terça-feira, 31 de julho de 2018

Uma Oração ao Senhor das Guerras...

Eis as palavras de um homem 
Que, por vezes não pouco freqüentes,
Sente-se como um soldado atingido fatalmente
Por uma espada que o traspassa.

No entanto, assim como a mãe do Cristo -
Guardadas as devidas proporções
E sem qualquer comparação de valor -
Experimentaria uma imensa dor de alma
Ao ver seu Filho inocente ser condenado à morte
[E morte de cruz],
Eis-me aqui, numa tentativa talvez frustrada,
De erguer meus olhos através dos montes
Para, enfim, encontrar algum socorro.
De onde, pois, ele viria?
Será mesmo que existe algum socorro
Para alguém que viu a aflição
Pela vara de seu furor?
A glória já se foi
E, como palavras molhadas pela chuva,
Minha esperança também pereceu.

Em lamentos antigos já se ouviu
Que bom é para o homem suportar os fardos
Enquanto está em sua juventude,
A fim de assentar-se solitário
Para desfrutar do próprio silêncio.
De fato, ainda que não seja um profeta,
Chorando pela destruição de sua cidade amada,
"Sobre estar só, eu sei".
Sei estar cercado de pessoas ao redor
Enquanto tudo o que vejo é solidão;
O som de máquinas em funcionamento
Não sufocam o grito calado
De alguém assombrado pelo tormento
Por notar ser dilacerado o coração. 
Talvez ainda haja esperança?
Sim, talvez ainda,
Para quem reduzir-se a pó e cinza,
Uma vez que Aquele que é refúgio e fortaleza
De Quem todos recebem o bem [e até o mal]
De bom grado não nos aflige nem entristece.

A Ti, ó Senhor das Guerras,
Clamo, pois sozinho sou indefeso e fraco
Mas, fortalecido em Teu poder
E equipado com a Tua armadura,
Posso enfrentar qualquer batalha
Na certeza de que sairei vencedor.
Na verdade, de todas as guerras que tenho travado,
A maior delas é dentro de mim,
Pois de que eu devo me queixar
A não ser de meu próprio pecado?
Aludindo aos "poetas-guerreiros" do dia-a-dia,
Sou "anarquia e também império",
"Transparência aliada ao mistério",
"Tanto sacro quanto profano"
"Uma mistura de mil verdades e enganos".
Até quando, ó Senhor?
Será que nessa guerra
Serei eu mesmo aquele que vai morrer?
Ora, para fazer valer o meu sangue italiano,
"Deh, se si potessi già morire!",
Eu alcançaria a resolução que anseio
E chegaria ao fim da batalha enfim ileso.
Todavia, enquanto ainda luto em campo aberto,
Faz-me firme ao lembrar-me que estás perto.

De tudo o que eu preciso saber,
Uma coisa não esqueci:
Diferentemente de outros "senhores da guerra"
[Os quais não gostam de crianças],
Disseste que, para entrar em Teu reino -
O qual é triunfante sobre todos os outros -
Devemos ser todos semelhantes a elas.
Logo, resta-me reconhecer como de fato sou,
Pois, quando se conhece a mão do Criador,
O orgulho é abatido e a fraqueza é exaltada,
Visto que Te opões aos soberbos
E concedes graça abundante aos humildes.
Ora, "se não fora o Senhor,
Que esteve sempre a meu lado"
Devorado já teria sido pelos incontáveis inimigos,
E "se não for o mesmo Senhor,
Para que permaneça comigo",
Não serei livrado dos futuros perigos.
Se até reis poderosos ante severas ameaças
Não souberam o que fazer
Colocando tão somente seus olhos em Ti,
Assim também o farei,
Pois não tenho outra defesa além de Teu escudo.

Nunca me faltem as Tuas palavras,
Também chamadas de "Espada do Teu Espírito",
As quais são mais cortantes
Do que qualquer katana ou Excalibur,
Visto que dividem alma e espírito,
Alcançando até as juntas e medulas,
Sendo capazes de discernir os pensamentos e intenções.
Por meio delas sou por Ti vivificado,
Tendo os meus passos por Tua luz iluminados
Para que em armadilhas eu não seja apanhado. 
Socorre-me, Deus de todos os Exércitos,
Para Quem todos, no céus e na terra,
Sejam principados ou soberanias,
Tanto poderes como autoridades,
"Fazem continência" - ou um dia farão. 
Socorre-me quando a Ti invocar,
A fim de que Tu sejas glorificado
No momento em que eu for libertado
Inspira em mim um cântico santo e alegre
Mediante o qual se proclame em todo lugar:
Tu és o meu ajudador;
O que me poderá fazer o mortal?

Embora o mal possa estar em "pleno triunfo"
Por toda a parte deste mundo caído,
Esse não é o fim da história -
Em breve voltará o Deus-Homem outrora vindo.
Naquele dia, não haverá mais poderosos nem grandes,
Nem autossuficientes nem quaisquer "senhores de si"
Pois o Único Senhor, o Senhor dos Senhores,
O Rei dos Reis, o Cavaleiro Fiel e Verdadeiro,
Em glória virá com Seu exército
Para destruir os iníquos e incrédulos
E fazer justiça aos Seus servos.
Bendito o Dia da Vingança de Deus!
Glorioso o Advento Final do Redentor Eterno!
Nesse tempo, enfim, a batalha se findará,
Pois Aquele que tem a "peça da história" nas mãos
Entrará no último ato dela -
Ora, como foi dito por um nobre norte-irlandês,
"Quando o diretor entra no palco, a peça acabou".
O Teatro de Deus terá um veredicto -
o mais feliz veredicto imaginável -,
No qual o Bem triunfará definitivamente
E, sobretudo, aqueles que outrora eram maus,
Mas foram graciosamente por Ele redimidos,
Desfrutarão para sempre do Bem Supremo
Na bendita face daquele Jesus, chamado Cristo.

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Soli Deo Gloria!


quarta-feira, 27 de junho de 2018

Senta que lá vem história...

Antes de tudo, não pretendo escrever muito - embora o título escolhido para esse texto pareça indicar o contrário.

Além disso, pelo fato de que estamos em época de Copa do Mundo, muito dificilmente alguém priorizaria ler um texto de um "blogueiro" desconhecido em lugar de compartilhar todos os memes sobre a eliminação da seleção alemã na primeira fase do mundial. 

Mas, como eu também não poderia deixar de fazer, "Auf wiedersehen, Alemanha"! Dessa vez o 7x1 mudou de lado!

No entanto, vamos agora ao que interessa - ao menos nesse blog.

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Sempre que ouço a frase "senta que lá vem história", algumas coisas e lembranças me vêm à mente - desde o fato óbvio de que a pessoa que fala quer dizer que aqueles que a ouvem devem aquietar-se a fim de escutar com calma toda a "história" bem como de alguns momentos que anteciparam uma viagem que fiz há alguns anos para Cabo Verde (arquipélago da costa ocidental africana), de tal modo que sempre que alguma grande novidade estava acontecendo, a primeira frase que lia em alguma nova publicação no nosso grupo do Facebook era: "senta que lá vem história"

Todavia, esse texto não é propriamente a respeito dessas coisas, mas um breve conjunto de reflexões baseadas numa canção da banda Resgate chamada "História", cuja letra parece ser um relato de alguém que conta sua "história" desde a infância até à vida adulta, destacando certos momentos do ambiente familiar bem como o aprendizado daí recorrente. Dentre os trechos que poderia salientar, o primeiro que acredito ser pertinente é:

"Mas a gente sempre tem certeza
Que a razão come na nossa mesa
Ninguém quer olhar pro céu e ver
Que existe algo a mais..." 
[História - Banda Resgate]

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De fato, o autor da canção faz, através destes versos, um diagnóstico preciso de uma das características mais endêmicas e massificadas do "Zeitgeist" - termo alemão para "espírito da época" -, especificamente do espírito de nossa época, visto que, de maneira praticamente hegemônica, as pessoas dessa geração estão "sempre certas de que estão certas" ou, no mínimo, ainda que seja um senso comum enraizado no imaginário popular de que "cada um tem a sua própria verdade" bem como de que "todas as opiniões/cosmovisões/perspectivas de vida são igualmente válidas", a "razão de cada um" sempre é mais racional que a "razão do outro". Desse modo, cada um está em si mesmo convicto de que a "ratio" (como a chamavam os intelectuais medievais, embora o conceito seja provavelmente grego) está tão próxima de si como aquele convidado de honra de um jantar especial - já que "estar à mesa" traz a idéia de comunhão íntima e participação mútua - e, como resultado, "...cada um faz o que é certo a seus próprios olhos...". 

Por conseguinte, como o trecho mencionado assinala, "...ninguém quer olhar pro céu e ver que existe algo a mais...", o que denota que, além da supracitada autoconfiança expressa na "certeza quanto às próprias razões", a humanidade atual tem se esquecido de "olhar para o céu a fim de entender a terra" [conforme escrevi num texto anterior] por acreditar que esse "algo a mais que existe acima de nós" não é nada mais do que um compêndio de ilusões que nos foram legadas por uma civilização/cultura que já foi superada intelectualmente e que, por isso, seus valores ainda remanescentes devem ser eliminados completamente a fim de que a "libertação" seja finalmente alcançada. Ora, para aqueles que "sempre estão à mesa com a razão" e que são os "donos das certezas", a última atitude a ser considerada plausível [e possível] é olhar para fora de si para buscar alguma coisa, uma vez que, na verdade, não existe nada a ser "buscado fora ou acima de si", constatação que ratifica algumas palavras do apóstolo São Paulo:

"...o Deus deles é o ventre e a sua glória é para vergonha deles mesmos, os quais só pensam nas coisas terrenas..." [Filipenses 3, vs. 19]

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Nessa passagem, o escritor bíblico está anteriormente discorrendo sobre pessoas a quem ele denomina, com lágrimas, de "inimigos da cruz de Cristo", dos quais é dito que o destino final é a destruição e que aquilo em que se gloriam será para a sua confusão, visto que a mente deles está voltada somente para as coisas visíveis, temporais, tangíveis e pertencentes ao patamar terreno. Isto é, em última análise, todo aquele que vive como se houvesse uma "autonomia absoluta" em relação a qualquer instância superior ou transcendente e que, além disso, crê e apregoa que essa tal autonomia é um direito a ser conquistado a todo e qualquer custo, pode ser enquadrado como um desses "inimigos de Cristo" [sem ignorar o sentido mais claro do texto bíblico em seu contexto], pois, sabendo-se que Cristo é Senhor sobre tudo o que há na realidade criada e, particularmente, de todos os homens [inclusive dos ímpios, embora não seja o Salvador deles], tudo o que existe, em qualquer esfera e âmbito, deve obediência a Cristo [vide 2 Coríntios 10, vs. 4-6], de maneira que toda e qualquer atitude de independência em relação à Sua autoridade é rebelião contra Ele e, portanto, todos os que se rebelam se fazem Seus inimigos - inimigos aos quais resta apenas o tempo até que venha sobre eles o dia determinado, no qual Deus os colocará como estrado dos pés Daquele a Quem traspassaram e de Quem escarneceram (e ainda escarnecem) como se fossem ficar incólumes e impunes. Ironicamente, nem o fim de Policarpo Quaresma foi tão triste quanto este que os aguarda e que os apanhará de surpresa, pois a esse respeito está escrito que "...quando disserem 'paz, paz', então lhes sobrevirá repentina destruição, como nas dores da mulher grávida, e de modo algum escaparão..." [1 Tessalonicenses 5, vs. 3].

Outro trecho da canção que merece ser citado é:

"Mas a gente acha que tem o mundo
O nariz é nosso latifúndio 
Ninguém quer olhar pro céu e ver
Que existe algo além..."

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No mesmo tom dos versos anteriores, o compositor continua a fazer o seu despretensioso diagnóstico ao trazer à tona outro aspecto fundamental do "Zeitgeist do século XXI", o qual foi descrito na canção como a atitude de "...achar que é dono do mundo e que o próprio nariz é como um latifúndio...". Nesse sentido, gostaria de esclarecer que não tenho nada contra latifúndios nem contra latifundiários em sua essência - ora, a fase de acreditar em "movimentos de reforma agrária" que se fazem de miseráveis "sem-terra" mas que organizam congressos nos Estados Unidos em hotéis de luxo ou nos discursos políticos correspondentes já faz parte de um vergonhoso "passado de idiota útil" que jamais voltará a ser parte do presente -, exceto se os latifúndios são fruto de roubo/enriquecimento ilícito ou sua produtividade e prosperidade não são usufruídas legitimamente nem utilizadas para o bem do próximo. Isto posto, os versos da canção são precisos em denunciar o pensamento cada vez mais totalitário e abrangente e que é apropriadamente expresso na sentença "...nenhum direito a menos..." associada à extinção definitiva da "responsabilidade individual" para se dar lugar às responsabilidades "social", "ambiental", "sexual" ou qualquer outro sofisma semelhante. 

Portanto, pode-se afirmar que a nossa geração é determinantemente caracterizada pelo "óbvio ululante" de que "...ter direitos é algo bom em si mesmo..." e que, por isso, sempre que se inventa um novo "direito" pelo qual se deve lutar, não se pode aceitar qualquer crítica, oposição, questionamento ou desconfiança mas, se alguém ousa ir na direção contrária, aquela série de adjetivos amáveis que conhecemos [com os sufixos -fóbico e -ista] já está na ponta da língua de todos os "guerreiros da justiça social" ou de qualquer pessoa que já está mergulhada na Matrix de (macro)desinformação criada pelos mesmos "guerreiros". De fato, existem direitos que são justos e inalienáveis [como o direito ao nascimento, à vida digna, à propriedade privada, à liberdade de consciência e de crença/religião - ainda que com sérias ressalvas, de se educar os filhos segundo os próprios valores etc.], porém, em um momento histórico em que a "conquista das virtudes" foi substituída pelo "empoderamento sócio-político e cultural", o nosso mundo está repleto de pessoas eternamente insatisfeitas, cuja insatisfação cresce na medida em que se adquire mais e mais "direitos" - como dizia o poeta, "...esse é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante..." -, cuja histeria provém da falsa idéia de que "...eu sou dono do meu nariz..." e, dessa forma, o mundo deve sempre "conspirar a meu favor" ou, em outros termos, "...eu devo construir um 'admirável novo mundo' conforme o meu bel-prazer...". Para a decepção dessa turma ensandecida, o mundo já tem um Dono e Ele não divide esse direito de soberania com ninguém, pois "...Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe..." [Salmo 24, vs. 1] e "...a minha glória, pois, não a darei a outrem..." [Isaías 48, vs. 11].

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Por outro lado, como que num "pleonasmo poético", lê-se na canção que "...ninguém quer olhar pro céu e ver que existe algo além...", frase que reafirma o mesmo conceito outrora apresentado, segundo o qual todos nós, mais ou menos intensamente, tendem a olhar somente para si mesmos - como os "...homens dos espelhos mágicos..." - de forma que, neste caso, a razão principal é a falácia de que, para cada um, a antiga máxima de que "o céu é o limite" já se tornou obsoleta, pois toda noção de "limitação" ou de "tolerância repressiva" [seja contingente, seja imposta, seja de qualquer outro tipo] deve ser superada. Em outros termos, alguns versos do hino da "Internacional Socialista" [originalmente escrito em francês] traduzem bem o que pulsa em seus corações e mentes:

"Il n'est pas des sauveurs suprêmes,
Ni Dieu, ni César, ni Tribun;
Travailleurs, sauvons-nous nous mêmes,
Travaillons au salut commun..."

Que traduzido é:

"Não há salvadores supremos,
Nem Deus, nem César, nem Tribuno;
Trabalhadores, nos salvemos a nós mesmos
Trabalhemos pela salvação comum..."

Ou seja, considerando-se que não há Deus ou qualquer outra espécie de autoridade a quem se deva prestar contas ou se submeter, cada um salva a si mesmo e todos unidos lutam pela chamada "salvação comum", cujo objetivo final é a concretização da utopia do "novo mundo igual para todos", o que nada mais é do que uma manifestação da frase "...a gente acha que tem o mundo e o nariz é nosso latifúndio...", cujas bocas falam com arrogância "...com as nossas línguas prevaleceremos e nossos lábios são por nós; quem poderia nos dominar?" [Salmo 12, vs. 4b], aos quais, como está escrito, Deus silenciará no tempo devido.

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O último trecho da letra que gostaria de destacar é:

"Mas a gente é dono da verdade
Sempre pensa que já tem idade
Ninguém quer olhar pra dentro 
E ver o que ainda não tem...".

Embora as temáticas dos versos escolhidos por mim para este post sejam em parte semelhantes e em parte complementares, essa última estrofe traz uma lição particularmente importante, uma vez que, diferentemente das abordagens dos parágrafos anteriores, o que compreendo desses versos confronta especialmente a mim - para os que me conhecem mais de perto, uma das características humanas mais latentes em minha personalidade é a confiança resoluta nas próprias convicções [o que não é um mal em si mesmo, ainda que seja cada vez mais ofensiva em nossos dias], contudo há uma linha tênue entre uma firmeza saudável e uma obstinação prepotente que se torna grande empecilho para o aprendizado com o outro e, portanto, para o amadurecimento ao longo da vida. Com certa freqüência eu me sinto uma espécie de "...dono da verdade..." e, como nunca antes, a sensação de que "...sou mais experiente do que outros a meu redor..." tem sido mais recorrente, de forma que as seguintes passagens bíblicas têm se tornado mais úteis do que costumavam ser, como mostrado a seguir:

Melhor é um jovem pobre e sábio, do que um rei idoso e tolo, que já não aceita repreensão. [Eclesiastes 4, vs. 13]

Foge das paixões da juventude e segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor. [2 Timóteo 2, vs, 22]

Com base nessas passagens, tanto um rei velho e tolo que não acha que precisa aprender com os outros [provavelmente por confiar demasiadamente em sua "experiência de vida"] como um jovem cheio de impulsividade e sem autocontrole não são exemplos bons para serem seguidos - i.e., eu não devo ser seduzido pelos pensamentos de que sou o "dono da verdade" nem de que "já tenho idade", mas ser como aquele pobre jovem sábio mencionado por Salomão bem como seguir à risca o conselho/imperativo de Paulo ao jovem pastor Timóteo a fim de cultivar a justiça, a fé, a paz e o amor para invocar a Deus com um coração puro, pois como diz outra canção da mesma banda, "...o que me faltar, Deus já me deu...". 

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Finalmente, eu não poderia deixar de mencionar alguns dos versos mais oportunos do salmo 119, nos quais estive meditando recentemente:

Os Teus mandamentos me tornam mais sábio do que os meus inimigos, pois eles estão sempre comigo.
Eu tenho mais discernimento do que todos os meus mestres, porque os Teus testemunhos são a minha meditação.
Eu tenho mais sabedoria do que os velhos, porque tenho observado os Teus preceitos. 
Afasto os meus pés de todo caminho mau, para observar a Tua palavra.
Não me tenho distanciado dos Teus juízos, pois Tu mesmo me tens instruído.
[Salmo 119, vs. 98-102]

Em poucas palavras, o ensino presente nesses versos é de que, sem a Palavra que vem de Deus até nós, não é possível ser mais sábio do que aqueles que podemos considerar os mais sábios - sejam pessoas que nos odeiam, sejam aquelas mais doutas, sejam os mais experientes. Porém, quando Deus nos dá de Sua sabedoria e nós damos a ela o devido valor, não importa se somos jovens demais, iletrados ou mesmo se não temos a malícia dos homens maus, pois a sabedoria divina torna em insensatez e estultícia qualquer outra sabedoria, reduzindo tudo a pó, pois Deus é aquele que "...apanha os sábios em sua própria astúcia..." [Jó 5, vs. 13]. Além disso, a sabedoria de Deus dada àqueles que O temem e buscam não consiste apenas em "informações corretas a respeito da vida, da realidade e do próprio Deus", mas sim em uma sabedoria viva, que se encarna naquele a quem Deus a concede, pois aquele que é instruído por Deus pode dizer juntamente com o salmista que "...por meio de Teus preceitos me torno inteligente; por isso, odeio toda duplicidade..." [vs. 104] - ou seja, toda sabedoria adquirida pelo homem, por mais que tenha valor quanto à vida natural, intelectual, política, científica e para as relações humanas [ainda que também venha de Deus, visto que toda boa dádiva vem Dele] e que não nos conduz a detestar todo caminho de mentira para amar a verdade [o que implica, obrigatoriamente, em amar a Jesus Cristo, a Verdade Encarnada] não nos faz inteligentes em sentido último, pois assim está escrito:

"...Falamos da sabedoria entre os que já tem maturidade, mas não da sabedoria deste século ou dos poderosos desta era, que estão sendo reduzidos a nada.
Ao contrário, falamos da sabedoria de Deus, do mistério que estava oculto, o qual Deus preordenou, antes dos tempos dos séculos, para nossa glória,
Ao qual nenhum dos poderosos desta era entendeu, pois, se o tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória...". [1 Coríntios 2, vs. 6-8]

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Diante de Deus, todos os poderosos são reduzidos a nada

Em face da sabedoria de Deus, a sabedoria humana é demonstrada ser loucura

A sabedoria de Deus é tão excelente que só pode ser conhecida a partir do momento em que deixa de ser um "mistério oculto" e passa a ser revelada - ninguém pode conhecê-la antes de Deus a tornar manifesta

Sobretudo, a suprema sabedoria de Deus, a saber, Cristo, era esse grande mistério que "esteve oculto em todos os séculos e por todas as gerações" mas que, na plenitude dos tempos, "Deus manifestou aos Seus santos, aos quais quis fazê-Lo conhecido", pois aqueles que não O compreenderam [pelo fato de Deus não fazê-los entender] rejeitaram o Deus-Homem, matando-O numa cruz, como um criminoso, mas cujo castigo nos trouxe a paz, paz eterna, paz com Deus, de quem outrora éramos inimigos... ah, não poderia haver história mais bela!

E você? Qual tem sido a sua história até aqui? De pretensa autonomia de Deus ou você já se deu conta de que precisa buscá-Lo?

Se você reconhece que não tem se "lembrado do Criador em sua mocidade", o que você está esperando para se voltar para o Deus-Salvador e "viver sob o dom do Amor pela eternidade"?





Pela certeza de que minha história está nas mãos Dele,





Soli Deo Gloria!

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Preparar... Apontar... Fogo!

Novamente decidi escrever algo aqui.

Certas inquietudes e, curiosamente, uma repentina falta de sono [agora são 23:38h] levaram-me a arriscar expor algumas idéias que, inicialmente, não creio ser tão relevantes a ponto de serem escritas a essa altura - todavia, espero estar equivocado.

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O título dado a esse texto normalmente remete a contextos de guerra ou situações similares [um treinamento militar, a prática esportiva de tiro etc.], visto que tornou-se comum emitir esse tipo de "palavra de ordem" imediatamente antes de alguma investida ou ataque, cujo objetivo, por exemplo, pode ser o de deixar um determinado exército alerta para atacar os seus oponentes ou para se defender deles. No entanto, eu não pretendo falar estritamente de "batalhas" envolvendo armas ou espadas [embora não tenha nada contra elas em si - oh, quisera eu ter a minha própria espada medieval na parede de minha sala de estar!] ou de "tiro ao alvo", mas refletir um pouco sobre alguns acontecimentos recentes [sejam mais pessoais, sejam do próprio país] a fim de expressar o que porventura julgar ser oportuno. Portanto, estejamos preparados!

Preparar.

Gramaticalmente, preparar é um verbo [creio ser do tipo "transitivo direto-indireto", uma vez que, usualmente, "preparar" requer "...preparar 'algo' para 'alguém'..."] que pode ser usado como sinônimo de "fazer", "elaborar", "construir", "desenvolver", "planejar", dentre outros. Logo, preparar é uma palavra que traz consigo intencionalidade bem como finalidade, de sorte que ninguém prepara nada sem que haja interesse prévio unido a um objetivo definido. Por exemplo, quando se "prepara uma receita culinária", a pessoa normalmente tem a intenção de testar ou de aperfeiçoar suas habilidades na cozinha e deseja que seu prato seja saboroso. Desse modo, quando considero a expressão "preparar" na frase-título dessa postagem, o que me vem à mente é que, assim como num campo de batalha os soldados e combatentes devem estar cientes de suas responsabilidades e tarefas a cumprir [assim como não devem estar lá "sem justa razão"], creio que eu, como cidadão ciente da realidade bem como de minha responsabilidade individual [em contraste com a famigerada "responsabilidade social"], devo estar preparado para encarar as controversas demandas presentes na sociedade, os desafios por vezes extenuantes das relações humanas [particularmente, as mais profundas] e, finalmente, "...contar os meus 'demônios', pois existe um para cada dia..."mencionando uma canção da banda britânica Coldplay - ou, conforme as palavras de Salomão, me lembrar que "...o coração do homem conhece a sua própria amargura..." [Provérbios 14:10]

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Entretanto, nem sempre estaremos preparados para lidar com todas as coisas que nos sobrevêem ao longo da vida, pois o mesmo Salomão também escreveu que "...Deus fez tanto o dia da prosperidade quanto o dia da adversidade, de forma que o homem não saiba o que haja de vir em seu futuro..." [Eclesiastes 7:14]. Atualmente, o Brasil está sentindo o efeito bem perturbador decorrente da paralisação dos caminhoneiros - aqueles que trabalham nas estradas, levando produtos de todos os tipos para os mercados e postos de combustíveis e que, normalmente, não são valorizados pela maioria de nós -, em meio à qual tivemos [e ainda temos] de presenciar a falta de certos alimentos [ou o aumento exagerado dos preços dos mesmos], problemas de mobilidade urbana, dificuldades para abastecer os veículos próprios e até mesmo a interdição de atividades em escolas e universidades. Ironicamente, em contrapartida aos discursos inflamados daqueles que infestam as cátedras das instituições educacionais brasileiras [o termo é, de fato, infestar, pois uma boa parte deles são uma verdadeira praga] e que já disseram que "colocariam fogo no país", o segmento que, de certa forma, "parou o Brasil" não constitui nenhum "movimento pela justiça social" ou de "luta por democracia, igualdade e diversidade", mas uma porção da população que realmente "trabalha" - ora, somente quem trabalha pode "parar um país". 

Em suma, sem delinear qualquer juízo de valor mais específico sobre a "greve dos caminhoneiros", o que gostaria de destacar é que, em última instância, somos mais vulneráveis do que normalmente acreditamos, visto que alguns dias de "deficiência" numa certa peça da "engrenagem do país" nos tomaram de sobressalto e ratificaram que somos dependentes daqueles dos quais nem sabemos os nomes nem o lugar onde moram. Isto é, o confronto com nossa vulnerabilidade e com nossa dependência deveria nos conduzir primordialmente à humildade e, em seguida, à diligência, a fim de sermos mais cuidadosos com o que realmente importa da vida e, sobretudo, mais conscientes da realidade expressa nas palavras do salmista, que disse:

Tu reduzes os homens mortais ao pó, e dizes: tornai, filhos dos homens! [...]
Tu os levas como em uma corrente; eles são como um sonho; são como a erva que verdeja pela manhã,
De manhã ela floresce e verdeja, e à tarde murcha e se seca. [Salmo 90, vs. 3, 5-6] 

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De modo bem explícito, Deus é quem coloca o homem no seu devido lugar - o lugar de "pó" - e faz com eles o que Lhe apraz, assim como Ele faz as ervas florescerem pela manhã e se secarem no fim do dia. Em outras palavras, a vida do homem não é mais do que um "vapor que aparece por um breve momento" e que, depois, "se desvanece como uma fumaça". Discordando [dessa vez] do Renato Russo, nós "não temos todo o tempo do mundo" e devemos estar preparados para o momento em que o nosso chegar ao fim

Apontar.

Apontar também é um verbo [transitivo direto ou indireto, a depender do caso], sendo uma palavra normalmente relacionada a indicar uma direção ou local - a placa "aponta para a direita" -, pontuar uma observação - "ele apontou os meus erros" - ou mesmo tem conotação de ultraje, como na frase "...não aponte o dedo para mim!...". Obviamente, "apontar" também se refere ao ato de direcionar uma arma para o alvo desejado, seja numa competição de tiro, seja numa ação policial ou mesmo numa guerra de maior escala, a cujo significado me deterei nesse texto, pois que, da mesma maneira que é necessário estar preparado para enfrentar a realidade com todas as coisas que nela estão inclusas [em certo sentido, a realidade é como uma "caixa de Pandora", de modo que não é possível fugir dos males e dores quando se está diante dela], é preciso "apontar a direção certa antes de se iniciar o ataque" e, finalmente, é preciso atacar. 

De modo simples, todos possuem em suas consciências a noção de "bem e mal" - ainda que haja a inversão aludida pelo profeta Isaías no anúncio de juízo sobre aqueles que "...chamavam o 'mal de bem' e o 'bem de mal'..." [cap. 5, vs. 20] - e, portanto, a "luta do bem contra o mal" sempre fez parte da vida e da história humanas [seja na realidade experienciada, seja nos reflexos da realidade presentes nos contos e estórias fantásticas, seja de outra maneira qualquer], a tal ponto de que mesmo os mais relativistas e/ou revolucionários dentre os seres humanos [que insistem em afirmar que "não existem absolutos, nem a verdade, nem o certo, nem Deus nem nada semelhante e que, por isso, invertem toda a noção de bem e mal] vivem por um suposto "bem" a ser conquistado num futuro porvir, de forma que tudo o que impede a concretização dessa "luta" representa o mal e, logo, deve ser destruído

Isto posto, será que a assertiva de Jesus Cristo na qual se lê que "...os filhos deste mundo, no trato entre si, são mais astutos do que os filhos da luz..." [ver Lucas 16, vs. 8] não deve inquietar a quem não tem se "preparado para o front" nem "orado a paz" a fim de "apontar para a fé e remar"? 

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Porém... contra quem estamos lutando? 
Melhor dizendo, contra quem devemos lutar?
Além disso, "apontar para a fé" é suficiente? Fé em quê? Em quem?

Agora é a hora de por "fogo no que resta dessa publicação"!

Fogo!

"Fogo!" é a última palavra dita antes do ataque, da investida, do tiro, da bomba lançada ou da bala de canhão que sai da fortaleza de proteção na região costeira e, nesse texto, carregará o sentido de "ultimato", de "veredicto", um autêntico "Kill Bill" - ora, depois de "preparar" e de "apontar", o que resta é "dar fim ao que foi planejado", é "acertar o alvo", é "destruir o inimigo" e "concluir a missão". No que se refere aos aspectos sociais, eu tenho visto inimigos em toda a parte - a maioria deles como "lobos devoradores vestidos como ovelhas" -, diante dos quais qualquer resistência parece quase sempre impotente. Por exemplo, como lutar contra a desinformação triunfante e massificada que promove falsos heróis por todo o mundo, esconde [até onde é possível] os crimes hediondos dos verdadeiros bandidos dos últimos 100 anos e que corrompe o imaginário popular em todas as esferas do pensamento ao fazer da combinação "meias verdades com velhas mentiras" [nas palavras do Anatolyi Golitsyn] ser o "óbvio ululante"? E o que dizer do "Establishment" que se torna cada vez mais totalitário enquanto se denomina "o povo oficial"? Guardadas as devidas proporções, eu me vejo como alguns dos escritores dos Salmos nos momentos em que eles se viram cercados por hordas de inimigos a ponto de se "sentirem presos sem poder sair", contudo a mesma esperança deles é também a minha - eu não me esqueço da Lei de Deus, eu me apego às Suas "palavras antigas" e sou consolado, eu confio em Seu poder e sei que Ele é a minha salvação. Por que, então, ter medo? No Dia do Senhor, eu contemplarei com os meus olhos o castigo dos ímpios [Salmo 91, vs. 8]. 

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No entanto, esses inimigos não estão restritos aos âmbitos político, cultural e civilizacional, de modo que é preciso colocar "fogo" em outras coisas que ainda restam - nesse caso, nada do que "resta" exige mais diligência quanto a ser "queimado e consumido" do que o meu pecado remanescente. 

Os antigos puritanos, particularmente o notável John Owen, diziam que a nossa luta para mortificar o pecado deve ser diária, constante e incansável, pois se o pecado não morrer na batalha, sou eu que sou/serei morto por ele. As Escrituras nos relatam que "...não chegamos ao ponto de derramar nosso sangue na luta contra o pecado..." [Hebreus 12:3], dando a entender que, se for necessário, melhor é perder a própria vida do que pecar - ainda que, enquanto estivermos nesse corpo, não estaremos totalmente livres de sua influência. De fato, esse conceito é tão real que, quando começamos a levar essa guerra a sério, percebemos que somos capazes de cometer pecados que jamais imaginamos que praticaríamos, até mesmo de modo recorrente. Em outras palavras, "o pecado é pior do que o próprio inferno", pois o inferno é uma expressão da justiça de Deus - por mais terrível que ele seja -, mas o pecado não traz bem algum em si mesmo nem aponta para bem algum por si mesmo. Conseqüentemente, embora eu possa ter vontade de "lançar fogo" em muitas direções [se eu as listasse aqui, eu perderia os poucos leitores que ainda tenho], a maior urgência é sempre contar com o auxílio divino para vencer as batalhas diárias contra o meu pior inimigo [eu mesmo, pelo pecado que habita em mim], auxílio que pode ser descrito como um fogo consumidor que purifica um metal precioso, retirando a escória e deixando apenas o que tem valor. 

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Finalmente, creio que não poderia deixar de citar o episódio no qual Deus confundiu a sabedoria humana bem como transtornou o universo inteiro [por assim dizer], pelo qual Ele consumou a vitória sobre esse inimigo atroz incluindo em Seu plano o crime mais hediondo de toda a história - i.e., Deus enviou o Seu Filho ao mundo, Jesus Cristo, para "destruir as obras do diabo" (ou seja, o pecado e todas as suas conseqüências) através de sua morte na cruz como um maldito do próprio Deus, cuja execução foi planejada ardilosamente por muitos da elite religiosa da Judéia sob as mãos de homens como Pilatos e Herodes, de modo que as Escrituras afirmam que "...se reuniram contra o Teu Santo Servo Jesus, a Quem ungiste, aqui nesta cidade, Herodes e Pôncio Pilatos, juntamente com as nações e com todo o povo de Israel, para fazerem tudo o que a Tua vontade e o Teu conselho haviam predeterminado que acontecessem..." [Atos 4, vs. 27-28]. Nas palavras do pastor norte-americano John Piper, "...nunca deixará de ser um escândalo o fato de Deus ter escolhido salvar o homem pecador por meio do assassinato premeditado de Seu Filho inocente..." - em outros termos, a mensagem do Evangelho é uma loucura (e sempre o será) para aqueles que estão perecendo, mas para os que são salvos, Cristo é poder e sabedoria de Deus, cuja "fraqueza é mais forte do que os homens" e "cuja loucura é mais sábia do que os homens". 

Nesse mistério de amor, Deus "pôs fogo" em Seu amado Filho ao lançar a Sua ira santa sobre Ele, o único que não cometeu pecado, para que Ele bebesse o cálice da ira sem que restasse nenhuma gota para nós e, em troca, pudéssemos "erguer o cálice da salvação e invocar o Seu nome". O que dar, então, a Ele, por esse tão supremo benefício que Ele nos fez?

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É preciso estar preparado para lutar contra os inimigos certos e da maneira certa - no meu caso, os que julgo ser mais perigosos são as "meias verdades misturadas com grandes mentiras" e o meu próprio pecado, além do próprio diabo, logicamente.

É preciso ir além de se ter "fé", mas ter fé no lugar certo, na pessoa certa - ou seja, "apontar para a fé" deve ser, na verdade, "apontar pela fé" para "Aquele que é o Autor e consumador da Fé", a saber, O Cristo, Jesus de Nazaré, o Salvador do mundo.

Em último lugar, a partir do momento em que se é resgatado da Cidade da Destruição, se começa a peregrinação rumo à Cidade Celestial, de forma que o "cristão" tem uma missão a cumprir - a missão de nunca se desviar do caminho que o levará ao destino e, enquanto caminha, deve convidar em nome dAquele que o enviou, seja qual for o lugar, tantos quantos puder para entrarem na mesma peregrinação. De fato, muitas vezes será necessário "por fogo no que restar da embarcação" e, dessa maneira, "não ser tentado a abandonar a missão". Ora, "quem põe a mão no arado não deve olhar atrás", pois assim como quem olhou para trás de direção de Sodoma e Gomorra pereceu ou virou "estátua de sal", aqueles que fugiram da ira divina "olhando para a frente" enquanto se tinha oportunidade foram postos a salvo [vide Gênesis 19]

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Você está preparado para o fim dos seus dias? 
Se ainda não se preocupou com isso, até quando vai achar que pode continuar "seguindo a sua vida sem reconhecer que está preso?"

Para onde a sua fé está apontando? Você tem a sua fé posta no lugar certo?

Você tem lutado contra os inimigos certos? Tem "lançado fogo" no que realmente deve ser consumido antes que você se consuma? Se ainda não, "fogo"!





Pela esperança de que minha mira está bem ajustada,





Soli Deo Gloria!