidade é a confiança resoluta nas próprias convicções [o que não é um mal em si mesmo, ainda que seja cada vez mais ofensiva em nossos dias], contudo há uma linha tênue entre uma firmeza saudável e uma obstinação prepotente que se torna grande empecilho para o aprendizado com o outro e, portanto, para o amadurecimento ao longo da vida. Com certa freqüência eu me sinto uma espécie de "...dono da verdade..." e, como nunca antes, a sensação de que "...sou mais experiente do que outros a meu redor..." tem sido mais recorrente, de forma que as seguintes passagens bíblicas têm se tornado mais úteis do que costumavam ser, como mostrado a seguir:

Melhor é um jovem pobre e sábio, do que um rei idoso e tolo, que já não aceita repreensão. [Eclesiastes 4, vs. 13]

Foge das paixões da juventude e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor. [2 Timóteo 2, vs, 22]

Com base nessas passagens, tanto um rei velho e tolo que não acha que precisa aprender com os outros [provavelmente por confiar demasiadamente em sua "experiência de vida"] como um jovem cheio de impulsividade e sem autocontrole não são exemplos bons para serem seguidos - i.e., eu não devo ser seduzido pelos pensamentos de que sou o "dono da verdade" nem de que "já tenho idade", mas ser como aquele pobre jovem sábio mencionado por Salomão bem como seguir à risca o conselho/imperativo de Paulo ao jovem pastor Timóteo a fim de cultivar a justiça, a fé, a paz e o amor para invocar a Deus com um coração puro, pois como diz outra canção da mesma banda, "...o que me faltar, Deus já me deu...". 

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Finalmente, eu não poderia deixar de mencionar alguns dos versos mais oportunos do salmo 119, nos quais estive meditando recentemente:

Os Teus mandamentos me tornam mais sábio do que os meus inimigos, pois eles estão sempre comigo.
Eu tenho mais discernimento do que todos os meus mestres, porque os Teus testemunhos são a minha meditação.
Eu tenho mais sabedoria do que os velhos, porque tenho observado os Teus preceitos. 
Afasto os meus pés de todo caminho mau, para observar a Tua palavra.
Não me tenho distanciado dos Teus juízos, pois Tu mesmo me tens instruído.
[Salmo 119, vs. 98-102]

Em poucas palavras, o ensino presente nesses versos é de que, sem a Palavra que vem de Deus até nós, não é possível ser mais sábio do que aqueles que podemos considerar os mais sábios - sejam pessoas que nos odeiam, sejam aquelas mais doutas, sejam os mais experientes. Porém, quando Deus nos dá de Sua sabedoria e nós damos a ela o devido valor, não importa se somos jovens demais, iletrados ou mesmo se não temos a malícia dos homens maus, pois a sabedoria divina torna em insensatez e estultícia qualquer outra sabedoria, reduzindo tudo a pó, pois Deus é aquele que "...apanha os sábios em sua própria astúcia..." [Jó 5, vs. 13]. Além disso, a sabedoria de Deus dada àqueles que O temem e buscam não consiste apenas em "informações corretas a respeito da vida, da realidade e do próprio Deus", mas sim em uma sabedoria viva, que se encarna naquele a quem Deus a concede, pois aquele que é instruído por Deus pode dizer juntamente com o salmista que "...por meio de Teus preceitos me torno inteligente; por isso, odeio toda duplicidade..." [vs. 104] - ou seja, toda sabedoria adquirida pelo homem, por mais que tenha valor quanto à vida natural, intelectual, política, científica e para as relações humanas [ainda que também venha de Deus, visto que toda boa dádiva vem Dele] e que não nos conduz a detestar todo caminho de mentira para amar a verdade [o que implica, obrigatoriamente, em amar a Jesus Cristo, a Verdade Encarnada] não nos faz inteligentes em sentido último, pois assim está escrito:

"...Falamos da sabedoria entre os que já tem maturidade, mas não da sabedoria deste século ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada.
Ao contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes dos tempos dos séculos, para nossa glória,
Ao qual nenhum dos poderosos desta era entendeu, pois, se o tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória...". [1 Coríntios 2, vs. 6-8]

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Diante de Deus, todos os poderosos são reduzidos a nada

Em face da sabedoria de Deus, a sabedoria humana é demonstrada ser loucura

A sabedoria de Deus é tão excelente que só pode ser conhecida a partir do momento em que deixa de ser um "mistério oculto" e passa a ser revelada - ninguém pode conhecê-la antes de Deus a tornar manifesta

Sobretudo, a suprema sabedoria de Deus, a saber, Cristo, era esse grande mistério que "esteve oculto em todos os séculos e por todas as gerações" mas que, na plenitude dos tempos, "Deus manifestou aos Seus santos, aos quais quis fazê-Lo conhecido", pois aqueles que não O compreenderam [pelo fato de Deus não fazê-los entender] rejeitaram o Deus-Homem, matando-O numa cruz, como um criminoso, mas cujo castigo nos trouxe a paz, paz eterna, paz com Deus, de quem outrora éramos inimigos... ah, não poderia haver história mais bela!

E você? Qual tem sido a sua história até aqui? De pretensa autonomia de Deus ou você já se deu conta de que precisa buscá-Lo?

Se você reconhece que não tem se "lembrado do Criador em sua mocidade", o que você está esperando para se voltar para o Deus-Salvador e "viver sob o dom do Amor pela eternidade"?





Pela certeza de que minha história está nas mãos Dele,





Soli Deo Gloria!