segunda-feira, 13 de junho de 2016

De memórias sobre graça, paixão e missão...

Não pretendo escrever muito dessa vez
Até porque, em certos momentos,
Falta criatividade ou, por outro lado,
É melhor ser sucinto, bem sucinto -
Ora, já existe muita gente por aí
Que vive de "textão" e de futilidades. 
Quero apenas registrar algumas memórias,
Memórias que devem ser seguramente guardadas.

Inicialmente, o final do semestre - 
Provas enormes, seminários e pesquisa
Além do aprendizado de uma nova língua
Estavam por hora concluídos... Ufa, "c'est fini"!
Eis que, finalmente, era chegada a hora
De começar a andar de "avião em avião".
Primeira parada: a terra dos altos coqueiros
Ou "Manguetown" - a minha "segunda capital",
Como já faz parte da tradição.
E valeu a pena - rever amigos, bem como fazer outros
[Sejam "suaves como a brisa" 
Ou do tipo "99% sarcasmo e aquele 1% empatia" - ah, Olinda!],
Mas, sobretudo e acima de tudo,
Experimentar "mais graça" - para ontem, hoje e sempre.

Horas de espera para se chegar ao destino 
E, quando enfim já se estava a caminho
Uma certa voz fez todo sentido -
"Parece que não vai chegar não, mas vai"... Chegou!
O que estava por vir? Diversão e crescimento,
Desafios e alguns instantes de descanso,
Tensões que nos ensinam a viver,
Incluindo até prática de inglês com "acento holandês"
- Ja, Goedenavond, God is liefde!
Em todas as coisas, graça - favor divino,
Favor que suplanta qualquer demérito,
Pelo qual a Sua justiça foi satisfeita 
E o Seu furor apaziguado,
Tudo para glória do próprio Deus,
Na pessoa de Seu Filho Amado.


Entretanto, a jornada não havia acabado
Pois restava ir um pouco mais longe -
Longe conforme os mapas ou fuso-horários
Porém, perto e bem perto
Para quem "faz da estrada o seu lar".
Deus. Paixão. Missão.
São essas as palavras que definem a aventura
Através das escalas e "pontes aéreas",
Ao longo das paradas de ônibus ou estações de trem,
Com mala na mão, mochila nas costas,
Mas sem ver "de longe o trem partir 
Com o bilhete nas mãos" - foi bom ser pontual!
Em cada instante, era bom ouvir aquele "accento":
- "Siamo in arrivo a Verona Porta Nuova"
Ou "Allontanarsi dalla linea gialla"
De fato, "são as pequenas coisas que valem mais".


Contudo, dentre todas as memórias -
Desde a genialidade do gótico medieval
Até a beleza de campinas e vilarejos,  
Bem como o encanto "delle spiaggie e delle Dolomiti"
As mais valiosas são as mais desprezadas
Visto que para que sejam reconhecidas como "belas"
Se faz preciso "nascer de novo",
Pois todos nascemos "espiritualmente mortos"
E, assim, não vivemos para o fim 
Para o qual fomos criados.
Trocamos o Criador pela criatura
Ou buscamos o Criador em troca de felicidade,
Em vez de nos devotarmos somente a Ele
Reconhecendo-O como a "fonte de águas vivas"
A fim de não mais cavar cisternas rachadas.
Sim, "precisamos ser mais relembrados que ensinados"
- Ajuda-me, ó Deus, a não Te substituir
Por colocar meus olhos em coisas inúteis,
Mas "farmi vivere nelle vie che Tu hai stabilito"


De resto, permanece a convicção
De que, de uma certa maneira,
Existem pessoas que não tem um lar definido.
Elas podem ter nascido aqui ou acolá,
Todavia muitas vezes se percebem sendo parte
De uma terra que não é a sua própria.
É uma espécie de "saudade invertida" -
Coisa de quem "mora em qualquer lugar"
Ou irá "morar em tantas casas que não se lembrará mais".
Na verdade, não é isso o que importa -
Para esse tipo de pessoa,
O que vale é "ter a Presença consigo",
Sem a qual não se pode dar um passo sequer,
Presença que traz descanso ao longo da caminhada,
Posto ser mais preciosa do que qualquer bem
Sendo destino último de todo bom peregrino - amém





Soli Deo Gloria!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Entre o rigor e a misericórdia...

Depois de aproximadamente dois meses de abstinência forçada – meu velho e querido computador estava em manutenção -, estou de volta.

Não quero perder muito tempo com detalhes desnecessários, visto que em dois meses muitas idéias e reflexões surgiram - embora não fosse possível publicá-las, uma a uma. Dessa maneira, decidi expor alguns breves pensamentos sobre um “impasse” que tem ocupado minha mente, cuja inspiração é o título de uma composição do Lobão: a tensão entre o rigor e a misericórdia. Por fim, parafraseando outra canção, espero “que o desenlace desse impasse termine em valsa”, se assim Deus o conceder.


Rigor e misericórdia.

Inicialmente, é bom considerar que, ao ouvirmos a palavra “rigor”, logo nos remetemos a exigências, à submissão a um padrão determinado, a severidade ou mesmo a arbitrariedades quaisquer, de modo que o adjetivo relativo “rigoroso” normalmente não tem uma reputação positiva – ora, não gostamos de nos submeter a normas inflexíveis, de seguir padrões que não combinam com nossas próprias opiniões ou mesmo de nos adaptar a certas imposições externas inesperadas ou repentinas. Por outro lado, quando a situação está a “nosso favor”, simplesmente tudo muda como que “da água para o vinho” – isto é, temos a tendência de abusarmos quanto à medida desse “rigor” ou mesmo de exigir dos outros o que nem nós mesmos somos capazes de atender, o que faz alusão à máxima do revolucionário comunista Trotsky sobre a duplicidade moral: “uma é a nossa moral; outra é a moral deles” [entenda-se “deles” como uma palavra referente aos inimigos da revolução, neste caso].

Por outro lado, quando escutamos a palavra misericórdia, a sensação inicial é oposta à anterior, pois “misericórdia” aponta diretamente para a idéia de favor, condescendência, compaixão, clemência ou [conforme a raiz do significado das duas palavras que dão origem à expressão] de “ter o coração propício à miséria alheia” – “miseriæ” = miséria (latim) + “καρδιά/cardiá” = coração (grego). Entretanto, da mesma maneira, a tendência humana – e isso atinge a nós todos, sem exceção, seja mais claramente, seja mais discretamente – é de sempre exigir mais misericórdia [uma vez que cada um se julga digno e merecedor de mais benefícios] e de demonstrar menos dela, fato que se justifica com base na mesma “duplicidade moral” supracitada ou no conceito de que o próximo não é “tão merecedor” dos mesmos benefícios que eu devo receber. Nesse contexto, se fazem pertinentes algumas palavras presentes no Evangelho de Mateus, nas quais Jesus Cristo afirma que “com o juízo com que julgarmos, seremos julgados, e com a medida com que medirmos os outros, nós seremos medidos” – ver Mateus 7, vs. 2.


Logo, eis o dilema: qual dos dois escolher?
O rigor? A misericórdia? Os dois?
Quanto? Quando? Como?
Espero ser bem-sucedido na tentativa de buscar uma solução.

Dessa forma, tendo sido postos os fundamentos básicos para a exposição do tema, uma das aplicações mais oportunas desse “dilema” é o quadro nefasto do mundo moderno, que pode ser resumido nas palavras afiadas do profeta hebreu Isaías [conforme o livro que leva o seu nome], que disse “...ai daqueles que chamam ao mal ‘bem’ e ao bem ‘mal’, que chamam a luz de ‘trevas’ e as trevas de ‘luz’, que chamam ao amargo ‘doce’ e ao doce ‘amargo’...” (Isaías 5, vs. 20). Ou seja, a lei, o senso comum, a norma basilar de conduta é a “inversão total” de todo e qualquer valor ou padrão – como escrevi no post anterior, “o que não é, é... e o que é, não deveria ser”. Logo, dentre as diversas manifestações dessa “inversão”, está o fato de que o “rigor” é algo cada vez mais “démodé” [ou “fora de moda”] e, em contrapartida, a “misericórdia” é usada de modo cada vez mais banal e leviano - por exemplo, a grande parte daqueles que cometem crimes (inclusive hediondos) são apenas “vítimas da sociedade e do sistema desigual” [e, por isso, não podem ser responsabilizados pelos delitos que cometem – é muito “rigor”, não?], ao passo que se busca, de todas as maneiras possíveis e imagináveis, ou justificar o injustificável ou ter misericórdia de quem não é miserável mas, pelo contrário, promoveu e promove miséria [como, por exemplo, as centenas de milhões de mortos por proponentes de uma “ideologia” – ou seria uma religião política? - que devastou o século XX com genocídios por todo o mundo ou a legitimidade de uma religião que matou mais de 600 milhões de pessoas desde o seu surgimento até hoje]. Em suma, é “falta de rigor” com quem merece rigor e misericórdia desperdiçada com quem não está apto para recebê-la.


Além disso, outro aspecto explicitado no texto profético é que o destino preparado para aquele que “chama o mal de bem e o bem de mal” é indicado pela interjeição “ai!” – isto é, “quem dera não fosse verdade!”, “que desventura!” ou, fazendo menção da declaração de Jesus a respeito de Judas Iscariotes, o traidor: “melhor lhe seria não ter nascido!” [Marcos 14, vs. 20b]. Em outros termos, o que está por vir sobre todos esses “agentes de perversão” é somente rigor, com total ausência de misericórdia – neste caso, não haverá dilema algum, pois está escrito a esse respeito que “assim como a palha é consumida pelo fogo e o restolho é devorado pelas chamas, assim também as suas raízes apodrecerão e as suas flores, como pó, serão levadas pelo vento, pois rejeitaram a Lei do Senhor e desprezaram a palavra do Santo de Israel” [Isaías 5, vs. 24]. O texto é claro – a razão da punição “com todo o rigor” é a rejeição da Lei de Deus e o desprezo para com a Sua Palavra, mas... Como pode ser isso? Um livro antigo, “ultrapassado”, retrógrado, “homofóbico” “machista”, “racista”, "fascista”, [“motorista”, “taxista”, “eletricista” etc.] realmente deve ser considerado digno de tal reverência? Antes de tudo, uma coisa é certa: a sua opinião (nem qualquer outra) a respeito não faz a menor diferença.

Todavia, agora, respondendo à pergunta, “o meu voto é sim!” - uma vez que esse “livro” não é somente mais um “livro”, mas é um livro que afirma ser “a verdade” [João 17, vs. 17], bem como que está “para sempre firmado no céu” [Salmo 119, vs. 89], que é “lâmpada para os pés e luz para o caminho” [Salmo 119, vs. 105], sendo também “poderoso para salvar a alma” [Tiago 1, vs. 21] e que, na prática, ao longo desses dois milênios da chamada “era cristã”, mudou civilizações inteiras e construiu outras [particularmente a nossa “civilização ocidental”, que está cada vez mais entrando em colapso, exatamente pelo abandono deliberado do “Livro”], tornou homens maus e incrédulos em homens piedosos e sábios (a exemplo de muitos dentre os chamados “Pais da Igreja” e os “teólogos reformados”), levantou incontáveis mártires que deram suas vidas [o que existe até hoje, enquanto você está lendo esse texto] por sua fidelidade à mensagem do “Livro” (como os famosos Policarpo de Esmirna ou Jan Huss, além da desconhecida Blandina de Lyon e Latimer da Inglaterra) e que, acima de tudo, continua a fazer com que homens e mulheres pecadores, em todo lugar, percebam a sua condição e, conscientes da condenação divina que está sobre eles, recorrem ao único escape possível, o qual [ironicamente] é DeusDeus encarnado, o Deus-Homem, Jesus Cristo, o único Mediador, aquele em quem o Criador reconciliou consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados [1 Timóteo 2, vs. 5 e 2 Coríntios 5, vs. 19].


No entanto, o dilema continua em suspenso... Rigor ou misericórdia?

Bem, a partir da realidade de que, em primeira instância, o veredicto que pesa sobre todos nós, seres humanos, é “rigor total e misericórdia zero”, pois “todos os que tropeçam em um ponto da Lei de Deus se tornam culpados de transgredir todos os outros” [Tiago 2, vs. 10] e, dessa forma, “...todos os que estão debaixo da Lei estão debaixo de maldição, pois ‘maldito todo aquele que não atentar para todas as coisas escritas na Lei, para as cumprir’...” [Gálatas 3, vs. 10], de modo que a tensão diante da qual estamos não tem uma resolução feliz – melhor, tem a resolução mais infeliz que se poderia imaginar -, será que há algum espaço, por menor que seja, para misericórdia?

Sim, existe espaço – pois, quase que no mesmo lugar, está escrito que “a misericórdia triunfa sobre o rigor” [Tiago 2, vs. 13 – adaptado].


Mas, como que funciona esse triunfo?

Bem, essa é a parte da postagem que resolve o nosso “dilema” - pois, para que a “misericórdia” triunfasse, foi necessário rigor, muito rigor, o rigor mais horripilante que se poderia conceber - visto que a maior demonstração de misericórdia jamais dada [antes, hoje e para sempre] incluiu o rigor de Deus em satisfazer a Sua demanda por justiça, de maneira que o próprio Deus teve que suportar esse rigor em seu corpo e em sua alma, pois Ele suou gotas de sangue enquanto orava angustiado na solidão do jardim [Lucas 22, vs. 44], disse “tenho sede...” [João 19, vs. 28b] poucos momentos antes de morrer crucificado em aparente vergonha e deu o grito mais indecifrável da história: “...Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” [Mateus 27, vs. 46], sobre o qual afirmou certa vez Martinho Lutero: “...após algumas horas lutando para compreender essa passagem, reconheci que ‘Deus abandonando Deus’ está muito acima de qualquer compreensão...”. De fato, Deus resolveu o dilema de se escolher “entre o rigor e a misericórdia” unindo ambos em um só ato e em Si mesmo, para que a Sua sabedoria, que “torna louca a sabedoria deste mundo”, fosse manifestada a todos, na terra e nos céus, a fim de que Seu plano eterno de salvar um povo para Si fosse cumprido e, assim, Seu nome fosse glorificado como Lhe é devido – ou seja, “entre o rigor e a misericórdia”, devemos aprender com Ele, que conciliou a dureza requerida para apaziguar Sua ira com a bondade necessária para efetuar a Sua redenção.  


E nós? Como temos agido?

Agimos somente, e em todas as circunstâncias, com um rigor seco e desprovido de graça?
Ou, por outro lado, temos sido “politicamente corretos demais”, vendo luz onde só existe trevas, quando Jesus Cristo afirma que “se a luz que há em nós é na verdade trevas, quão grandes trevas serão” [Mateus 6, vs. 23]?




Pela alegria de que Ele foi “rigorosamente misericordioso” comigo,





Soli Deo Gloria!

segunda-feira, 7 de março de 2016

De "marxianos" que invadiram a terra...

Hoje eu não quero ser simpático.

Hoje eu não estou afim de muita "tolerância", "polidez" ou qualquer coisa modernamente classificada como "politicamente correto".

Na verdade, faz algum tempo que ando cansado de lidar com uma "ditadura de ofendidinhos", os quais estão espalhados por toda parte - eles realmente são uma praga ou, no bom "nordestinês", "sar misera!" -, porém existem momentos em que o "99% fúria, mas aquele 1% paciência" deixa de existir e esse último % desaparece, restando somente a raiva. Muita raiva, melhor dizendo.

Em suma, a melhor coisa é que eu escreva esse texto mesmo - não me imagino com um rifle ou uma AK-47 nas mãos uma hora dessas. 


Sem rodeios, o título desse texto faz uma referência a uma canção pouco conhecida da Legião Urbana, chamada "Marcianos invadem a terra" - canção lançada no álbum póstumo "Uma outra estação" em 1997, porém datada dos anos 80 (provavelmente entre 1985-1986). Primeiramente, a música não fala exatamente de "invasão alienígena" ou alguma coisa semelhante, mas diz coisas bastante interessantes, as quais se mostram extremamente pertinentes - caso sejam honestamente compreendidas e aplicadas. 

Inicialmente, quando falamos de "marcianos", estamos nos referindo a prováveis habitantes de Marte, o famoso "planeta vermelho", que é o 4º mais afastado do Sol. Embora alguns estudos astronômicos parecem indicar a probabilidade da existência de condições favoráveis à vida em Marte (sejam elas vigentes, sejam referentes a outros momentos da história do universo), a pergunta da música "será que existe vida em Marte?" continua sem uma resposta definitiva. No entanto, não é exatamente disso que irei tentar falar aqui - como supracitado, esse não será um texto psicoterapêutico. Quanto mais "desmotivacional" eu tiver sido, melhor esse texto será. 


Pois bem, o que tenho pensado nesses dias pode ser melhor assimilado a partir de uma perspectiva um tanto "lúdica" do título da canção, bem como da abordagem fiel de alguns dos seus trechos. Logo, de certa forma, quero começar afirmando que existem "marcianos" que já invadiram a terra há algum tempo [de fato, desde o século XIX], os quais também têm seu próprio "planeta vermelho". Começando pela Alemanha e um certo "manifesto" publicado em 1848, seguindo até a primeira metade do século XX e o espalhamento de sua "luta revolucionária armada" para a tomada do poder por onde passassem, acompanhada posteriormente de diversas mudanças de estratégias de influência [ao deixar a luta armada em "standby" para buscar dominar a cultura, a educação, a mídia, a religião e tudo o mais] e que, neste exato dia, continua sendo entendida por muitos, e em todo lugar, como "os patenteadores da virtude" ou "o monopólio da verdade"... Mas a verdade e a virtude não são relativas? 

Sim, o poeta da canção diz na letra que "marcianos invadem a terra...", contudo talvez ele não tenha pensado que essa "invasão" já estava tomando forma de uma verdadeira "hegemonia" já na época em que a música foi composta por ele e que, devido à sua morte precoce há quase 20 anos, o mesmo não pôde ver o aumento desse "totalitarismo disfarçado de democracia" que assola a nação [não é possível imaginar qual seria a sua posição diante dessa realidade] - e não somente nossa nação, mas todo o mundo, tendo (particularmente) consequências drásticas para o Ocidente. 


Nesse sentido, é pertinente salientar/destacar alguns trechos dessa letra, começando por este:

"Cuidado com a "coisa" coisando por aí
A "coisa" coisa sempre e também coisa por aqui
Sequestra o seu resgate e envenena a sua atenção
É verbo, substantivo, adjetivo e palavrão..."

Cuidado com a "coisa" coisando por aí.

Talvez não exista frase mais pitorescamente perfeita para descrever o estrago que os "marcianos" (ou seriam MARXianos?) estão fazendo a cada espaço que ocupam - ora, nada mais óbvio que "ocupar espaços para ter o controle total", a partir do momento em que se entende a chamada "revolução cultural" - idealizada pelo filósofo Antonio Gramsci (fundador do Partido Comunista Italiano) e aplicada desde os anos 1930 pelo genocida Josef Stalin, um dos lastimáveis ditadores comunistas da "extinta" URSS, seguidos por teóricos da Escola de Frankfurt (como Hebert Marcuse) - pela qual os valores comunistas/socialistas [abolição do Direito Ocidental, fim da família tradicional - para a família dos outros, é claro -, extinção de todo traço da moral judaico-cristã, a negação de todo valor absoluto, a divisão de tudo em "oprimidos e opressores", novilíngua etc.] seriam introduzidos em todos os âmbitos da sociedade de modo que todos se tornem comunistas sem perceber, achando-se "livres" em suas "escolhas" quando simplesmente seguem sugestões decorrentes de "engenharia social" e "subversão ideológica" [ou seja, IDIOTAS ÚTEIS, como dizia o próprio Lenin]. Portanto, assim como se deve ter cuidado com a "coisa que está coisando por aí", você e eu precisamos ter cuidado com essa tal "revolução" - todos nós, de certa forma, somos afetados por ela, ou mais ou menos -, para que ela não "sequestre o resgate de sua autonomia de consciência" de uma vez por todas bem como não "envenene a sua percepção de si mesmo e da realidade ao redor", pois ela "é verbo" - "não passarão!", "é substantivo" - "liberdade de expressão!", "é adjetivo" - "...estou me sentindo oprimido!" e também "é palavrão" - "quero que eles enfim no ** todo o processo". 


Por outro lado, existe mais uma estrofe muito oportuna da música - a minha preferida, inclusive -, que diz:

"E existem muitos formatos
Que só têm verniz e não têm invenção
E tudo aquilo contra o que sempre lutam
É exatamente tudo aquilo que eles são...". 

É difícil ser sucinto partindo dessa estrofe - minha vontade é de trabalhar com ela assim como se faz numa pregação do tipo "expositiva", analogamente ao célebre Martin Lloyd-Jones (quem lê, entenda) -, mas a síntese do que quero dizer é: nunca vivemos uma época em que tudo é baseado em fingimento e ilusão como essa, onde a maior parte dos intelectuais, artistas, escritores e professores universitários são "santos do pau oco" [aparentemente cheios de argumentos, mas tudo não passa de trapaça], na qual "o feio é belo e o belo deve ser degradado", onde "o que não é, é... e o que é, deve deixar de ser", onde "a corja de assassinos, covardes, estupradores e ladrões" são vítimas das "zé-lites", da "mídia golpista", de "condução coercitiva", dos "fascistas da direita" [vai estudar história!] e demais "jargões" e, sobretudo, onde "a mentira é verdade e a verdade é mentira, mas a verdade não existe" - todavia, essa é a única verdade. Verdade ou mentira? Quem se atreve a resolver esse grande enigma de nossos "novos iluminados" do século XXI (que não sabem distinguir entre "mais e mas" e não entendem nada sobre desinências verbais do infinitivo)? Ora, viva Paulo Freire! 

Mas não é apenas isso. 


Tudo aquilo contra o que sempre lutam, é exatamente tudo aquilo que eles são.

De longe, essa é a assertiva mais precisa, certeira e irrefutável da canção, pois se encaixa adequadamente com uma "notável" máxima do anteriormente citado Lenin, que disse em relação ao confronto com os inimigos da revolução comunista: "acuse-os do que você faz, e xingue-os do que você é"

Isto é, sempre que você ver nas redes sociais, na TV (ou mesmo pessoalmente) algum esquerdista/comunista/socialista - seja ele militante, seja do tipo "não sou petista, mas..." ou pura massa de manobra mesmo - chamando alguém de "fascista--racista--xenofóbico--homofóbico--elite branca machista cis-hétero-patriarcal-eurocêntrica--islamofóbico--preconceituoso etc.", quem é "fascista, machista, homofóbico, racista" e tudo o mais é ele... "ELE NÃO, ELX, seu epistemicida transfóbico", pois você não sabe como ELX se define! Enfim, no fim das contas, cada pessoa é responsável pelas consequências das convicções que adota para si como verdadeiras, mas eu gostaria de dizer que eu tenho visto gente que se diz "cristã", seguidora de Jesus de Nazaré, que tem vocação missionária (ou já teve, talvez) e que, por se dizer seguidora Dele, deveria saber muito bem que quem diz pertencer a Cristo não tem mais autonomia de pensamento à parte da revelação das Escrituras Sagradas (ou, em outras palavras, deve ter "a mente de Cristo") - a nossa Bíblia, amada por poucos e odiada por quase todos - sendo levada facilmente por todas essas parafernalhas citadas acima, a ponto de defender ardentemente os valores (ou seriam "desvalores"?) dos que odeiam o Deus no qual dizem crer e ainda se enxergam como "fiéis" ao Evangelho. Não, vocês não estão sendo fiéis ao Evangelho, mas sim a algum "outro evangelho" que a Bíblia abertamente classifica como "maldito" - vide Gálatas 1:6-9. 


Mas espere um pouco, - você diz. Como você pode afirmar isso?

Pois bem amiguinho (ou "amiguinhx" - na moral, isso é ridículo!)... vamos lá. 

Posso começar citando exemplos de pessoas que colocam em seu facebook "sou cristã feminista" [nada disso, ou você é cristã ou você é feminista - se você realmente acha que Deus implora pela sua presença no céu enquanto você tenta misturar a pureza da Palavra Dele com suas ideologias mundanas, tira seu cavalinho da chuva (mas por que cavalinho e não "eguinha", seu machista?!) ou apóia veementemente toda a retórica relacionada ao feminismo, assim como de cristãs que falam o tempo todo de "empoderamento negro" [que Oscar "branco"!], "empoderamento feminino" [vai lá mostrar o seu "Girl Power" nas minas de carvão, nas obras de mobilidade urbana de sua cidade ou na construção do shopping que você quer visitar "cazamiga"!], "empoderamento popular" [todo mundo diz que odeia o "capitalismo selvagem" mas ama tudo o que só ele pode dar]... Que obsessão é essa por poder? Quem tem todo o poder sobre tudo é Deus (o mesmo que você diz que ama, que louva aos domingos e diz servir quando posta suas fotos dando cesta básica para mostrar o quanto você é "relevante") e não você. Se não me falha a memória, o primeiro ser a ter obsessão por poder total provavelmente foi Lúcifer (ou satanás) - ou seja, você pode estar imitando a satanás e não a Deus -, visto que Deus nunca esteve vulnerável a ter "obsessões", pois Ele é santo e sempre reinou sozinho sobre todos e sobre tudo. Deus reina e todos os demais se rendem; entenda isso. Ele reina, e os povos tremem [vide Salmo 99, vs. 1]. 


Finalmente, quero fazer uma menção breve ao dia 8 de março - sim, ao Dia Internacional da Mulher -, afinal, "as mulheres são de Marte" e elas têm "invadido a terra", seja para o bem (me refiro às mulheres "mulheres") seja para o mal (me refiro a todas as outras modalidades indefinidas que nos cercam). Pois bem, amanhã se comemora o Dia da Mulher, porém nem todas as "mulheres" querem receber um "Feliz 8 de Março" ou ganhar flores ou um bom presente, pois isso é "uma construção social dessa sociedade judaico-cristã européia machista e patriarcal" e o que importa é a "luta pela igualdade e pelo empoderamento das mulheres em todos os espaços". Dentre essas, conheço até algumas "TUTTI CRENTINNI" que não querem receber tal gentileza - que legal, quem me conhece bem sabe que "fofura" não é meu forte e, portanto, a melhor coisa que alguém poderia fazer por mim num dia como esse é dar motivos para que todo o "ácido sulfúrico" interior seja lançado de mim e corroa tudo o que encontrar pela frente, especialmente a língua de quem diz coisas como essa. Em contrapartida, se você é uma mulher (mulher mesmo, do tipo "doçura sempre, mas frescura nunca"), sinta-se parabenizada - vocês conferem beleza à vida e ternura ao mundo - mas, se você é dessas "moderninhas cheias de mimimi", vá pro raio que te parta... com muita TPM de brinde!

Por tudo isso, não tive muito espaço para dar argumentos teológicos mais detalhados a respeito do que escrevi, porém saber que "Deus fez homem e mulher no princípio" para serem "uma só carne" [ver Gênesis 1:27 e 2:23-24] [não "homem e mulher, e os demais gêneros"], que o Evangelho é o Evangelho de Jesus Cristo, que é "a verdade" [João 14, vs. 6], que "cada um dará conta de si mesmo a Deus" (Romanos 14, vs. 12) [isto é, cada um é responsável pelos seus próprios atos, e não um "inimigo coletivo imaginário" recebe a culpa de todos] e, finalmente, que Deus reina sobre tudo e que todos devem temer e tremer diante disso, me leva à pergunta principal: você reconhece que Deus reina e treme ante a Sua presença? 


Se não, recomendo que isso seja feito agora mesmo, pois "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3, vs. 23) e, por isso, "Deus ordena a todos os homens, e em todo lugar, que se arrependam" [Atos 17, vs. 30] - arrependa-se não somente desses "pecados ideológicos" aqui mencionados, mas sobretudo do pecado de ignorar a Deus como aquele para quem você deve viver e, assim, aproxime-se de Cristo humilhado, porém com confiança Nele, pois Ele é "o único Mediador entre Deus e os homens" [1 Timóteo 2, vs. 5] e "pode salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles" [Hebreus 7, vs. 25].

Enfim, qual é a sua cidadania? "Marxiana" ou celestial?





Pela certeza de ter cidadania eterna,





Soli Deo Gloria!