quinta-feira, 3 de setembro de 2015

De quem é [ou com quem está] a Força?

Eis-me aqui, depois de um tempo sem muita inspiração.


Nesses últimos dias, depois de ter voltado de mais uma viagem para fora do país (como relatei no texto anterior), muitas coisas têm permeado a minha mente mas, até este exato momento, não havia tido uma idéia sobre a qual falar aqui - mas essa idéia chegou. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.


O tema desse texto surgiu muito de repente, enquanto estava em casa arrumando a cozinha - isso mesmo, a "inspiração" veio nessas circunstâncias - e está baseada em alguns bordões marcantes da história dos desenhos animados e também do cinema. Espero ter sorte daqui pra frente, já que não sou colunista e nem crítico de arte - de fato, essa não é a minha intenção

Primeiramente, acho que a maioria dos leitores irá se lembrar da célebre frase do He-Man, que sempre quando iria fazer algum ato heróico, dizia: "eu tenho a força"! 

Eu tenho a força.

Pensando nessa frase, deve-se notar que ela traduz bem o sentimento geral de todo ser humano acerca de si mesmo, sentimento que tem sido cultivado e alimentado em nossa geração mais do que em qualquer outra - ora, nós não somos parte da "geração auto-estima", da "geração da auto-realização", da "geração empoderada" ou dos "iluminados" que estão construindo o "admirável mundo novo"? Para se certificar disso, basta irmos às livrarias e o que veremos na maioria das prateleiras serão livros para "despertar o poder que existe dentro de você", bem como adentrarmos nas universidades e, assim, ouviremos somente os discursos acalorados dos "defensores dos oprimidos" que estão lutando pelo "poder popular" [seja ele vinculado a etnia, a gênero, a orientação sexual etc.] e, finalmente, até mesmo em muitas comunidades religiosas [inclusive "cristãs"], o que se vê são "reuniões" onde os "gritos de guerra" são "você pode", "você tem", "você é" ou, conforme aquela propaganda do inseticida Baygon - "o poder é seu". 


Então... deixa eu frustar logo as suas expectativas. 

Na verdade, a sua auto-estima não interessa tanto o quanto você pensa, a sua realização pessoal não é a razão de ser do universo, não há nada de tão especial ou virtuoso dentro de você, a dialética de "opressores x oprimidos" não passa de uma jogada política criminosa e, obviamente, o poder não é seu [nem é meu!] e nem de "nenhum de nós". Em outras palavras, WE CAN NOT DO IT

Mas como assim? - você pode estar me questionando ao ler esse texto. "Deixe de ser machista, patriarcal e opressor, seu fascista!" - essa talvez seja a sua reação imediata. Ora, partindo-se do pressuposto de que devemos antes ser lembrados das coisas que já ouvimos em vez de aprendermos outras coisas, é pertinente reiterar que este blog é totalmente descompromissado com a bajulação do ego de quem lê [visto que eu mesmo escrevo sempre em tom de auto-confrontação] e, portanto, o que está em jogo aqui não é se o post irá agradar você ou não, mas se o texto levará os leitores a darem importância ao que realmente importa ou, melhor dizendo, a Quem realmente importa

Porém, a pergunta não quer calar: "quem tem a força"? A resposta é simples, e já foi dada há alguns séculos, como mostrado abaixo:

Uma vez Deus falou, e duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus. [Salmo 62, vs. 11]


O texto bíblico é muito claro - o poder pertence a Deus e ponto final ou, em outros termos, "Deus tem a força" e não o He-Man. No entanto, não é somente isto que a passagem bíblica aponta, pois está escrito que é Deus quem diz que "o poder" pertence a Si mesmo. Dessa maneira, o poder de Deus não se torna uma realidade somente quando eu reconheço o Seu poder, mas sim que Ele tem o poder sobre tudo e sobre todos independentemente de eu dar ouvidos a isso ou não. Isto é, se alguém que está lendo esse post porventura não acredita em Deus, Ele não passa a ser "menos Deus" ou se torna uma falácia somente por causa dessa atitude de incredulidade, nem tampouco se torna "mais Deus" ou passa a ser uma realidade porque eu afirmo crer Nele - Deus é Deus e o Seu poder é estabelecido por Ele mesmo. Entretanto, há um aspecto crucial no mesmo trecho do salmo: o escritor dá testemunho de que "ouviu Deus dizer" que o poder pertence a Deus, indicando que é necessário que Ele comunique ou revele essa verdade às Suas criaturas para que elas O conheçam e reconheçam o Seu poder, o que remonta às palavras de Cristo, que disse "...ninguém conhece (plenamente) o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho O quiser revelar..." [Mateus 11, vs. 27b] e do evangelista João: "...Deus nunca foi visto por alguém; o Filho unigênito, que está junto ao Pai, este o revelou..." [João 1, vs. 18]. 


Por outro lado, esse texto também teve por inspiração o inesquecível bordão do Mestre Yoda, o supremo Jedi da saga Star Wars, que sempre costuma dizer: "que a Força esteja com você". 


Na famosa série de filmes do George Lucas (Star Wars), quando se fala da "Força", existe o "lado bom da Força" - representado pelo Yoda - bem como o "lado negro da Força", representado pelo Lord Darth Vader, o grande vilão da história. Sob certa licença poética, acredito que a vida real tem uma relação com esse conflito retratado nesses filmes, pois, como é possível perceber pela experiência humana bem como a partir de uma avaliação sincera de quem somos e do que fazemos, que nós estamos do "lado negro da Força" - o que, no final das contas, eu posso associar ao que a Bíblia chama de "pecado", que é a transgressão da Lei de Deus, cuja atitude em sua essência consiste em não glorificar a Deus como Ele merece ser glorificado, substituindo a Deus por qualquer outra coisa, inclusive [ou especialmente] nós mesmos

Nesse sentido, pecado não é apenas "fazer coisas erradas ou inconvenientes" ou mesmo "cometer atos imorais, hedonistas ou coisas do tipo" - pecado é não glorificar a Deus ainda que façamos coisas lícitas, louváveis, altruístas e mesmo "aparentemente santas", de modo que, por exemplo, se minha suposta "espiritualidade" e "fuga da aparência do mal" é baseada num exibicionismo ou auto-justificação [como se o favor divino pudesse ser comprado por qualquer coisa que pudéssemos dar a Deus ou se nossa aceitação por parte Dele dependesse de nosso esforço religioso], ela é detestável e pecaminosa. Obviamente, aquilo que é explicitamente condenado pelas Escrituras é pecado e "não se fala mais nisso" [não importa a intenção de quem pratica, uma vez que boas intenções não fazem com que pecados se tornem virtudes]; todavia, para nosso maior desespero, o pecado contamina até aquilo de que poderíamos nos gloriar, como o nosso "altruísmo", nossa preocupação com os pobres, nossa "religiosidade irrepreensível" ou mesmo nossas "melhores intenções" espirituais. Não temos saída por nós mesmos


Em contrapartida, assim como associei a condição humana ao "lado negro da Força" por causa do pecado, é possível [e coerente] relacionar o "lado bom da Força" [por assim dizer, uma vez que não se trata de dualismo] a Deus, pois Ele não somente tem o poder em Si mesmo, mas Ele é bom e benigno, o que implica a total impossibilidade de Deus usar de Seu poder de maneira injusta ou má - ou seja, qualquer manifestação do poder divino foi, é e será necessariamente santa [incluindo a Sua ira contra o pecado e contra o pecador que permanece no pecado], visto que Ele é santo em todos os seus atributos ou características. Logo, aí é que mora o nosso problema - Deus já determinou um dia em que julgará o mundo com justiça e, sobre esse dia, está escrito que "...o Senhor Jesus será revelado dos céus, com os Seus anjos poderosos, em meio a chamas flamejantes, e Ele punirá os que não conhecem a Deus e os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, os quais sofrerão a pena de destruição eterna, sendo banidos da face do Senhor e da majestade do Seu poder..." [2 Tessalonicenses 1, vs. 7-9]

Eu não posso imaginar nada mais terrível do que ser eternamente separado da presença de Deus [o que é a única alternativa de desfrutarmos de todo o bem], mas é isso que está reservado a todo aquele que permanece resistindo a Deus, ignorando a mensagem de Jesus Cristo e também o próprio Cristo. Sinto lhe informar, você "não tem força" alguma contra isso, pois "o poder não é seu"


Contudo, existe uma excelente notícia - a melhor notícia que você poderá ouvir -, pois alguém já suportou essa ira divina, e essa é a sua única esperança, como está escrito:

Mas Deus prova o Seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo Seu sangue, seremos por meio Dele salvos da ira de Deus. [Romanos 5, vs. 8-9]

Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Deus que se fez homem, quando foi à cruz, tomou todo o cálice da ira de Deus, até a última gota e, então, Ele disse que "estava consumado", terminado e concluído, pois está escrito que Ele "...glorificou o Pai na terra, tendo completado a obra que havia recebido do Pai para fazer..." [João 17, vs. 4] bem como que Ele "...ressuscitou dos mortos, e nos livrará da ira futura..." [1 Tessalonicenses 1, vs. 10b]. Em outras palavras, Jesus é quem "tem a força" para nos livrar de nossa condição de pecado e condenação diante de Deus, pois a Ele foi dada "...autoridade sobre toda a humanidade, para dar a vida eterna a todos os que foram dados a Ele..." [João 17, vs. 2] e que as Suas ovelhas ouvem a Sua voz, O conhecem e O seguem, recebem Dele a vida eterna e que ninguém as tirará das Suas mãos. Parafraseando o Yoda, "a Força está com Deus" e, dessa forma, devemos tão-somente reconhecer nossa fraqueza e confiar Nele, pois "Cristo, estando nós ainda sem forças, morreu a seu tempo pelos ímpios" - todos nós somos fracos em nós mesmos, mas Ele é forte; nós somos ímpios e maus, mas Ele é justo; nós deveríamos morrer sob a ira de Deus, mas foi Ele que sofreu em nosso lugar


Diante disso, você tem somente duas opções: ou você estará entre aqueles pelos quais Cristo morreu [os quais estão livres da ira de Deus] ou estará entre os que permanecem rebeldes contra Cristo e, assim, a ira de Deus permanecerá sobre você. Olhe para Cristo, veja a beleza de Seu sacrifício, creia Nele e tenha a vida eterna, pois mais importante do que ser livrado do inferno ou da condenação eterna é ser reconduzido a Quem nos criou, pois Ele, como disse Agostinho, é a "nossa alegria soberana e verdadeira". 





Pela alegria de saber que a Força Dele está comigo,




Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Sobre certas impressões latinoamericanas...

Este será um texto diferente.

Diferentemente do que costumo fazer, este será um breve relato dos últimos dias - dias que jamais sairão de minha memória, dias em que fui, de fato, "um rapaz latinoamericano", como diz certa canção. 

Espero que a leitura valha a pena. 


Primeiramente, tudo começou há cerca de dois anos, quando em um congresso estudantil, na cidade do Rio de Janeiro, foi lançada a idéia de um encontro continental de estudantes chamado "Solo Uno" ou "Only One" [nessa época, ainda se usava os dois nomes], o qual seria realizado no ano de 2015 na Cidade do Panamá, entre os dias 29 de julho e 02 de agosto. O tempo passou e, após muitos desafios, aprendizados difíceis e algumas grandes surpresas, no último dia 28 de julho, no início da madrugada, eu e um grupo de amigos estávamos embarcando para essa grande aventura - a aventura de conhecer um novo país [muitos estavam saindo do Brasil pela primeira vez], de conhecer novas culturas, novas pessoas e, sobretudo, de estar num ambiente voltado para a proclamação de que há um só Deus, o qual deseja que Seus filhos vivam como uma comunidade e se empenhem em prol de uma missão. Na manhã daquela terça-feira, o Panamá era uma realidade. 

No primeiro dia, tudo foi bastante agitado - efetivação de inscrição, alocação no quarto no hotel onde nos hospedaríamos e, em meio a todas essas coisas para se fazer, foi possível iniciar novas amizades, treinar um pouco de inglês, começar a aprender o espanhol [malo, en verdad jajaja] e conhecer alguns lugares mais próximos. No fim do dia, depois de resolver essas primeiras pendências, saí com uns amigos para comemorar o aniversário de uma amiga - a "balada panamenha"! rs - e foi um tempo muito divertido. Em verdade, é bom ver Deus nas pequenas coisas boas da vida, pois como diz uma bela canção, "tudo que existe só existe porque Tu és Senhor"


29 de julho de 2015 - o grande momento chegava.

Aquela quarta-feira começa com mais de 1600 pessoas de pouco mais de 40 países - 38 países da América Latina e Caribe, além de Estados Unidos, alguns lugares da Europa e outros países, juntas por uma causa, a única causa digna e capaz de unir tantos rostos, idiomas e identidades em torno de um ponto comum: Um Nome, o Nome que é sobre todo nome, diante do qual todo joelho no céu e na terra se dobrará e que toda língua confessará, pois Dele está escrito que "é o Deus verdadeiro e a vida eterna". Resumindo, o lema que erguíamos era a sublime palavra registrada pelo evangelista João, no meu capítulo favorito da Bíblia, que diz:

E esta é a vida eterna: que Te conheçam, a Ti só, como o Único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. [João 17, vs. 3]

Y esta es la vida eterna: que conozcan a Ti, solo a Ti, como el Único Dios verdadero, y a Jesucristo, a quién has enviado. [Juan 17, vs. 3]

And this is life eternal: that might know Thee, the Only True God, and Jesus Christ, whom Thou hast sent. [John 17, vs. 3]

Um Deus. Uma comunidade. Uma missão. So1o.


Infelizmente, não é possível escrever todos os detalhes do evento nesse post, mas algumas coisas que experimentei não podem ser ignoradas. 

De início, não sou apto para descrever a sensação de ver tantas culturas, pessoas e línguas proclamando a grandeza do mesmo Deus, "o Deus que fez de um só toda a geração dos homens para que estes O buscassem, se porventura pudessem encontrá-Lo, ainda que Ele não esteja longe de nós", no qual todos nós vivemos, nos movemos e existimos. Em inglês, em espanhol, em PORTUGUÊS!, em francês, em holandês e alguns dialetos do Caribe, toda língua estava declarando o senhorio de Cristo, Aquele que veio do céu para revelar Deus ao mundo, mostrando-nos o Seu amor ao morrer por nós quando ainda éramos pecadores e, ao nos justificar pelo Seu sangue, nos salvar da ira futura. Ouvir  e ver brasileiros, panamenhos, colombianos, caribenhos e tantos outros louvando a Deus, cada um com sua identidade, me fez lembrar da visão gloriosa presente no Apocalipse, quando "haverá uma grande multidão, que ninguém poderá contar, de toda tribo, povo, língua e nação, com palmas nas mãos e cantando que 'a salvação pertence ao Senhor, que está assentado no trono, e ao Cordeiro'..." [Apocalipse 7, vs. 9-10]. Sim, Deus é o Deus de todos os povos, e está reunindo Seus filhos que andam dispersos, para reuni-los em um povo.

Além disso, não posso me esquecer de um lugar singelo e especial, por onde sempre passava para tomar um bom café - costarriquenho, colombiano e até austríaco - e, acima de tudo, estar com meus irmãos e amigos para buscar a Deus, aquietando-me diante Dele em oração. Em meio aos dias de congresso, lá estavam muitos jovens, cedo de manhã ou no fim do dia, querendo ouvir a Deus e desfrutar Dele e, dentre tantos momentos, um deles foi muito especial para mim - quando pretendíamos apenas reunir os estudantes do movimento local de meu estado, vieram pessoas de outros estados do Brasil e também do México, Colômbia e Panamá orarem conosco! Embora eu estivesse aflito e inquieto no momento, aquele tempo ficou e ficará vivo em minha mente - foi uma oportunidade preciosa de se viver "uma comunidade".  


Por outro lado, muitas coisas que foram ditas me marcaram muito, porém a frase que está traspassando meu coração como uma flecha inflamada não foi dita em nenhuma das plenárias nem mesmo nos momentos de oração ou em alguma canção - se bem que o concerto de oração do primeiro dia e o concerto de música do quarto dia foram momentos extraordinários [gastar tempo em oração e diante das Escrituras bem como celebrando a Deus com toda a alma através de belas poesias cantadas nos leva para mais perto de Deus] -, mas sim no final de um vídeo em um workshop sobre a Europa e sua realidade espiritual. No final do vídeo, três estudantes alemães aparecem falando em sua língua:

Devolva-nos a mensagem que nossos antepassados levaram até vocês.

A dor da flechada está durando até hoje dentro de mim. Era como se eles conseguissem traduzir tudo o que mais desejo na vida em uma pequena sentença. Eu sei que essa inclinação para a Europa está suscetível a julgamentos - ora, porque ninguém quer ir pra África ou pras lugares carentes aqui no Brasil mesmo? - , mas eu tenho entendido que missões não é filantropia ou, em outras palavras, a relevância ou o valor de minha "ação missionária" não é proporcional à dificuldade social do meu público-alvo. Na verdade, missões não é o propósito final de Deus para os Seus servos nem para a Sua criação, até porque "missões existe porque a adoração não existe" - a razão final de todas as coisas é a glorificação de Deus e, por isso mesmo, missões é o ato de fazer com que todas as pessoas desistam de viver para si mesmas e passem a viver para o Seu Criador e de anunciar a elas que elas precisam de redenção e não exatamente de roupas ou alimento [embora fazer o bem seja parte de uma vida com Deus]. Em suma, mesmo que eu esteja conhecendo novos lugares e tendo a oportunidade de falar sobre Cristo a pessoas desses lugares, eu sei que meu coração pertence a um lugar - como dito acima, eu quero devolver a Mensagem aos contemporâneos que descendem dos antepassados que trouxeram essa Mensagem para mim


Finalmente, depois de um ajuntamento inesquecível/inolvidable/unforgetable como So1o Uno, ainda viriam mais uns dias de serviço pelo país - teve gente que foi até pra selva! - em parceria com igrejas locais, o que denominamos genericamente de "Missões Urbanas". Em poucas palavras, foi um privilégio ser acolhido por gente simples mas com grande coração, embora tendo que abrir mão de certos confortos [como algumas horas a mais de sono rs] e vivendo literalmente algumas palavras de Jesus registradas no evangelho de Lucas - comendo daquilo que nos davam, não levando nada conosco e até mesmo sacudindo a poeira dos pés diante daqueles que nem queriam nos receber quando íamos falar sobre o EvangelhoConversas profundas sobre Cristo e Sua obra, diálogos interessantes com imagens, atividades com crianças e até futebol fizeram parte de todo esse tempo, além de momentos com a igreja que nos recebeu - momentos que nos fizeram saber que, verdadeiramente, quem deixa [ainda que por alguns poucos dias] pai, mãe, bens e o que seja por Cristo, recebe ainda nessa vida muito mais do que aparentemente "renunciou" ou "abriu mão"

Não sei em detalhes quantas pessoas dentre as que nos ouviram receberam a mensagem de Cristo de bom grado mas, como a nossa tarefa é sermos somente semeadores, minha esperança está em Deus, que tem o poder de resplandecer a Sua luz em meio às trevas de todo homem que está longe Dele, como diz o salmista: "restaura-nos, ó Senhor, Deus dos exércitos; faze resplandecer o Seu rosto sobre nós, para que sejamos salvos". Que Ele se agrade de se revelar em bondade sobre todo o Panamá, toda a Latinoamérica e Caribe e também em todo o mundo, para a Sua glória. 


Agora, só me resta a saudade dos momentos vividos, a vontade de voltar e, especialmente, a saudade dos amigos de que me separei depois que voltei ao Brasil - mas a vida continua ou, como diz uma canção italiana que gosto, "la vita è adesso!"

Só uma missão, só há um Deus, uma comunidade... SOLO UNO!





Pela alegria de pertencer ao Único Deus verdadeiro,




Soli Deo Gloria!

sábado, 25 de julho de 2015

O avesso da história...

Eis-me aqui, de volta, após três semanas. 

Depois de ter feito muitas coisas nesses últimos dias, decidi colocar algumas das idéias que insistiram em fervilhar na mente - idéias que não fazem parte do "senso comum" atual, provavelmente. 

Mas isso não interessa muito no fim das contas. Na verdade, não interessa quase nunca. 

Ora, como disse o teólogo medieval Tomás de Aquino: "quem diz verdades, perde amizades".


Esse post, de maneira sucinta, tem seu título inspirado numa canção do compositor Stênio Marcius chamada "O avesso da história", na qual ele retrata de maneira poética a experiência de conversão do apóstolo São Paulo ao cristianismo emergente na sua época, cristianismo este que antes ele perseguia de modo ferrenho e implacável. No entanto, a minha idéia nessa postagem não é falar sobre a letra da música em si, mas aplicar o seu título a fim de discorrer sobre outro tipo de "avesso da história" ou, em outras palavras, a respeito de mais uma das "inversões ou subversões" de nossos dias - dias cada vez mais maus, como se pode ver em cada esquina, em qualquer telejornal e, particularmente, nas redes sociais, onde "todos sabem de tudo" e "dão opinião sobre tudo", ainda que não saibam de nada

Vamos começar do início.

Primeiramente, o "avesso da história" ao qual me refiro está relacionado ao diálogo entre Jesus Cristo e um mestre da Lei judaica, conforme registrado no evangelho de Marcos, como segue:

Um dos mestres da Lei aproximou-se e os ouviu discutindo. Notando que Jesus lhes dera uma boa resposta, perguntou-Lhe: "De todos os mandamentos, qual é o mais importante?" 
Respondeu Jesus: "O mais importante é este: Ouve, ó Israel; o Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. 
Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças. 
O segundo é este: "Ame o seu próximo como a si mesmo". Não existe mandamento maior do que estes. [Marcos 12, vs. 28-31]


Nessa passagem, o ensino de Jesus é claro: após a pergunta do mestre da Lei - o que seria equivalente a um rabino em nossa época -, Jesus cita a célebre declaração sempre relembrada e citada pelos judeus como algo que jamais deve ser esquecido por eles, como se lê em Deuteronômio 6, vs. 4-5: "Ouve, ó Israel: o Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças". Jesus não começa a sua resposta dizendo o que os homens devem fazer ou pelo mandamento em si, mas Ele reafirma que Deus, e somente Deus, é o Senhor - o único Senhor. Isto é, o mandamento de amar a Deus está baseado no fato de que não há nenhum outro Deus verdadeiro além de "Yahweh" ou "Adonai", chamado no Novo Testamento de "Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo" ou de "Pai nosso, que está nos céus", de modo que qualquer pessoa que não está ciente do fato de que somente Deus é Deus jamais poderá amar a Deus como Ele é digno de ser amado. 

Todavia, Deus não deve [e nem aceita] ser amado de qualquer maneira, como se Ele fosse "igual a nós" ou, no máximo, "mais um Deus dentre tantos outros" - ora, Ele é único e, por isso, o texto afirma que Deus deve ser amado de todo o coração [palavra que no hebraico tem o sentido tanto de afeições/sentimentos quanto do intelecto/mente], de toda a alma [ou todo o ser] e de todas as forças [com todo o empenho e dedicação]. Portanto, esse amor que cada criatura deve a Deus não deve ser oferecido a nada nem a ninguém que não seja Ele; mas, se algum de nós tem amado dessa maneira qualquer outra coisa diferente de Deus, somos todos idólatras, pois assim estamos "mudando a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível" ou "mudando a verdade de Deus em mentira, honrando e adorando mais à criatura do que ao Criador". Não é o que eu penso, nem é o que você acha, muito menos não tem nada a ver com a opinião dos modernos "pseudointelectuais"; tem a ver com o que a Bíblia, a palavra eterna de Deus e que, por isso, é o livro mais odiado que existe, diz. E ponto. 


Por outro lado, Jesus faz menção de outro mandamento, registrado em Levítico 19, vs. 18, que diz: "Não procurem vingança, nem guardem rancor contra alguém do seu povo, mas ame cada um o seu próximo como a si mesmo. Eu sou o Senhor". De maneira semelhante, o amor ao próximo também está baseado no fato de que Deus é o Senhor, porém não existe nenhuma ordem para se amar o próximo "de todo o coração, de toda a alma e de todas as forças"... Mas esse é que é o problema

Nesse nosso mundo "pós-moderno", onde "o que é demais nunca é o bastante" e onde "os assassinos estão livres e nós não estamos", nada está mais "na moda" do que "o outro" ou mesmo o "amor ao próximo" [LOVE WINS!] - os direitos "do outro", o respeito ao "diferente" etc. -, embora tudo isso seja, quase sempre, uma "modinha" para ser exibida nas redes sociais ou em qualquer outro lugar a fim de que todos vejam o quanto somos "defensores das baleias e dos outros animais em extinção", o quanto nos indignamos com a fome nos países pobres ou mesmo que somos contra todo tipo de "preconceito, racismo, fascismo, patriarcado, imposição religiosa e 'whatever'...". Realmente, eu fico "comovido" ao ver muitos de nós lá, buscando ser "os relevantes", os "progressistas defensores do amor no combate à intolerância" e "promotores da revolução rumo ao Admirável Mundo Novo" -, os quais erroneamente têm direcionado o amor que é devido apenas a Deus para o homem e, assim, fazem do próprio homem usurpador da glória e do lugar que pertence somente a Ele

Mas... cadê o problema?


Em tese, os que não arrogam para si mesmos qualquer traço de religiosidade ou fé - especificamente a fé cristã - têm, de certo modo, o dever de amar a Deus menos seriamente do que aqueles que dizem que são seguidores de Cristo, que dizem fazer parte do povo Dele. Logo, quando vejo que os cristãos estão fazendo da verdade divina [ou dos valores contidos nas Escrituras] tão-somente um fundamento "um tanto mais elevado" para "reparações de supostas dívidas históricas", para "ações filantrópicas ocasionais" ou ainda para alcançar "reconhecimento social" - não foi isso que Jesus disse sobre o modo correto de fazer boas obras? Veja no seu evangelho em Mateus 5, vs. 16 e Mateus 6, vs. 1-5] - eu sou levado a concluir que eles podem não ser, de fato, cristãos, visto que estão "obedecendo" aos dois grandes mandamentos "pelo avesso", amando ao próximo "de todo o coração, de toda a alma e de todas as forças" e "amando a Deus como a si mesmos". Eis "o avesso da históra"; avesso esse que é simplesmente inaceitável.

Deus é um Deus único e, sendo "o Senhor", deve ser amado de uma maneira singular - em outros termos, com um tipo perfeito de amor - e, nesse caso, nenhum ser humano pode amar a Deus como Ele merece. DESISTAMOS - eu falei pra todos desistirmos - de uma vez por todas de nos esforçar para amar a Deus como Ele requer de nós. Porém, não parece injusto Deus nos ordenar fazer algo que não somos capazes de obedecer sozinhos? Seria injusto, se as mesmas Escrituras não nos dissessem essas duas coisas:

"...O amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado..." [Romanos 5, vs. 5b]

"Nós amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro".  [1 João 4, vs. 19]


Deus é a fonte de todo amor do qual precisamos para amá-Lo como Ele nos prescreve nesses dois mandamentos, de forma que apenas pela presença e ação do Seu Espírito isso é possível e, como resultado do amor Dele por nós e em nós, podemos também amá-Lo - ou seja, o alvo final do amor de Deus não é a criatura [isso mesmo, Deus não é amor porque Ele nos ama, mas porque Ele antes disso ama a Si mesmo, uma vez que não existe nenhum ser mais excelente do que Ele no universo e, dessa forma, o Seu amor deve voltar para Ele através de nós] e sim o Criador, "o qual é bendito eternamente". Ora, Ele é o Pastor que "guia pelas veredas da justiça, por amor do Seu nome", Ele é Aquele a cujo nome deve se "dar glória, por amor da Sua bondade e da Sua fidelidade" e, graciosamente, Ele é Aquele "que por amor de Si mesmo apaga as nossas transgressões, e não se lembra dos nossos pecados" por meio da morte do Seu Filho Jesus Cristo na cruz, que "se deu espontaneamente por nós para nos remir de toda iniquidade" e nos reconciliar com o Pai "quando ainda éramos Seus inimigos". Se você ainda não deu atenção a essas coisas, volte-se para Ele agora mesmo e confie Nele para ser salvo - salvo não somente do inferno eterno, mas de algo pior do que isso [o que pode ser pior do que seus pecados?], de uma vez para sempre. 


Finalmente, essas palavras são principalmente para mim mesmo, pois eu sou um desses que se considera seguidor de Cristo e, portanto, tenho o dever [um doce dever, na verdade] de amar a Deus como o único Deus e, com base no amor a Deus e através do amor do próprio Deus em mim, amar o próximo como a mim mesmo. Não devo amar a nada nem a ninguém com todo o meu coração, alma, entendimento e forças a não ser a Quem me criou para Sua glória, que me amou com amor eterno, que me escolheu para Si mesmo desde a fundação do mundo e, mesmo sendo eu pecador, fará de mim alguém conformado à imagem santa de Seu amado Filho. Enfim, que cada leitor desse texto deseje sinceramente conhecer a Deus "como único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo", para que assim experimente a vida, a verdadeira vida, a vida eterna - ora, Deus é "Somente Um", "Only One", "Solo Uno"; quem lê, entenda. 





Pela alegria de poder amar a Quem me amou primeiro,




Soli Deo Gloria!

sábado, 4 de julho de 2015

É assim que Deus disse?

Dessa vez demorei menos para voltar aqui.

Embora nesses últimos dias eu tenha estado menos atarefado, ainda que eu estivesse cheio de atividades, o que me fez pensar nesse post não poderia esperar mais tempo - são daquelas coisas que não podem ser deixadas pra depois, daquelas questões chamadas de "vida ou morte"... Vida ou morte mesmo.

Leia e você irá entender. 


O tema dessa postagem remete ao relato registrado nos primeiros capítulos do livro de Gênesis, o qual apresenta Deus criando o universo e tudo o que nele existe, incluindo o homem e a mulher - ver capítulos 1 e 2. No entanto, no terceiro capítulo, os textos sagrados apresentam o seguinte episódio, como segue:

Ora, a serpente era o mais astuto de todos os animais selvagens que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: é assim mesmo que Deus disse: não comam de nenhum fruto das árvores do jardim?
Respondeu a mulher à serpente: do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas Deus disse: não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele, para que não morram.
Disse a serpente à mulher: certamente vocês não morrerão!
Porque Deus sabe que, no dia em que vocês comerem, seus olhos serão abertos, e vocês serão como Deus, conhecendo o bem e o mal. 
Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, atraente aos olhos e desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto e comeu, e deu também a seu marido, e ele também comeu. [Gênesis 3, vs. 1-6]


Primeiramente, nesse trecho das Escrituras é narrado o acontecimento mais trágico da história humana, visto que mostra a entrada do pecado do mundo pela desobediência do homem à ordem de Deus, implicando em sua queda, corrupção e destituição da glória de Deus. Em contrapartida, embora alguns tentem convencer a si mesmos e aos demais de que tudo isso não passa de um mito, essa tentativa é mais uma clara evidência de que, de fato, o homem se rebelou contra o Seu Criador e, como resultado, também tenta negar essa rebelião a todo custo - ora, "essa história de pecado é muito antiquada, retrógrada e 'politicamente incorreta'", dizem eles. Em outros termos, vamos falar de coisas mais aprazíveis e modernas, uma vez que estamos superando essas "imposições ultrapassadas da religião", que "cada um tem a sua verdade" e que falar de uma única verdade é desrespeito e intolerância. Ora, no fim das contas, "Love Wins" e tudo se torna colorido. É ou não é? 

Não. Não é. 

Como já foi citado neste mesmo blog, quando as Sagradas Escrituras falam de "pecado", ela quer dizer "pecado" e não "outra forma de amor", ou "ser diferente", ou "diversidade", "outra verdade" ou qualquer coisa do tipo. E, conceitualmente, as Escrituras definem pecado como "errar o alvo" ou "medida do desvio em relação a um padrão pré-estabelecido", conforme as palavras transliteradas "hamartía" do grego ou "hatá" do hebraico. Isto é, pecar se relaciona com "estar aquém" de um determinado objetivo ou meta, de forma que o "pecador", neste caso, é aquele que não tem capacidade em si mesmo de alcançar esse alvo ou patamar. Logo, o chamado "pecado original" relatado no texto acima implica, nesse sentido, que o homem não atingiu o padrão estabelecido por Deus - ora, ele fez aquilo que Deus disse que ele não deveria fazer e, dessa maneira, se corrompeu de maneira radical, se tornando então totalmente incapaz de se adequar às exigências divinas. Em suma, Deus é o supremo alvo para o qual os homens foram criados - pois está escrito que "Deus os formou para Sua glória" - e, quanto mais os homens se distanciam e se alienam de Deus, mais eles ratificam a sua condição de pecadores


Mas, espere um pouco - você talvez me diz. 
- Essa história de uma serpente falante e de uma mulher que come um fruto não-descrito juntamente com seu marido é a maior tragédia da humanidade? Você só pode estar de brincadeira, seu blogueiro amador metido a intelectual!

Não. Eu não estou de brincadeira.

Esse blog não é o "Porta dos Fundos", não é a página da Socialista Morena e nem qualquer coisa parecida com sites ou programas de TV que apresentam um deus "ao gosto do freguês". Se quiser brincar de jardim de infância e não se preocupar com a sua alma, saia daqui agora mesmo

Na verdade, o ponto principal que me levou a escrever esse texto é a pergunta inicial da "serpente falante" - que, em outro lugar nas Escrituras, é chamada de "diabo e satanás, o sedutor de todo o mundo" [ver Apocalipse 12, vs. 9] -, que disse à mulher: "é assim mesmo que Deus disse?"


É assim mesmo que Deus disse?

A pergunta direcionada a Eva pela serpente continua sendo feita até os dias de hoje e, sem rodeios ou delongas, nada mais é do que uma atitude insolente, arrogante, altiva, desdenhosa e pretensiosa de duvidar de Deus como Deus verdadeiro, fazendo Dele um mentiroso. Na prática, essa pergunta se mostra claramente nas ideologias e nas variadas formas ou estilos de vida em voga nos nossos dias, que buscam avidamente desmoralizar tudo que se refere a Deus - especificamente ao Deus bíblico - e aos Seus respectivos valores. Ora, "a família tradicional é algo que tem que ser reformulado, porque é muito opressivo e atrasado", "o Estado é laico e, por isso, é um desrespeito haver um 'Pai Nosso' numa reunião da Câmara dos Deputados", "Deus foi morto por Nietszche, Marx, Freud e todos os nossos 'intelectuais modernos' e, desse modo, Ele é um grande delírio e quem acredita Nele como 'amiguinho imaginário' é um ser muito fraco, pois precisa desse tipo de ilusão para se firmar" e, claro, "ser diferente é uma questão de igualdade; portanto, todo mundo é igual a todo mundo e todos tem o direito de ser e fazer o que bem querem de suas vidas, pois cada um tem a 'sua própria verdade pessoal'"

Ora, "foi isso mesmo que Deus disse?" Ou melhor ainda: Deus? Que "deus"?


Pensando nisso, me recordo de certas palavras extremamente perturbadoras e que estão lá, no Livro de Deus, o livro mais odiado da história - e que possivelmente você que está lendo esse texto também odeia, caso você não tenha sido salvo por Deus em Cristo -, dadas a seguir:

Que importa se alguns deles foram infiéis? Porventura a infidelidade deles aniquilará a fidelidade de Deus? De maneira nenhuma! Seja Deus sempre verdadeiro, e todo homem mentiroso, como está escrito:
Para que sejas justificado em Suas palavras e prevaleças quando julgares. [Romanos 3, vs. 3-4]

Se dissermos que não temos pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a Sua palavra não está em nós. [1 João 1, vs. 10]

Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que era certo a seus próprios olhos. [Juízes 21, vs. 25]

Resumidamente, Deus permanece sendo verdadeiro a despeito da maldade dos homens, incluindo os homens que dizem ser de Deus bem como que se consideram Seus seguidores - ora, se Deus dependesse de minha fé para ser uma realidade, Ele não seria Deus e, portanto, não passaria de um produto inútil da minha mente, pois também está escrito que "...Nossos antepassados possuíam deuses falsos, ídolos inúteis, que não lhes fizeram bem algum... Pode o homem mortal fazer os seus próprios deuses? Sim, mas estes não seriam deuses" [Jeremias 16, vs. 19b-20]. Ou seja, Deus é Deus, o único Deus verdadeiro, quer você goste disso ou não, quer você chame isso de "desrespeito à fé do outro" ou não - ora essa, todos os dias cada um de nós (uns mais do que outros, é verdade) ofendemos a Deus o tempo todo com nossos pecados; logo, nada mais justo do que nos ofendermos por um momento com o fato de que Ele é sempre verdadeiro e, quando estamos contra Ele, todos nós somos mentirosos. Na realidade, somos tão mentirosos a ponto de negarmos que somos pecadores em nossa essência bem como por termos prazer em nossa impiedade ou maldade - e, quanto a isso, a sentença é uma só: a Palavra de Deus não está presente, a verdade de Deus foi ignorada, não importa as suas "simpatias religiosas", "boas intenções" ou o "amor em seu coraçãozinho enganoso e corrupto"


Além disso, vale ressaltar que o Século XXI - mais do que qualquer outro século, talvez - pode ser resumido nas palavras "...cada um faz o que é certo a seus próprios olhos...". Isto é, "eu sou o meu próprio deus e todos devem se render a mim e a meus 'direitos'", "...não tem essa coisa de 'certo e errado', isso é muito impositivo e ultrapassado", "o que é pecado pra você não é pecado pra mim, essa é a 'sua fé', a 'sua verdade' e isso não se deve enfiar goela abaixo..." são alguns dos "jargões do momento", os quais servem para tentar evitar todo tipo de confronto ou desconforto - ora, como uma amiga minha, estudante de jornalismo, escreveu esses dias em seu facebook: "todos acham louvável a atitude de ir em busca da verdade, mas eles sempre querem silenciar ou ultrajar aquele que diz que a encontrou...". Ou seja, ir em busca da "verdade" é algo que desperta admiração, mas vai alguém dizer que "achou a verdade"... Aí já era! Esse "descobridor da verdade" será o "intolerante do momento", aquele que "quer oprimir os outros" e que "não respeita o diferente". Nesse contexto, com essa coisa toda de "novilíngua", "preconceito linguístico", "politicamente correto", "novo paradigma" e coisas afins, "ter opinião é crime" - porém, se for assim, eu serei um "criminoso" até o fim dos meus dias. 

Certa vez, um escritor bíblico afirmou: "eu sei em quem tenho crido". Isto é, Ele não estava dizendo que "sabia em quem ele cria, mas..." - não tinha "mas"! É convicção, certeza, segurança. E, mencionando algumas das palavras do próprio Jesus Cristo, Ele disse de Si mesmo que era "a Luz do mundo", o "Eu Sou - referência ao nome mais elevado de Deus", "o Bom Pastor", "a Ressurreição e a Vida", "o Caminho, a Verdade e a Vida" e também "o Filho do Deus bendito" - não tem artigos indefinidos ou expressões de possibilidade; há apenas certezas, há apenas singularidade, doa em quem doer, reclame quem quiser reclamar, zombe quem quiser zombar, desacredite quem quiser desacreditar. Cristo é tudo que Ele disse ser porque Ele fez coisas que ninguém jamais fez e, como Ele mesmo disse, "os homens agora não tem desculpa de seu pecado, pois eu vim ao mundo e falei a eles, e também fiz obras que ninguém fez, de forma que eles viram isso e odiaram a mim e a meu Pai" [João 15, vs. 22 e 24 - adaptado]. 


Enfim, hoje os homens continuam ouvindo as palavras de Jesus e conhecendo o que Ele fez por meio da Bíblia e, do mesmo modo, continuam odiando a Ele e odiando a Deus, por mais que digam que "Jesus era um cara legal, um tanto sábio, que acolhia os rejeitados e as minorias e que falava de amor", com o tipo de papo que quer encaixar Jesus conforme o gosto do cliente. Jesus é Deus e, por isso, Ele dita os padrões e "dá as cartas no jogo" e, sendo assim, os que seguem a Ele e procuram falar sobre Ele jamais deverão negociar a mensagem a ser transmitida - a exposição do Evangelho não é um momento de "acordos diplomáticos", mas é o momento em que se dá um veredicto, o qual é: "quem crê Nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado [João 3, vs. 18a]. Não tem médias; não tem barganhas; e isso será postado aqui, podendo ser relembrado sempre por aqui, quer os leitores dêem atenção, quer ignorem. 

E você?
Você ainda está se perguntando se "foi isso mesmo que Deus disse"?
Ainda está achando que pode colocar Deus "no banco dos réus", como se Ele estivesse sujeito ao nosso julgamento em vez Dele ser o Juiz de toda a terra?
Ou, por outro lado, ainda está "fazendo o que é certo a seus próprios olhos" e vivendo como se Deus não existisse?


Você ainda está tendo a oportunidade de saber a respeito dessas coisas ou de relembrá-las e, por isso, o mais importante desse post é que Deus, de fato, diz o que Ele quer dizer e quer dizer o que Ele diz, de maneira que quando Ele anuncia "a todos os homens, em todo o lugar, que se arrependam", todos devemos reconhecer diante Dele que somos pecadores e que precisamos do Salvador, olhando assim para Aquele que se fez homem para substituir os injustos, morrendo numa cruz, a fim de reconciliar com Seu Pai todo aquele que Nele crê. Enfim, volte-se para o Filho de Deus, corra para a cruz a fim de contemplá-Lo e creia Nele, pois "aquele que nEle crê tem a vida eterna". 





Pela certeza de estar firmado naquilo que Ele disse,





Soli Deo Gloria!

sábado, 27 de junho de 2015

De "molduras boas" em "quadros ruins"...

Mais uma vez estou aqui.

Ainda estamos [pelo menos por aqui onde moro] no clima das festas juninas - muito milho, forró, licor, dentre outras coisas típicas - porém, dessa vez, não pretendo escrever nada relacionado a datas comemorativas [como no texto anterior]. Tenho outros objetivos.

Na verdade, acho que tenho sido sereno demais ultimamente. 

Está mais do que na hora de voltar a escrever com mais propriedade, inteireza e autenticidade - embora tudo que escrevo, seja terno ou inflamado, é conforme o que acredito e defendo. Em outras palavras, eu não espero ser amigável nem "politicamente correto" nos próximos parágrafos - para isso já temos o Brasil 247, a Revista Fórum, o Diário do Centro do Mundo e, claro, o mais novo "pombo-correio de Jesus Cristo", o humorista, intelectual e "apóstolo" Gregório Duvivier. Se você se ofender comigo, saia deste blog e vá adoçar sua mente com essas coisas


O título deste texto se inspirou numa frase que certa vez vi numa imagem na internet - acredito que esta foto ainda está salva na minha biblioteca de fotos do celular - , que dizia:

Molduras boas não salvam quadros ruins.

Na época em que descobri essa imagem, eu aplicava o seu sentido a coisas que não são pertinentes no momento atual mas, dessa vez - no caso, neste post -, existem duas aplicações dessa frase que me parecem mais oportunas. A primeira delas diz respeito a certas coisas que ouço, vejo e observo dentro do contexto religioso no qual estou inserido (seja direta ou indiretamente) e que me deixam violentamente indignado, furioso e um pouco pesaroso, diante do que algumas afirmações de Paulo nos textos sagrados vêm bastante a calhar:

"...Alguns falsos irmãos infiltraram-se em nosso meio para espionar a liberdade que temos em Cristo Jesus e nos reduzir à escravidão.
Não nos submetemos a eles nem por um instante, para que a verdade do evangelho permanecesse com vocês..." [Epístola aos Gálatas, cap. 2, vs. 4b-5]

Para que a verdade do Evangelho permaneça.

Desde os tempos dos primeiros cristãos [após a passagem de Jesus Cristo na terra, por assim dizer], houve pessoas dissimuladas, falsas e perversas, as quais são descritas nesta passagem como os que "espionam a nossa liberdade em Cristo para nos reduzir à escravidão". Isto é, eles parecem ser "irmãos", mas são falsos - são "quadros ruins em molduras boas" - pois, em nome de seus próprios interesses, querem impor sobre os outros fardos difíceis de se suportar bem como ensinar filosofias vãs e sutis baseadas em tradições de homens, tendo em vista justificarem a si mesmos diante de Deus ao mesmo tempo que induzem os demais a pensarem que somente assim eles também se justificarão diante Dele.


Não é nada disso!

Primeiramente, ninguém pode justificar a si mesmo diante de Deus - não importa o nível de santidade exterior, a aparente reverência, os "bons costumes", a "ordem e a decência litúrgica" e nem mesmo as melhores intenções interiores ou a mais estrita obediência aos preceitos divinos. Nada do que fazemos ou intencionemos fazer [nem mesmo quem somos ou o que pretendemos ser] poderia ou poderá jamais nos recomendar a Deus. Por isso, se algum de nós que está lendo esse texto acredita mesmo que é pelo fato de nossa espiritualidade ser a "mais puritana ou reformada" na teologia e na prática, ou porque não batemos palmas no culto, não ouvimos rock ou reggae e nem usamos de "meios seculares" para nossas "ações evangelísticas" que Deus nos vê como justos, está na hora de reconhecermos que não sabemos nada do verdadeiro evangelho - seja você pastor, teólogo, escritor, músico, missionário ou o que for; títulos não dizem nada. 

Mas o que nos ensina o evangelho? Vamos lá.

Ora, está escrito a esse respeito que essas pessoas têm "zelo por Deus, mas sem entendimento", as quais "ignoraram a justiça de Deus e quiseram estabelecer a sua própria justiça" [Romanos 10, vs. 2-3]. Isto é, até existe zelo por Deus, mas é um zelo vazio de entendimento, cuja insensatez e tolice se manifesta no fato de tentar estabelecer uma justiça diferente daquela que o próprio Deus já designou, a qual é Cristo. É medíocre - para não dizer soberbo, insolente, arrogante e até blasfemo - buscar substituir o sacrifício substitutivo do Filho de Deus como propiciação pelos nossos pecados [ou seja, o sacrifício que afasta de nós a ira de Deus, removendo o pecado] por quaisquer moralismos fúteis - tais como "não toques, não proves, não manuseies" ou outras coisas que perecem com o uso, pois são criados por homens [logo, não podem ser duráveis] e têm, no máximo, belas máscaras de sabedoria e de humildade, com aparente disciplina do corpo, sendo sem valor algum contra os impulsos de nossa natureza carnalque possamos seguir como causa de nossa justificação. Contra esse pensamento, lembro as belíssimas palavras de Lutero: "Senhor, Tu és a minha justiça, e eu sou o Teu pecado"


Portanto, Jesus Cristo, e tão-somente Ele, pode salvar e, de fato, salva o pecador dos seus próprios pecados, pois também se lê que "...com o Seu conhecimento, o meu Servo, o Justo, justificará a muitos, e levará a iniquidade deles" [Isaías 53, vs. 11], que "...o Filho do Homem veio para dar a Sua vida em resgate de muitos" [Marcos 10, vs. 45], que "...a vontade do Pai é que todo aquele que olhar para o Filho e crer nele tenha a vida eterna..." [João 6, vs. 40] e que "...no evangelho é revelada a justiça de Deus, de fé em fé, como está escrito: o justo viverá pela fé" [Romanos 1, vs. 17]. Enfim, todo aquele que rejeita a justiça que Deus estabeleceu [ou seja, que rejeita Cristo] não está em comunhão com Ele e, se assim permanecer, sofrerá o juízo decorrente de ter rejeitado o Filho de Deus, pois "...aquele que rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece" [João 3, vs. 36]. Eu não vou ceder nem por um instante; que a verdade do evangelho permaneça.

No entanto, existem outros quadros ruins "maquiados" por molduras boas.

Nossa sociedade hoje é a sociedade que mais fala de "boas energias", "boas vibrações" - ou "good vibes" -, de respeito, progresso, tolerância, igualdade e amor. Contudo, como escrevi na postagem passada, acredito cada vez mais concretamente que estamos mais ignorantes e enganados a respeito do que sejam essas coisas, especialmente o amor. Nesse contexto, vale citar o ocorrido ontem nos Estados Unidos da América - nação que foi construída pelo cristianismo e que se tornou grande e próspera por causa de seus valores cristãos seriamente cultivados nos séculos passados -, cuja Suprema Corte aprovou o casamento igualitário para todas as pessoas. Eu, em particular, sou a favor dos direitos civis para todos os cidadãos de bem, independentemente de credo religioso, etnia, comportamento sexual ou condição social. A aprovação gerou uma comoção mundial - ora, a maior nação protestante do mundo agora aprova o casamento entre pessoas do mesmo sexo! - e uma mobilização nas "redes sociais" com a hashtag "#LoveWins" e com fotos de perfil no Facebook com background nas cores do arco-íris. 

Vamos direto ao ponto: "Love Wins" não tem nada a ver com isso, e o arco-íris tem outro significado - um significado que a maioria desconhece. 


Ora, quando afirmamos "Love Wins" ou "o amor vence", pressupomos que havia uma batalha em curso e que, no final, o amor prevaleceu. No sentido em que a hashtag passou a ser usada, a batalha era entre os "fundamentalistas religiosos retrógrados e opressores" e as "vítimas oprimidas que só querer ser livres para 'amar'". De fato, as pessoas são livres para viverem suas vidas como lhes parece melhor e, por isso, são inteiramente responsáveis pelas decisões e escolhas que fazem, de modo que não são livres de suas consequências - tudo o que se semear, isso se colherá. Isto é, a despeito do discurso do "nós contra eles", tanto "opressores" quanto "oprimidos" prestarão contas de seus atos e palavras, seja nesta vida aqui seja depois que essa vida passar

Em contrapartida, eu também creio que o amor vence - na verdade, eu creio que o Amor já venceu, e essa vitória está mencionada em dois pequenos trechos do Evangelho de João:

Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo. [João 12, vs. 31]

Tendo provado um caniço de hissopo com vinagre, Jesus disse: está consumado. [João 19, vs. 29-30 - adaptado]


Jesus foi categórico: Sua morte seria a sentença final de juízo sobre o mundo e de derrota sobre o príncipe deste mundo, que é satanás. Cristo, quando morreu na cruz, fez dos principados e potestades "um espetáculo público, e triunfou sobre eles". Ao proclamar "está consumado", Ele notificou a todos que realizou perfeitamente a obra que Deus, o Pai, havia confiado a Ele, o Filho. Nada ficou faltando, nada ficou "por fazer"; não houve lacunas, nem arestas com defeito, nem nada parecido. Sim, o amor venceu - mas, uma vez que Deus é amor, que Jesus Cristo é Deus e que Deus é santo, toda modalidade de amor só pode vir de Deus e, por isso, deve ser algo obrigatoriamente santo, puro e conforme à lei divina. Dessa maneira, o que a Bíblia chama de "pecado, abominação e paixão infame" não é "amor" - doa em quem doer - e, além disso, visto que Cristo é Aquele que prevaleceu contra todo poder e autoridade existente por meio de Sua morte de cruz, posso dizer que "o amor venceu" quando Deus lançou a Sua ira santa sobre o Seu Filho, ira devida ao meu pecado, ao seu pecado, ao pecado de gente que jamais lerá esse texto. O amor não foi "legalizado" no dia 26/06/15 nos EUA - o Amor é o Legislador do Universo, é a essência da Lei do Legislador, sendo provado pelo fato de que este Legislador se encarnou e se deu por nós, sendo nós ainda pecadores. 

E o arco-íris?

O arco-íris, conforme registrado nos textos sagrados, é um sinal de aliança entre Deus e a humanidade, indicando que Ele não mais destruiria o mundo com água, como fez no Dilúvio. Isto é, o arco-íris aparece depois que somente a família de Noé sobrevive a todos aqueles dias de chuva na terra (junto com os animais que estavam dentro da arca), enquanto todos os outros sofrem o juízo de Deus - pois toda a humanidade havia se corrompido, todos estavam cheios de violência e, por isso, Deus não poupou a ninguém, exceto Noé e sua família. Portanto, o arco-íris é um símbolo associado ao juízo de Deus sobre uma humanidade pecadora, porém também aponta para Sua bondade e graça - logo, não tem nada a ver com bandeiras, nem bottons, nem diversidades e afins. Aceite isto - molduras boas, mesmo coloridas e brilhantes, não salvam quadros ruins; novas nomenclaturas "socialmente aceitáveis" não fazem pecados se tornarem virtudes. 


Eu sei que este texto pode não ter sido tão agradável quanto os demais.

Na verdade, não tenho a intenção de ser "agradável", mas sim de ser verdadeiro - acredito que a verdade é, por si mesma, a única coisa que de fato confere graça - e, por isso, sei que isso pode me custar algumas coisas. 

No entanto, meu convite ao leitor é que repense seus conceitos - sejam de autojustificação diante de Deus por meio de uma religiosidade vazia e insensata ou mesmo de distorção daquilo que Deus disse. Deus deseja salvar pecadores - Ele veio para eles, para os doentes, para os que sabem que não podem nada de si mesmos -, mas enquanto os pecadores se acharem "justos" ou "justificáveis" a seus próprios olhos, Deus os resistirá. Ele se opõe aos orgulhosos, mas dá graça aos humildes

Abandone seus conceitos egoístas.

Renuncie a toda justiça própria.

Não pense que Deus é manipulável, ou que Ele toma a forma da cultura ao bel-prazer de quem assim o quer.


No fim das contas, nenhum homem pode escapar de Deus - seja aquele que se renderá voluntariamente a Ele e, assim, desfrutará da vida eterna, seja aquele que fará de conta que Ele não existe ou viverá em rebeldia expressa contra Ele -, pois todos nós estaremos diante Dele [seja no céu em alegria infinita e perpétua, seja no inferno em face de Seu furor, sob sofrimento eterno e sem qualquer alívio]. 

Ora, renda-se a Ele, olhe para Cristo e creia nEle, pois apenas Ele pode tornar um quadro ruim numa bela obra de arte, pois a Sua graça é que nos faz aptos "...para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" [Efésios 2, vs. 10].





Pela certeza de que Ele todo dia restaura o meu ser,




Soli Deo Gloria!