quarta-feira, 30 de maio de 2018

Preparar... Apontar... Fogo!

Novamente decidi escrever algo aqui.

Certas inquietudes e, curiosamente, uma repentina falta de sono [agora são 23:38h] levaram-me a arriscar expor algumas idéias que, inicialmente, não creio ser tão relevantes a ponto de serem escritas a essa altura - todavia, espero estar equivocado.

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O título dado a esse texto normalmente remete a contextos de guerra ou situações similares [um treinamento militar, a prática esportiva de tiro etc.], visto que tornou-se comum emitir esse tipo de "palavra de ordem" imediatamente antes de alguma investida ou ataque, cujo objetivo, por exemplo, pode ser o de deixar um determinado exército alerta para atacar os seus oponentes ou para se defender deles. No entanto, eu não pretendo falar estritamente de "batalhas" envolvendo armas ou espadas [embora não tenha nada contra elas em si - oh, quisera eu ter a minha própria espada medieval na parede de minha sala de estar!] ou de "tiro ao alvo", mas refletir um pouco sobre alguns acontecimentos recentes [sejam mais pessoais, sejam do próprio país] a fim de expressar o que porventura julgar ser oportuno. Portanto, estejamos preparados!

Preparar.

Gramaticalmente, preparar é um verbo [creio ser do tipo "transitivo direto-indireto", uma vez que, usualmente, "preparar" requer "...preparar 'algo' para 'alguém'..."] que pode ser usado como sinônimo de "fazer", "elaborar", "construir", "desenvolver", "planejar", dentre outros. Logo, preparar é uma palavra que traz consigo intencionalidade bem como finalidade, de sorte que ninguém prepara nada sem que haja interesse prévio unido a um objetivo definido. Por exemplo, quando se "prepara uma receita culinária", a pessoa normalmente tem a intenção de testar ou de aperfeiçoar suas habilidades na cozinha e deseja que seu prato seja saboroso. Desse modo, quando considero a expressão "preparar" na frase-título dessa postagem, o que me vem à mente é que, assim como num campo de batalha os soldados e combatentes devem estar cientes de suas responsabilidades e tarefas a cumprir [assim como não devem estar lá "sem justa razão"], creio que eu, como cidadão ciente da realidade bem como de minha responsabilidade individual [em contraste com a famigerada "responsabilidade social"], devo estar preparado para encarar as controversas demandas presentes na sociedade, os desafios por vezes extenuantes das relações humanas [particularmente, as mais profundas] e, finalmente, "...contar os meus 'demônios', pois existe um para cada dia..."mencionando uma canção da banda britânica Coldplay - ou, conforme as palavras de Salomão, me lembrar que "...o coração do homem conhece a sua própria amargura..." [Provérbios 14:10]

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Entretanto, nem sempre estaremos preparados para lidar com todas as coisas que nos sobrevêem ao longo da vida, pois o mesmo Salomão também escreveu que "...Deus fez tanto o dia da prosperidade quanto o dia da adversidade, de forma que o homem não saiba o que haja de vir em seu futuro..." [Eclesiastes 7:14]. Atualmente, o Brasil está sentindo o efeito bem perturbador decorrente da paralisação dos caminhoneiros - aqueles que trabalham nas estradas, levando produtos de todos os tipos para os mercados e postos de combustíveis e que, normalmente, não são valorizados pela maioria de nós -, em meio à qual tivemos [e ainda temos] de presenciar a falta de certos alimentos [ou o aumento exagerado dos preços dos mesmos], problemas de mobilidade urbana, dificuldades para abastecer os veículos próprios e até mesmo a interdição de atividades em escolas e universidades. Ironicamente, em contrapartida aos discursos inflamados daqueles que infestam as cátedras das instituições educacionais brasileiras [o termo é, de fato, infestar, pois uma boa parte deles são uma verdadeira praga] e que já disseram que "colocariam fogo no país", o segmento que, de certa forma, "parou o Brasil" não constitui nenhum "movimento pela justiça social" ou de "luta por democracia, igualdade e diversidade", mas uma porção da população que realmente "trabalha" - ora, somente quem trabalha pode "parar um país". 

Em suma, sem delinear qualquer juízo de valor mais específico sobre a "greve dos caminhoneiros", o que gostaria de destacar é que, em última instância, somos mais vulneráveis do que normalmente acreditamos, visto que alguns dias de "deficiência" numa certa peça da "engrenagem do país" nos tomaram de sobressalto e ratificaram que somos dependentes daqueles dos quais nem sabemos os nomes nem o lugar onde moram. Isto é, o confronto com nossa vulnerabilidade e com nossa dependência deveria nos conduzir primordialmente à humildade e, em seguida, à diligência, a fim de sermos mais cuidadosos com o que realmente importa da vida e, sobretudo, mais conscientes da realidade expressa nas palavras do salmista, que disse:

Tu reduzes os homens mortais ao pó, e dizes: tornai, filhos dos homens! [...]
Tu os levas como em uma corrente; eles são como um sonho; são como a erva que verdeja pela manhã,
De manhã ela floresce e verdeja, e à tarde murcha e se seca. [Salmo 90, vs. 3, 5-6] 

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De modo bem explícito, Deus é quem coloca o homem no seu devido lugar - o lugar de "pó" - e faz com eles o que Lhe apraz, assim como Ele faz as ervas florescerem pela manhã e se secarem no fim do dia. Em outras palavras, a vida do homem não é mais do que um "vapor que aparece por um breve momento" e que, depois, "se desvanece como uma fumaça". Discordando [dessa vez] do Renato Russo, nós "não temos todo o tempo do mundo" e devemos estar preparados para o momento em que o nosso chegar ao fim

Apontar.

Apontar também é um verbo [transitivo direto ou indireto, a depender do caso], sendo uma palavra normalmente relacionada a indicar uma direção ou local - a placa "aponta para a direita" -, pontuar uma observação - "ele apontou os meus erros" - ou mesmo tem conotação de ultraje, como na frase "...não aponte o dedo para mim!...". Obviamente, "apontar" também se refere ao ato de direcionar uma arma para o alvo desejado, seja numa competição de tiro, seja numa ação policial ou mesmo numa guerra de maior escala, a cujo significado me deterei nesse texto, pois que, da mesma maneira que é necessário estar preparado para enfrentar a realidade com todas as coisas que nela estão inclusas [em certo sentido, a realidade é como uma "caixa de Pandora", de modo que não é possível fugir dos males e dores quando se está diante dela], é preciso "apontar a direção certa antes de se iniciar o ataque" e, finalmente, é preciso atacar. 

De modo simples, todos possuem em suas consciências a noção de "bem e mal" - ainda que haja a inversão aludida pelo profeta Isaías no anúncio de juízo sobre aqueles que "...chamavam o 'mal de bem' e o 'bem de mal'..." [cap. 5, vs. 20] - e, portanto, a "luta do bem contra o mal" sempre fez parte da vida e da história humanas [seja na realidade experienciada, seja nos reflexos da realidade presentes nos contos e estórias fantásticas, seja de outra maneira qualquer], a tal ponto de que mesmo os mais relativistas e/ou revolucionários dentre os seres humanos [que insistem em afirmar que "não existem absolutos, nem a verdade, nem o certo, nem Deus nem nada semelhante e que, por isso, invertem toda a noção de bem e mal] vivem por um suposto "bem" a ser conquistado num futuro porvir, de forma que tudo o que impede a concretização dessa "luta" representa o mal e, logo, deve ser destruído

Isto posto, será que a assertiva de Jesus Cristo na qual se lê que "...os filhos deste mundo, no trato entre si, são mais astutos do que os filhos da luz..." [ver Lucas 16, vs. 8] não deve inquietar a quem não tem se "preparado para o front" nem "orado a paz" a fim de "apontar para a fé e remar"? 

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Porém... contra quem estamos lutando? 
Melhor dizendo, contra quem devemos lutar?
Além disso, "apontar para a fé" é suficiente? Fé em quê? Em quem?

Agora é a hora de por "fogo no que resta dessa publicação"!

Fogo!

"Fogo!" é a última palavra dita antes do ataque, da investida, do tiro, da bomba lançada ou da bala de canhão que sai da fortaleza de proteção na região costeira e, nesse texto, carregará o sentido de "ultimato", de "veredicto", um autêntico "Kill Bill" - ora, depois de "preparar" e de "apontar", o que resta é "dar fim ao que foi planejado", é "acertar o alvo", é "destruir o inimigo" e "concluir a missão". No que se refere aos aspectos sociais, eu tenho visto inimigos em toda a parte - a maioria deles como "lobos devoradores vestidos como ovelhas" -, diante dos quais qualquer resistência parece quase sempre impotente. Por exemplo, como lutar contra a desinformação triunfante e massificada que promove falsos heróis por todo o mundo, esconde [até onde é possível] os crimes hediondos dos verdadeiros bandidos dos últimos 100 anos e que corrompe o imaginário popular em todas as esferas do pensamento ao fazer da combinação "meias verdades com velhas mentiras" [nas palavras do Anatolyi Golitsyn] ser o "óbvio ululante"? E o que dizer do "Establishment" que se torna cada vez mais totalitário enquanto se denomina "o povo oficial"? Guardadas as devidas proporções, eu me vejo como alguns dos escritores dos Salmos nos momentos em que eles se viram cercados por hordas de inimigos a ponto de se "sentirem presos sem poder sair", contudo a mesma esperança deles é também a minha - eu não me esqueço da Lei de Deus, eu me apego às Suas "palavras antigas" e sou consolado, eu confio em Seu poder e sei que Ele é a minha salvação. Por que, então, ter medo? No Dia do Senhor, eu contemplarei com os meus olhos o castigo dos ímpios [Salmo 91, vs. 8]. 

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No entanto, esses inimigos não estão restritos aos âmbitos político, cultural e civilizacional, de modo que é preciso colocar "fogo" em outras coisas que ainda restam - nesse caso, nada do que "resta" exige mais diligência quanto a ser "queimado e consumido" do que o meu pecado remanescente. 

Os antigos puritanos, particularmente o notável John Owen, diziam que a nossa luta para mortificar o pecado deve ser diária, constante e incansável, pois se o pecado não morrer na batalha, sou eu que sou/serei morto por ele. As Escrituras nos relatam que "...não chegamos ao ponto de derramar nosso sangue na luta contra o pecado..." [Hebreus 12:3], dando a entender que, se for necessário, melhor é perder a própria vida do que pecar - ainda que, enquanto estivermos nesse corpo, não estaremos totalmente livres de sua influência. De fato, esse conceito é tão real que, quando começamos a levar essa guerra a sério, percebemos que somos capazes de cometer pecados que jamais imaginamos que praticaríamos, até mesmo de modo recorrente. Em outras palavras, "o pecado é pior do que o próprio inferno", pois o inferno é uma expressão da justiça de Deus - por mais terrível que ele seja -, mas o pecado não traz bem algum em si mesmo nem aponta para bem algum por si mesmo. Conseqüentemente, embora eu possa ter vontade de "lançar fogo" em muitas direções [se eu as listasse aqui, eu perderia os poucos leitores que ainda tenho], a maior urgência é sempre contar com o auxílio divino para vencer as batalhas diárias contra o meu pior inimigo [eu mesmo, pelo pecado que habita em mim], auxílio que pode ser descrito como um fogo consumidor que purifica um metal precioso, retirando a escória e deixando apenas o que tem valor. 

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Finalmente, creio que não poderia deixar de citar o episódio no qual Deus confundiu a sabedoria humana bem como transtornou o universo inteiro [por assim dizer], pelo qual Ele consumou a vitória sobre esse inimigo atroz incluindo em Seu plano o crime mais hediondo de toda a história - i.e., Deus enviou o Seu Filho ao mundo, Jesus Cristo, para "destruir as obras do diabo" (ou seja, o pecado e todas as suas conseqüências) através de sua morte na cruz como um maldito do próprio Deus, cuja execução foi planejada ardilosamente por muitos da elite religiosa da Judéia sob as mãos de homens como Pilatos e Herodes, de modo que as Escrituras afirmam que "...se reuniram contra o Teu Santo Servo Jesus, a Quem ungiste, aqui nesta cidade, Herodes e Pôncio Pilatos, juntamente com as nações e com todo o povo de Israel, para fazerem tudo o que a Tua vontade e o Teu conselho haviam predeterminado que acontecessem..." [Atos 4, vs. 27-28]. Nas palavras do pastor norte-americano John Piper, "...nunca deixará de ser um escândalo o fato de Deus ter escolhido salvar o homem pecador por meio do assassinato premeditado de Seu Filho inocente..." - em outros termos, a mensagem do Evangelho é uma loucura (e sempre o será) para aqueles que estão perecendo, mas para os que são salvos, Cristo é poder e sabedoria de Deus, cuja "fraqueza é mais forte do que os homens" e "cuja loucura é mais sábia do que os homens". 

Nesse mistério de amor, Deus "pôs fogo" em Seu amado Filho ao lançar a Sua ira santa sobre Ele, o único que não cometeu pecado, para que Ele bebesse o cálice da ira sem que restasse nenhuma gota para nós e, em troca, pudéssemos "erguer o cálice da salvação e invocar o Seu nome". O que dar, então, a Ele, por esse tão supremo benefício que Ele nos fez?

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É preciso estar preparado para lutar contra os inimigos certos e da maneira certa - no meu caso, os que julgo ser mais perigosos são as "meias verdades misturadas com grandes mentiras" e o meu próprio pecado, além do próprio diabo, logicamente.

É preciso ir além de se ter "fé", mas ter fé no lugar certo, na pessoa certa - ou seja, "apontar para a fé" deve ser, na verdade, "apontar pela fé" para "Aquele que é o Autor e consumador da Fé", a saber, O Cristo, Jesus de Nazaré, o Salvador do mundo.

Em último lugar, a partir do momento em que se é resgatado da Cidade da Destruição, se começa a peregrinação rumo à Cidade Celestial, de forma que o "cristão" tem uma missão a cumprir - a missão de nunca se desviar do caminho que o levará ao destino e, enquanto caminha, deve convidar em nome dAquele que o enviou, seja qual for o lugar, tantos quantos puder para entrarem na mesma peregrinação. De fato, muitas vezes será necessário "por fogo no que restar da embarcação" e, dessa maneira, "não ser tentado a abandonar a missão". Ora, "quem põe a mão no arado não deve olhar atrás", pois assim como quem olhou para trás de direção de Sodoma e Gomorra pereceu ou virou "estátua de sal", aqueles que fugiram da ira divina "olhando para a frente" enquanto se tinha oportunidade foram postos a salvo [vide Gênesis 19]

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Você está preparado para o fim dos seus dias? 
Se ainda não se preocupou com isso, até quando vai achar que pode continuar "seguindo a sua vida sem reconhecer que está preso?"

Para onde a sua fé está apontando? Você tem a sua fé posta no lugar certo?

Você tem lutado contra os inimigos certos? Tem "lançado fogo" no que realmente deve ser consumido antes que você se consuma? Se ainda não, "fogo"!





Pela esperança de que minha mira está bem ajustada,





Soli Deo Gloria!

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Guardare il cielo per capire la terra - una confessione

Eis que a inspiração parece-me ausente.


De fato, nem sempre temos as palavras certas
Ou mesmo as idéias se mostram desordenadas -
Como se, à semelhança dos processos naturais,
Nos pensamentos a entropia fosse verificada.

Entretanto, sem pretensões retóricas,
Ousarei escrever o que creio ser pertinente -
Logo, eu espero tão-somente
Não lançar "palavras ao vento"
Nem "falar demais por não ter nada a dizer",
Assim como aqueles que, por suas muitas palavras,
Crêem que serão ouvidos - ou "lidos".


Em primeiro lugar, disto estou consciente:
Há mais desordem dentro de mim 
Do que no mundo circundante.
Embora tenha de lutar contra fortes inimigos,
Que do "lado de fora" me cercam 
Como lobos vorazes e famintos,
O pior deles está aqui, do "lado de dentro",
Visto que os grandes males e pecados -
Orgulho, impureza, homicídios e inveja,
Insensatez, deslealdade, ira e contenda -
Provêm do coração, assaz enganoso e corrompido,
O qual não pode ser por nenhum de nós conhecido. 

Logo, que farei? 
Quem me livrará dessa condição miserável?
Desventurado homem que sou!
O que espero eu
No mundo onde a esperança
Parece ter sido a "primeira que morreu"?
Até quando clamarei
Sem que eu seja respondido?
Quem vai ouvir a minha voz? Quem?

Aquieta-te, ó alma minha, 
Pois não és o centro da história.
Atenta tu para o céu, bem acima de ti,
A fim de entenderes melhor a terra,
A qual é simplesmente um severo cárcere 
Enquanto a peregrinação não se finda.
Mira o teu olhar para o alto,
Para a habitação do teu Criador,
O qual por Ti tudo executa
A cada vez que suplicas por misericórdia
Até que se passem os perigos.
Invoca ao Altíssimo, que do céu te envia salvação,
Enquanto quem deseja devorar-te
Lança contra ti insultos e escárnios


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Não te envergonhes de Teu Redentor
Se por Ele fores enviado
Como sua testemunha e seu arauto
A uma terra boa, todavia distante,
Da qual manam leite, mel e bons frutos,
Porém habitada por homens poderosos e gigantes
E cujas cidades são como fortalezas.
Ainda que estejas em meio a leões,
Cujos dentes são lanças e cujas línguas são espadas,
Não te assombres ante suas ciladas,
Pois eles mesmos cairão nelas.
Por isso, desperto esteja o meu coração
Para proclamar louvor e canto a Ele,
Em cada povo e em toda nação,
Pois acima dos céus só Ele é exaltado
E o Seu poder por toda a terra é anunciado.

Porque te entristeces quando és ultrajado
Quando o Teu Senhor foi o mais caluniado?
Se a Ele chamaram "Belzebu" - ou "senhor das moscas" -
Ainda aguardas que do mundo te sobrevenham honras?
Não desejes honra alguma, senão a do céu,
E sofre também as aflições, como bom soldado.
Não te embaraces com distrações terrenas,
Mas põe os olhos nas coisas eternas
Cujo tesouro não poderá ser saqueado.
Não te inquietes quanto ao futuro 
Nem leves fardos que não possas suportar -
Aprende com Teu Mestre, manso e humilde,
O qual te concede jugo suave e fardo leve,
A fim de aliviar todos os sobrecarregados
E dar descanso às almas cansadas.

Não sejas solícita quanto ao que precisas,
Pois as aves do céu, para onde deves olhar,
Não se preocupam com essas coisas
E, mesmo assim, elas são alimentadas.
Se tu tens mais valor que elas, 
Por que és incrédula, ó minh'alma, 
E não confias no teu Provedor?
Olha também para os lírios do campo,
Cujas vestes são mais gloriosas
Do que aquelas do mais imponente dos reis -
Embora eles não trabalhem nem teçam
Eles são vestidos de beleza,
Assim como tu também o serás
Pelos méritos das obras de Teu Salvador.
Confia Naquele que conhece o que falta em ti
E busca primeiramente Seu Reino e Justiça
Para que as tuas necessidades te sejam concedidas. 

Num tempo em que todos olham para si mesmos
Esperando encontrar o que tanto procuram,
Meu desejo é olhar firmemente para o céu 
De onde o Autor e Consumador de minha fé desceu
Para se fazer homem, assim como eu,
A fim de redimir um povo exclusivamente seu.
Ó, sabedoria divina, 
Que confunde os homens em sua astúcia
Mas que salva a todo aquele que nela crê!
Uma vez que ser sábio consiste sobretudo em temê-Lo,
Não poderei conhecer nada sobre coisa alguma
A não ser que Ele mesmo me ensine -
Destarte, somente se eu "olhar para o céu"
Eu poderei "entender a terra",
Conforme li em uma pequena cidade alpina
Daquele país que chamo de "mia seconda stanza".


"Olhe para o céu" você também, 
Caso tenha lido estes versos amadores e sem métrica,
Olhe até que você contemple o Criador,
Do céu, da terra e de tudo o que existe,
O qual não está somente no alto, distante,
Embora seja eterno e todo-suficiente.
Fixe o seu olhar Nele até perceber uma cruz,
Na qual a bondade e a verdade se encontraram,
E a justiça e a paz se beijaram.
Aquele que nem os céus podem conter
Esvaziou-se para numa cruz maldita morrer
A fim de salvar pecadores -
Pecadores como eu, pecadores como você.

Alors, est-ce que tu ne peux pas y noter?


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Soli Deo Gloria!

sábado, 3 de março de 2018

Losing my fake religion...

Mais uma vez ousei estar escrevendo aqui.

Não digo isso exatamente por causa de uma "autocensura" ou por medo do que outras pessoas podem pensar a respeito do que escrevo, mas tão-somente por sempre encarar o pensamento de que minhas palavras podem ser inúteis ou pura temeridade - entretanto, como sempre, desejo estar equivocado a respeito.

É hora, portanto, de deixar essas impressões e ir adiante.

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Sem perda de tempo, o título desse texto faz referência a uma canção da banda de rock chamada R.E.M., a qual fez muito sucesso entre os anos 80 e a primeira década dos anos 2000 (até encerrar as atividades como grupo), embora, certamente, ainda possa lograr outros fãs mais recentes. A canção à qual me refiro se chama "Losing My Religion" ou "Perdendo minha Religião" e, ainda que não pretenda tratar da letra da música com detalhes nesta postagem, intentarei discorrer sobre o que esse título significa (e quais as suas implicações), incluindo breves considerações que possam ser pertinentes. 

Perder a religião.

Usualmente, quando esse tipo de expressão aparece ou é posta em voga no contexto social e civilizacional no qual estou inserido - i.e., o mundo ocidental que, conforme o senso comum, é considerado como "pós-moderno" (apesar das controvérsias daí decorrentes) - verifica-se que, quase sempre, o imaginário popular associa o "perder a religião" com algo positivo [ou seria positivista?] ou como evidência de progresso intelectual ou pessoal, visto que também está enraizado em nossa mentalidade o pensamento de que "ser religioso" é "não pensar", é "acreditar em um amigo imaginário", é estar "atrasado nos séculos passados" ou, de outra maneira, é estar na "Idade das Trevas" ou ser um obscurantista - assim como qualquer outra palavra com sufixo "-ista" que você certamente escuta em qualquer universidade, escola, nos veículos de mídia "mainstream", nas "intervenções artísticas" ou em qualquer outro lugar onde os "novos iluminados" destilam seu amor e tolerância através de seus discursos de "paz universal" e "amor para todos", enquanto espalham a sua utopia como se fosse a realidade. 

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Além disso, acredito ter evidências concretas que, no que diz respeito à idéia apresentada no parágrafo anterior, é fundamental salientar que "perder a religião" não significa, necessariamente, abandonar "qualquer religião" para se assumir uma postura "não-religiosa" ou "antirreligiosa", mas significa majoritariamente superar o "passado judaico-cristão" ainda presente na civilização através da eliminação/substituição gradual de todo e qualquer símbolo, herança, legado, valor, princípio ou traço proveniente dessa fonte para que, no lugar, sejam introduzidas novas construções sociais, outros ideais, novos comportamentos e novos paradigmas - ainda que, como disse o sábio, "...nada há de novo debaixo do sol...". Em suma, essa nova práxis sócio-antropológica é a suplantação ou usurpação de uma concepção da existência, da natureza como um todo e das realidades física e metafísica baseadas na religião cristã [ou na moral judaico-cristã associada ao pensamento filosófico clássico] por outra cosmovisão [e, por que não dizer, por outra "religião"?], de sorte que os discursos de que "não devem haver padrões" ou de que "o que ficou atrás em outros séculos deve ficar em outros séculos... o mundo é diverso!" são tornados os novos padrões dos que são "sem-padrão" assim como se constituem a vitória da "diversidade do pensamento e modus vivendi únicos"

Dessa maneira, a "perda da religião" mencionada pelo eu-lírico da canção possivelmente deve ser referente à perda de valores ou crenças cristãs (ainda que, na realidade, a sua intenção tenha sido outra ao escrever a letra) ou, no mínimo, a elas análogas - uma vez que os componentes da banda são norte-americanos/britânicos, cujas sociedades foram determinantemente forjadas pela presença do Cristianismo e ainda são influenciadas por ele. Nesse sentido, o compositor certamente evoca o sentimento e pode representar a vida de muitos outros de nós, ocidentais, especialmente aqueles mais jovens, dado o fato de que a juventude nos torna mais propensos a viver de modo passional e a ceder irrefletidamente a muitas ilusões ideológicas - incluindo as mais destruidoras já vistas na história humana, de acordo com o testemunho inegável do século XX e desses primeiros 17 anos do século XXI -, de tal sorte que, em última instância, se confirma a máxima do filósofo holandês Herman Dooyeweerd, que afirmou que "...o homem é religioso por natureza e, por isso, sempre que ele rejeita a crença ou a religião verdadeira, ele colocará uma falsa em seu lugar"

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Contudo... onde estão as evidências de que tudo o que foi exposto acima é verdade?
Como é possível ratificar a defesa das idéias segundo as quais as pessoas enxergam a "superação da religião" como um avanço existencial?
Como se pode provar (por assim dizer) que a religião contra a qual mais se lançam ataques severos - e, por isso, é a mais rejeitada - é o cristianismo?
E, finalmente, seria mesmo razoável afirmar que somente uma religião é verdadeira por si mesma? Caso afirmativo, por que o cristianismo e não qualquer outra?

Que eu não use de vãs repetições, pensando que, por muito escrever, eu serei lido.

Para tanto, usarei o exemplo da França, país da Europa Ocidental conhecido pela elegância de sua língua materna, pela beleza e riqueza de sua arquitetura, pelos seus vinhos saborosos, pelo nacionalismo (por vezes exacerbado) de seu povo - ainda que, para mim, defender as próprias raízes e a identidade nacional seja algo muito válido, caso essas raízes sejam boas em si mesmas - e, finalmente, por produzir pensadores e personalidades consideravelmente antagônicos entre si, a exemplo dos teólogos Bernard de Clairvaux e Jean Cauvin (conhecido como João Calvino), os cientistas Blaise Pascal e Louis Pasteur, os escritores Victor Hugo e René Girard (os quais possuem muitas coisas em comum, destacando-se a fé cristã ou a influência dela em suas vidas) em contraste com nomes como os dos filósofos Voltaire e Sartre, além de Michel Foucault, Simone de Beauvoir, Napoleão Bonaparte, Robespierre e tutti quanti, cujas semelhanças se dão no âmbito da atitude de insurreição contra símbolos de autoridade, da mentalidade revolucionária e megalomaníaca e da resistência veraz à religião cristã bem como a tudo que provém dela. 

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A esse respeito, é importante destacar que, dentre as pessoas citadas, a maioria das que pertencem ao grupo alinhado à tradição cristã que caracterizou mais fortemente as sociedades ocidentais viveram, no máximo, até o século XIX (exceto o Girard) e, em contrapartida, quase todos os mencionados que foram alocados no outro grupo são personagens que nasceram depois do século XVIII - o que, de algum modo, aponta para o fato de que a visão de mundo dessas sociedades tem mudado muito radicalmente e num período relativamente curto, confirmando o pensamento do filósofo inglês Roger Scruton de que [paráfrase minha] "...a tendência natural do homem moderno é não valorizar as boas tradições a ponto de desejar destruí-las, visto que destruir o que já existe é muito mais fácil do que construir algo que seja permanente, de sorte que aqueles que querem preservar o que há de bom no passado - i.e., os conservadores - são visto como chatos e enfadonhos, embora estejam do lado da beleza, da bondade e da verdade, enquanto os progressistas são empolgantes e despertam "boas vibrações", porém são falsos...". 

Além disso, segundo um artigo que li recentemente sobre a presença de legado cristão nas culturas do mundo, constatou-se que a França é o 3º país mais secularizado do planeta, indicando que aquela sociedade onde floresceu os ideais de "liberté, égalité et fraternité" está cada vez mais impregnado de uma concepção materialista, naturalista e ensimesmada - ou seja, a "liberdade" é apenas para aqueles que "estão do nosso lado do jogo", a "igualdade" nada mais é do que a atitude mascarada de "lutar pelo bem-comum" para que somente os que são do "nosso time" sejam privilegiados e, por fim, a "fraternidade" é destinada somente para aqueles que não nos ofendem com seus "hatred speeches", pois, contra estes "inimigos da justiça social", nós contamos com a ajuda terrorista, com a instituição deliberada da fome geral ou com qualquer outra estratégia que, ao menos, os silencie - de preferência, os silencie para sempre. 

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Resumidamente, os personagens franceses do grupo mais "moderno" possuem alta relevância nos círculos intelectuais, estudantis, sociais e políticos que defendem as concepções supracitadas - seja por meio da propaganda maciça e massificada, seja por meio da prática da engenharia comportamental e social - e, como resultado, países ocidentais como a França tem tido suas civilizações remodeladas de acordo com uma "nova consciência" (usando esses termos), o que não é nada mais do que uma religião secular [que inspira mais credibilidade por possuir uma "aura científica" ou algo semelhante] que está lançando o cristianismo com todos os seus valores e heranças para o ostracismo e o descrédito públicos ou, no mínimo, à reclusão na esfera privada - ora, você pode até ser crente ou religioso, mas não venha escrever agradecimentos a Deus em tese de doutorado ou falar da pseudociência do Design Inteligente! Se não me falha a memória, o pensamento laicista crítico da religião na vida pública também tem origem na França... Vejam que notável! Viva o estado laico! Viva o "livre pensamento"! Será mesmo?

No entanto, não existe possibilidade de se estabelecer um laicismo absoluto em qualquer civilização humana, uma vez que a história prova de forma cabal que todo/cada ser humano sempre, sem exceção, acaba se inclinando para reverenciar/venerar/cultuar/adorar alguma coisa, alguém ou alguma entidade transcendente, qualquer que ela seja - em outras palavras, nós somos religiosos e, sem titubear, não faz sentido considerar como verdadeiro o que diz a canção-base desse texto, pois ninguém pode "perder uma religião" sem assumir outra logo depois. Ninguém que passou por essa terra, que está passando ou que ainda nascerá viveu, vive ou viverá "sem religião"; logo, o máximo que pode acontecer é abandonarmos uma religião verdadeira e trocá-la por uma falsa, ou vice-versa

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Por tudo isso, nota-se que, embora uma boa parte das pessoas que habitam nessas sociedades/civilizações ainda afirme categoricamente que "estamos evoluindo para um patamar onde nada mais irá importar - nem a cor da pele, nem classe social, nem orientação sexual, nem a religião e tudo o mais", sabe-se igualmente que aqueles que acreditavam que a religião [diga-se "cristianismo" - ora, admitamos que nenhum neo-ateu militante se declara ateu porque quer desmoralizar Shiva ou Tupã!] iria desaparecer por completo na medida em que a ciência destruísse todas as crenças retrógradas da Idade Média [como diziam os positivistas e os naturalistas] estavam errados, pois a realidade mostra que o homem continua buscando o lado espiritual da vida, seja se envolvendo com todo tipo de superstição, misticismos e esoterismos, seja através de diversas modalidades de sincretismo, seja através do cientificismo [sim, a supervalorização da ciência é religiosa] ou, finalmente, através de alguma religião mais doutrinal ou confessional - como o Islam, o Judaísmo e, particularmente, o Cristianismo. 

Todavia, mesmo que faça sentido afirmar que estamos vivendo numa época que ainda exalta a intelectualidade e a atuação pública em detrimento da religião, em que os valores e normas mais perturbadoras para a mentalidade vigente pertençam ao cristianismo e que, conseqüentemente, os ataques direcionados a ele sejam cada vez mais implacáveis [o que dizer, por exemplo, do fato de que cristãos morrem aos centenas de milhares todos os anos por causa de sua fé?], isso não necessariamente torna o cristianismo a única religião verdadeira, de forma que todas as outras seriam falsas... Antes de tudo, na verdade, por que a verdade sobre a religião tem que ser a existência de uma única religião detentora da verdade?

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Nesse caso, o que se poderia fazer, hipoteticamente [já que minha sugestão reflete a estrutura do método científico e, por isso, pode ser inviável na prática numa situação como essa] é uma comparação honesta e (talvez) exaustiva entre todas as religiões existentes ou que já existiram no mundo - a qual, provavelmente, é impossível - e, assim, adquirir o conhecimento dessas religiões como elas são na realidade, e não como se fala ou se ouve dizer a respeito delas. Em seguida, certamente a maioria das religiões que tivessem sido estudadas se mostrariam esquisitas demais, sem sentido e/ou sem significância abrangente, de sorte que apenas algumas restariam e, dentre essas, possivelmente, apenas uma seria comprovada como verdadeira. Mesmo assim, como saber qual dentre as opções possíveis é, de fato, a religião verdadeira?

No caso do cristianismo, o ensino é que só é possível ter um real conhecimento de Deus (em si, mesmo que não seja total) e de tudo o que concerne à Sua natureza, à Sua criação, à Sua providência, a Seus desígnios para a criação [especialmente para o homem] e aos propósitos e finalidades para os quais tudo existe a partir do que Deus mostra de Si mesmo - Ele é quem se deixa ser conhecido pelas criaturas, e não as criaturas que conseguem apreendê-Lo por si mesmas. Quanto a isso, pode-se notar também que Deus usa uma linguagem de acomodação à mente humana para que ela possa compreendê-Lo e ter consciência de que essa compreensão é verdadeira - ora, em vez de Deus falar em uma linguagem celestial, Ele nos deu um livro [a Bíblia] para que os homens O conhecessem e, assim, conhecessem a si mesmos da maneira como realmente são e, dentre todas as passagens que poderia mencionar, cito apenas essas:

Seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso, como está escrito: para que sejas justificado nas Tuas palavras e prevaleças. [Romanos 3, vs. 4 - versão NVI]

De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem. [João 18, vs. 37 - versão NVI]

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Provavelmente, em nenhum outro lugar você encontrará declarações tão aterradoras quanto estas, pelas quais todos nós somos levados a perceber nossa miséria e humilhação diante da santidade e verdade divinas em comparação com a impureza e mentira que nos são características, bem como a ter que responder para nós mesmos se somos da verdade ou da mentira - pois, como se lê, somente os que ouvem a voz de Jesus Cristo é que estão na verdade, de maneira que todos os demais estão completamente enganados e enganando os outros. Logo, a grande maioria de nós, seres humanos, sejam ocidentais ou orientais, ao Norte ou ao Sul do Equador, estão do lado da mentira, seguindo alguma religião falsa e, por isso, precisamos, individual e desesperadamente, "perder a nossa falsa religião" a fim de abraçar a religião verdadeira, da qual se diz que consiste em "...visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições e guardar-se da corrupção do mundo..." [Tiago 1, vs. 27].

Mas, antes de pensar em nossas próprias boas ações para com o próximo e para com Deus, é necessário olhar para as obras do próprio Deus, sobretudo para a obra que Deus, o Pai, confiou a Seu Filho, quando O enviou ao mundo - obra essa que envolveu uma obediência absoluta, resignação absoluta, devoção absoluta, entrega voluntária absoluta e, finalmente, foi coroada com a perfeição absoluta, visto que a Sua vida sem pecado, a sua morte na cruz para pagar o preço pela redenção de Seu povo e, posteriormente, a Sua ressurreição em poder para justificação de quem Nele crê testificam que não houve nenhuma falha em tudo que Jesus, o Cristo, fez ao encarnar-Se, dar a Sua vida pelas Suas ovelhas e retomar a Sua vida conforme o mandamento que Ele mesmo recebeu de Seu Pai. Em suma, antes de tudo, precisamos ser redimidos de nossas "falsas religiões" e "falsas verdades" para sermos levados até a Verdade Viva e Eterna - Jesus Cristo.

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Finalmente, ao escrever esse texto, meu desejo é que não somente os franceses [os quais espero encontrar brevemente em sua terra!] - que foram particularmente mencionados aqui -, mas que todos os que tem deixado a religião verdadeira (sobretudo, o único Deus verdadeiro) para seguir religiões falsas, sejam levados pelo próprio Deus a desejar "...considerar todas as coisas como perda, para poder ganhar a Jesus Cristo..." [Filipenses 3, vs. 7 e 8 - resumo]. 

Dessa forma, ouso perguntar:

Qual falsa religião você ainda está seguindo?

Você já parou para pensar que não é possível deixar de ser religioso, por mais "ateu" e "científico" que você seja?

Finalmente, você já compreendeu que você não pode fugir [hoje] e nem poderá fugir [amanhã e até o fim de sua vida] de Deus? Isto é, você tem pensado que irá encontrar-se com Ele, seja desfrutando de Seu amor na vida eterna seja sofrendo a Sua ira eterna no inferno? 




Pela alegria de ter perdido "tudo" para ganhar a Ele,




Soli Deo Gloria!

domingo, 21 de janeiro de 2018

La puissante faiblesse - une prière

Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó,
E de tantos outros até este dia,
A Quem também agora ouso chamar de "meu" - 
Somente e tão-somente -
Em nome de Seu Filho:
Aqui estou,
Com as minhas mãos vazias,
Pois nada digno posso oferecer a Ti
Para que sejas persuadido a abençoar-me;
Mas, apenas apegado à Cruz,
Na qual alegremente me glorio,
A Ti elevo a minha alma,
Pois quando me apercebo de Tua presença
O único caminho é a humilhação

Fonte de toda Sabedoria e Bondade,
Desvenda Tu os meus olhos distraídos
Para que eu veja as Tuas maravilhas.
Pois, se assim não o fizeres,
Permanecerei em densas trevas,
Como que enclausurado numa caverna,
Contentando-me com simples sombras,
Mas privado da Luz e da Verdade
Que estão fora de mim.
Perdoa-me Tu as vaidades por mim procuradas,
E as iniqüidades por vezes apreciadas
Como se fossem o mel mais doce,
Sendo, todavia, o fel mais amargo,
Para o coração que somente em Ti 
Pode ser verdadeiramente saciado.

"Senhor Deus dos desgraçados",
- Como outrora bradou um certo poeta - 
"Senhor Deus dos desgraçados",
Atenta Tu para mais este pobre e necessitado
Que a Ti dirige suas poucas palavras.
Livra-me de ser como aqueles
Que se justificam a si mesmos
E desprezam os outros,
Aos quais o Mestre já sentenciou Seu juízo,
Enquanto garante justificação
A todo aquele que simplesmente implora:
"Sê propício a mim, pecador!".
Eu quero ser mais "menos",
Sendo forte na medida em que sou fraco,
Ganhando a Vida enquanto "perco a vida",
Pois, se tenho a Ti,
O que me falta já me foi dado.

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Não quero a sabedoria do mundo
A qual Tu mesmo tornas uma loucura.
Não quero a glória do mundo
Pois sou peregrino na terra.
Expurga-me Tu de toda fatuidade, 
Especialmente de toda que tem "aparência de piedade"
Porém nega o seu poder.
Quero apenas ser como uma ovelha
Guiada por Ti aos pastos verdejantes,
Para descansar junto às águas quietas
E ter Teu refrigério na alma,
Porque todo o que é por Ti pastoreado
Não precisa desejar o que não possui.
Basta para mim que guarde as Tuas palavras,
Pelas quais sou feito mais sábio que os "velhos"
- que se gabam de sua "experiência" - 
E mais inteligente que os "mestres" 
- com sua erudição exibicionista.
Melhor é o Teu conselho,
Visto que ultrapassa toda perfeição

Desventurados são os que querem ser sábios
Sábios a seus próprios olhos -,
Com seus muitos livros e discursos,
Visto que a sabedoria está oculta,
Escondida aos olhos de todas as criaturas
E Tu somente conheces o caminho dela.
"Ai destes!", disse o Teu mensageiro,
Pois se gloriam em sua sabedoria
[Bem como na sua força e riqueza]
E, apartando de Ti o coração,
Recebem o veredicto de maldição.
Felizes são, no entanto, os pequeninos,
Aos quais aprouve a Ti revelar os Teus segredos,
Pelos quais Te conhecem plenamente,
Ao contemplar-Te na face de Teu Filho,
A Tua expressa e única imagem.

Quero amar-Te com todo o entendimento,
Pois assim Tu me ensinaste.
  Contudo, só posso amar-Te corretamente
Mediante o Teu próprio entendimento,
O qual não reside em boa retórica
Se ausente estiver a Tua Palavra.
Na verdade, atrevo-me a falar dela,
A qual diz que o muito estudar é enfado carnal,
Bem como que, sem o Teu temor,
Resta-nos apenas a sabedoria diabólica
E não a celestial.
Faze-me, pois, "humildemente inteligente"
Assim como "inteligentemente humilde",
Uma vez que, como antigamente foi afirmado,
 Todos nós, sem exceção, somos fracos,
Mas a ninguém devo considerar mais fraco
Senão a mim mesmo

Ó Tu, que és o Elevado e Sublime,
Que habitas na Eternidade e cujo nome é Santo;
Habita igualmente em mim,
Na mente e no coração, no corpo e na alma,
Pois ante a Ti sou quebrantado
E, no meu espírito, contristado.
Envia-me a Tua Luz e a Tua verdade,
Pelas quais todo nevoeiro pode ser dissipado,
E para que meus olhos vejam a Ti,
Especialmente na figura do Crucificado,
No qual encontro tanto a Tua excelência
Quanto a minha própria miséria -
Ó, eis a minha poderosa fraqueza!
Logo, nada necessito ou anseio
Que em Ti não possa ser encontrado,
Pois és o único Bem que, de fato, possuo;
Tu que, como um servo Teu já declarou,
És o "Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó,
E não dos filósofos e dos sábios"

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Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Viver é apenas sentir?

Novamente, após cerca de 1 mês e meio ausente, volto a escrever aqui.

Nesse ínterim, responsabilidades acadêmicas, atividades em família e ocupações diversas - incluindo a cada vez mais freqüente falta de inspiração, provavelmente - deixaram-me sem tempo para colocar as idéias em ordem; porém, neste texto, espero ser bem-sucedido nesse objetivo. 

E, como se diz na Itália, "avanti!" ou "andiamo!"

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O tema desse post se baseia numa frase que li certa vez em algum lugar da universidade onde estudo - todavia, o que estava escrito era: "viver é apenas sentir". Ora, como sou provocador por natureza, decidi usar a afirmação de outrora e transformá-la numa pergunta, a qual lanço a todo leitor que, porventura, visitar este blog: "viver é apenas sentir"? De fato, não tenho a expectativa de dar respostas exaustivas e convincentes a todos, mas, caso seja gerada uma reflexão honesta sobre o tema, ficarei mais que satisfeito. 

Inicialmente, acredito ser pertinente partir da sentença na sua forma afirmativa e tecer alguns comentários a respeito do que ela traz consigo ou, de outra maneira, dos conceitos que ela comunica. Desse modo, a primeira idéia que me vem à mente quando penso nas palavras "viver é apenas sentir" é o fato de que os seres humanos de nosso tempo são basicamente sensitivos/sensoriais/sentimentais ou são movidos predominantemente por seus anseios e afeições - não importa quais sejam. Particularmente, acredito que o refrão da banda brasileira Los Hermanos, que diz "...quem é mais sentimental que eu?...", pode ser uma honesta expressão do modus vivendi da maioria de nós, visto que certamente não é apenas o escritor da frase de meu campus que vive como se "viver fosse apenas sentir" - embora acreditemos piamente, mais do que em qualquer época, que o que nós sentimos é [na linguagem iluminista] "a medida de todas as coisas", medida essa que muda mais rápido do que a quantidade de batidas das asas de um beija-flor, de acordo com a conveniência. 

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Mas talvez você esteja se perguntando: "onde estão as evidências de que somos uma geração imersa em sentimentalismo e que vive dessa maneira"? 

Nesse sentido, posso mencionar alguns fatos que indicam claramente a presença de um tipo de "sentimentalismo tóxico" [conforme as palavras do escritor britânico Theodore Dalrymple em seu livro "Podres de Mimados" - alguém já está sentindo o espírito natalino bater à porta?] em todas as esferas de nossa sociedade - ora, basta observarmos as letras das músicas que mais fazem sucesso [as quais normalmente falam de "amores mal-resolvidos" ou de como tudo é banalizado com base numa relação "custo-benefício"], os tipos de livros que mais vendem nas livrarias [todos sabemos que as seções de auto-ajuda, de erotismo descompromissado e hedonista ou daqueles títulos que ensinam "X passos para ser uma pessoa de sucesso" ou "o segredo dos homens mais ricos" etc. são as mais comumente procuradas], os índices de divórcio [uma vez que o casamento não é mais tratado como uma união vitalícia na qual o amor é aperfeiçoado com o tempo e por meio de bons e maus momentos, mas como um contrato que pode ser rescindido na medida em que uma das partes - ou ambas - "não sente(m) que as coisas estão dando certo"], a trivialização das relações humanas [ou o completo desprezo por elas a partir do momento em que o outro "não serve mais para meus interesses"] e ainda a histeria doentia [até assassina!] que move aqueles que se explodem para matar "infiéis" bem como outros para erguer cartazes em universidades com apologia ao genocídio de seus "inimigos" em nome de sua "nobre causa revolucionária"

Eu poderia citar outros exemplos mas, como pretendo não escrever inutilmente, suponho que estes já sejam mais do que suficientes para nos fazer pensar que somos totalmente subservientes ao que sentimos (seja nas artes, na produção literária, nos relacionamentos ou nas idéias que nos impulsionam) - e, como se pode perceber, nossos sentimentos normalmente não nos têm conduzido a coisas boas, mas exatamente o contrário. 

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Além disso, outra idéia que acompanha a frase "viver é apenas sentir" consiste no pensamento de que a realidade é uma espécie de "inimiga de uma vida feliz", de maneira que a nossa tendência mais recorrente, quando diante de situações desagradáveis ou que fogem de nosso controle, é tentar "fugir da realidade" ou simplesmente "fazer de conta que os problemas não existem" para que os sentimentos não sejam "feridos" ou "machucados" - por um lado, admito, é mais "fácil" ignorar aquilo que nos perturba ou mesmo nos causa desespero na esperança de que tudo simplesmente desapareça como "poeira levada pelo vento", entretanto esses tais problemas irão continuar existindo até que sejam encarados e resolvidos devidamente e, após a resolução destes, outros certamente nos sobrevirão, uma vez que o testemunho da experiência humana prova que intempéries e decepções nunca deixarão de ser parte da vida ou, segundo as palavras do escritor bíblico em Jó, "...o homem, nascido de mulher, vive pouco tempo e é cheio de inquietações..." [Jó 14, vs. 1]

Talvez existam outros pontos que poderiam ser abordados a respeito da afirmação de que "viver é apenas sentir", no entanto creio que uma maneira eficaz de apresentá-los aqui é considerar com mais detalhes a pergunta que dá título ao texto, na qual você já deve estar refletindo desde que começou a leitura. 

Por tudo isso, faz sentido afirmar que "viver é apenas sentir"?

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De fato, não é possível viver sem sentir - ainda que uma cosmovisão forjada pelo imaginário materialista e/ou naturalista nos induza a pensar que toda a realidade (em particular, o gênero humano) possui apenas dimensão material, o que implica que aquilo que chamamos de "sentimentos" não passam de resultados de processos físico-químicos desprovidos de qualquer fator não-natural, o fato é que nós, seres humanos, de certo modo, temos um componente emocional que nos faz ser quem somos ou, mais corretamente, conforme as palavras do Gênesis, nós somos "almas viventes" [cap. 2, vs. 7], de modo que o "sentir" é algo necessário e inevitável pelo fato de que somos como somos. Estudando a linguagem hebraica, constata-se que o termo para "alma" presente em Gênesis 2:7 e mais usualmente empregado no texto bíblico hebraico é "néfesh" [transliterado], o qual também é aplicado, curiosamente, ao conceito do que poderia ser descrito como "garganta faminta" - i.e., o ser humano como "alma vivente" não pode "viver sem sentir" porque ele é, essencialmente, um ser "desejante" ou "anelante", de forma que ao mesmo tempo que "possui desejos, sentimentos e vontades" de diversas coisas [dinheiro, sexo, prestígio, poder político etc.] ele é, em si, desejo e anseio por algo que o satisfaria por inteiro [caso esse "algo" seja encontrado]. Ou seja, enquanto o homem não se depara com aquilo pelo que ele é, ontologicamente, desejo, ele continuará entoando dentro de si o refrão que diz:

"But I still haven't found what I'm looking for..." [U2]

Ou:

"Mas eu ainda não encontrei o que eu estou buscando...",

Cujas palavras remontam às célebres citações do filósofo Agostinho de Hipona nas emblemáticas "Confissões":

"Quia fecisti nos ad Te et inquietum est cor nostrum, donec requiescat in Te",

Que em latim quer dizer "Porque Tu nos fizeste para Ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti".

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Uma vez mais você pode estar questionando: quem seria esse "Tu" a quem o filósofo se refere como "Aquele que nos fez para Si e que seria o nosso único lugar de descanso"?

Para tirar essa dúvida, o ideal seria estudar as obras do próprio Agostinho, contudo, pelo que já li de seus escritos, afirmo que esse "Tu" que "nos fez para Si e em Quem nosso coração encontra descanso" nada mais é do que "Deus" - porém não um "deus qualquer", a quem damos o "nome" que bem desejarmos na hora que quisermos, como se "ele" fosse manipulável [ou mesmo uma cogitação de nossa mente] em vez do Criador de tudo o que existe e que nos permite conhecê-Lo por Sua própria iniciativa [o que chamamos de "auto-revelação divina"], como dizia C. S. Lewis: "...quando se trata de conhecer a Deus, toda a iniciativa depende Dele; se Ele não quiser se revelar, nada do que façamos nos permitirá encontrá-Lo...". Isto é, em última instância, se o C. S. Lewis estiver com a razão, dependemos totalmente de Deus para encontrar Deus, de tal sorte que, quando alguém começa a "buscar a Deus querendo achá-Lo", esse "ser anelante" ou "alma vivente" somente O encontrará quando Ele se deixar ser achado, pois assim está escrito nos Profetas bem como nas próprias palavras de Jesus Cristo:

"...'E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.
E eu me deixarei ser achado por vós', diz o Senhor..." [Jeremias 29, vs. 13-14a]

"...Está escritos nos Profetas: e todos serão ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a Mim...". [João 6, vs. 45] 

Em suma, o que os textos juntos afirmam é que todos aqueles que buscam a Deus de todo o coração [na literatura hebraica bíblica, "coração" é como uma união entre a mente, a vontade e os sentimentos] irão achá-Lo, pois Deus se deixará ser achado por eles, os quais só vêm até Ele porque foram ensinados por Ele e aprenderam Dele, como se lê em outro lugar: "...bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus..." [Mateus 5, vs. 8].

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Por outro lado, a pergunta ainda paira... viver é apenas sentir? 

Se "sim" [alternativa que desconsidera todos os contrapontos desse post], por quê? Se não, quais as razões?

Tendo considerado o aspecto "sentimental" da vida de modo breve, a resposta que trago como a correta para a pergunta [certo e errado continuam existindo!] é a de que "viver não é apenas sentir", já que só poderíamos levar em conta que somos "almas viventes" no sentido de "seres desejantes em nós mesmos" pela compreensão objetiva e racional da mensagem de um livro chamado Bíblia [inclusos os conhecimentos gramaticais de hebraico!] e a subseqüente aceitação de sua mensagem como fidedigna, auto-justificável e verdadeira, a despeito de toda e qualquer opinião contrária - ora, isso pressupõe a confiança na autenticidade de seus escritos atuais, na preservação de seus textos originais ao longo dos séculos, na veracidade de seus relatos e, finalmente, na possibilidade de termos um conhecimento seguro a respeito, o que indica que podemos confiar objetivamente no que nos é apresentado como parte do todo da realidade e, em particular, na Bíblia e em sua mensagem. Dessa maneira, se "viver fosse apenas sentir", não poderíamos confiar em qualquer "livro sagrado" ou científico e nem em nossos próprios sentimentos [dada a inconstância deles], consoante as palavras do poeta barroco Gregório de Matos, que dizia que "...temos toda a nossa firmeza somente na inconstância...". Em outros termos, a vida não é apenas "sentir" tampouco é apenas "raciocinar" - não há dicotomia, pois o homem, como um todo, sente [é "alma vivente"] e pensa ["cogito, ergo sum"].

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Finalmente, não poderia deixar de expor o aspecto principal dessas reflexões, o qual deriva de outra pergunta: viver consiste em sentir e pensar ou é mais do que isso? O que é "viver" no fim das contas?

Com base na idéia de que fomos "criados por Deus à Sua imagem e semelhança" e que Ele "soprou em nós o fôlego de vida" [Gênesis 1:27 e 2:7], confirmo as palavras de Paulo em seu discurso na Acrópole de Atenas, as quais dizem que em Deus "...vivemos, nos movemos, e existimos..." [Atos 17, vs. 28] - i.e., nossa vida natural depende de Deus, de forma que todos [incluindo todos os que não crêem Nele] só respiram/estão respirando agora porque Deus não tirou o ar deles. Todavia, não é somente isso.

Na verdade, Deus não apenas nos criou para termos uma vida física que provém Dele e que reconhecêssemos isso, mas sobretudo nos fez para "...o louvor de Sua glória...", o qual é o "fim supremo e principal do homem" de acordo com as palavras dos cristãos ingleses de Westminster. Todavia, como se pode ver, tudo o que temos feito é não viver para a glória de Deus desde que pecamos contra Ele em Adão até agora [pois continuamos a pecar], de modo que espiritualmente não temos vida ou "estamos mortos" [Romanos 6, vs. 23a] - ou seja, hoje não sabemos mais o que é viver verdadeiramente, pois a vida de Deus não está mais em nossa alma, de modo que temos procurado substituí-Lo por outras coisas que não satisfazem e jamais nos satisfarão. Em contrapartida, a única solução para este problema - um problema de peso eterno! - é ter essa "vida de Deus" de volta, vida essa que "...estava com o Pai e que nos foi manifestada, e nós a vimos..." [1 João 1, vs. 2], que "...era a Luz dos homens..." [João 1, vs. 4], que "...veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam..." [João 1, vs. 11] mas que para "...todos quantos O receberam, aos que crêem em Seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus..." [João 1, vs. 12]. Não é possível ser mais preciso sobre o tema do que o próprio Cristo já foi, pois Ele disse que é "...o Caminho, a Verdade e a Vida..." [João 14, vs. 6] - ou seja, a vida de Deus que todo homem precisa para ser satisfeito como "alma vivente", como "ser que sente e que pensa" está somente em Jesus Cristo, como está escrito:

"Porque para mim o viver é Cristo..." [Filipenses 1, vs. 21a]

"Já estou crucificado com Cristo; já não sou mais eu quem vive, mas é Cristo que vive em mim, e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o Qual me amou e a Si mesmo se entregou por mim". [Gálatas 2, vs. 20]

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O homem que encontra Jesus Cristo - ou, no caso de Paulo, o homem a quem Cristo encontra - é aquele que entende que só vive de verdade se for em união com Ele ou, mais do que isso, é aquele cuja vida é o próprio Deus vivendo Nele na pessoa de Jesus Cristo, o Deus encarnado, que veio ao mundo "buscar e salvar o que se havia perdido", motivo pelo qual Ele buscou a Paulo naquele caminho de Damasco [vide Atos 9] e que, muitos séculos depois disso, igualmente me buscou e, ao me achar em mísero estado, também me salvou [Salmo 116, vs. 6].


Você já sabe o que é viver de verdade [ou já sabe que tem a vida de Deus em você]? 

O que você tem usado como base para viver? Os seus sentimentos enganosos ou a Verdade?

Se você ainda está afastado de Jesus Cristo, você precisa da vida de Deus - assim como eu precisava/e ainda preciso... O que você vai fazer diante desse quadro?

Sabendo que a Vida de Deus já nos foi manifestada em Jesus Cristo, até quando continuará fazendo de conta que pode "viver sem Ele" hoje e também depois da morte?





Por saber que viver é sentir-me satisfeito Nele,




Soli Deo Gloria!