segunda-feira, 11 de julho de 2011

Confissão de pecados para músicos - por Stênio Marcius


Confessamos e suplicamos arrependimento por termos nos desviado do Senhor Deus e da essência de nosso chamado...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque muitos de nós “ministramos” sem ter certeza da salvação, sem ter passado pelo Novo Nascimento...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque misturamos nossas iniquidades ao ajuntamento solene, causando repulsa ao Senhor Deus...

Confessamos e suplicamos arrependimento por considerarmos a Casa de Deus um lugar comum e não uma Casa de Oração...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque não vamos ao culto para adorar humildemente mas para “sermos vistos pelos homens”...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque não usamos os dons que recebemos do Espírito Santo de Deus para servir a Igreja mas para nos exaltarmos acima de nossos irmãos...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque ousamos tentar preencher a ausência do Espírito Santo nos cultos com nossas performances pseudo-piedosas...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque nos últimos vinte ou trinta anos nossas músicas e ministérios não tem produzido temor e conhecimento de Deus, nem mais santidade em nós e em nossos irmãos, nem conversões genuínas, e muito menos promovido a glória devida ao Senhor nosso Deus...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque se o meigo Filho de Deus entrasse hoje em nossas reuniões, Ele quebraria nossos instrumentos, derrubaria no chão nossos equipamentos de som e chutaria nossos holofotes e diria: “Tirem daqui essas coisas! A Casa de meu Pai não é lugar de show!”...

Confessamos e suplicamos arrependimento por que não honramos a Palavra de Deus em nossas canções mas temos ensinado todo tipo de coisa estranha, humanista, antropocêntrica, sensorial, sensual, que nada tem a ver com a sã Doutrina...

Confessamos e suplicamos arrependimento por gostarmos de ser tratados como “ídolos” por nossos pobres irmãos e de ver que eles se aproximam de nós tremendo para pegar autógrafos como se fossemos “celebridades”...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque chegamos depois que o culto começa e saímos antes que acabe pois se nossos irmãos conseguirem falar conosco, saberão que somos vazios e tudo em nós é só aparência...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque mercadejamos nossos dons, talentos e ministérios, trazendo desonra e escândalo ao Deus que dizemos servir...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque somos semelhantes a Igreja de Laodicéia; pensamos ser ricos, abastados não precisando de coisa alguma, e nem imaginamos que somos infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque tiramos o púlpito de nossas igrejas, elevamos as plataformas, enchemos tudo com canhões de luz e criamos coxias e assim o ensino e pregação da Palavra de Deus ficou em 3º ou 5° plano...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque embora cansados e empapuçados com nossas canções e ministérios não temos a coragem de parar, refletir e ver aonde tudo isso tem nos levado a nós e ao pobre povo que ainda ouve nosso badalar de sino...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque temos roubado a glória que só ao Senhor Deus pertence e temos acumulado sobre nós mesmos terrível juízo...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque deveríamos “pendurar nossas harpas nos salgueiros e chorar junto aos rios de Babilônia” até que a Igreja do Deus vivo fosse expurgada de toda a vaidade que promovemos no meio dela...

Confessamos e suplicamos arrependimento porque deveríamos parar com tudo o que estamos fazendo e talvez passar um ano ou mais cantando só os hinos tradicionais ao som do órgão até que sejamos convertidos e restaurados pelo Senhor Deus!


Que o Senhor tenha misericórdia de nós!



   Extraído de: www.canteasecrituras.com 


Soli Deo Gloria!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Música evangélica (?) - por Gerson Borges

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Tem muita coisa boa nisso tudo que temos visto e OUVIDO por aí... E tem muita coisa (para mim) absolutamente desnecessária, descartável, lixo religioso mesmo, sem medo de soar arrogante e presunçoso. Quem quiser me descartar que o faça. Pode. Deve. Mas não preciso argumentar ou provar nada: peguem e ouçam. Falo de um ponto de vista teológico-espiritual (conteúdo bíblico, coerência com o histórico ensino bíblico cristão, reformado e evangélico), de um ponto de vista estético (melodias óbvias, harmonias do tipo ctrl+c, crtl+ v, letras de mau gosto, ou seja, as fórmulas repetitivas dos clichês, clichês e mais clichês).

É: o BUSINESS tomou conta e as gravadoras seculares apostam no "Gospel" como a salvação da bancarrota fonográfica na era da pirataria e do download ilegal. "Você adora, a Som livre vende". Argh… Ricardo Barbosa está certíssimo: "Quem define o que cantamos no domingo são os executivos das gravadoras".

Essa semana, Hans Kung me acordou com um soco: "Será que tudo isso é "Cristão"? Só se for em um sentido tradicional, superficial, falso (…) nada disso é "Cristão" no sentido mais profundo, verdadeiro, original da palavra. Nada disso é verdadeiramente cristão: nada tem a ver com Cristo, em cujo nome se baseia". (Por que ser cristão hoje?, Ed Verus, p. 21).

Parafraseando, nada disso, esse mercantilismo, essa mc donaldização do culto comunitário, esse louvor fast food, essa droga de música e essa música-droga, ópio do povo (basta ver quem são os principais consumidores desses cds, dvds e shows…), isso NÃO É MÚSICA EVANGÉLICA. Tudo o que for genuinamente evangélico tem de dar na forma e no conteúdo UMA BOA NOTÍCIA. Da parte de Deus.

Isso, essa música banal, não tem (a) Beleza, isso não tem (a) Verdade. Isso não anuncia a Graça de Deus e o Deus da Graça, isso não está a serviço e a favor dos valores do Reino de Deus, isso não prega Jesus Crucificado, isso não pastoreia e edifica a sua Igreja. Isso é coisa de Mamom, é "dança ao redor do Bezerro de Ouro" (Eugene Peterson).

Música (e arte) Evangélica deveriam trazer consigo SABEDORIA. Isso, arte-sabedoria, foi magistralmente sintetizado por Harold Bloom: "esplendor estético, força intelectual e as nossas necessidades de beleza, verdade e discernimento". (Onde encontrar a sabedoria?, Ed. Objetiva, p. 13).

Encontro essa sabedoria nos Salmos, nos hinos protestantes, das letras esplêndidas de Guilherme Kerr, Sergio Pimenta e Stênio Marcius.

Música (e arte) Evangélica deveriam trazer consigo POESIA. Poesia é susto, invenção, novidade genial, artimanha e engenhosidade criativa. Poesia, saibam os senhores, é muito mais que rimas. Poesia é olhar a vida com olhos de criança, olhos de Deus: "Talvez o amor e a natureza foram desde muito cedo as jazidas da minha poesia", escreveu Pablo Neruda (Confesso que vivi - memórias, Ed. Difel, p. 12).

Poesia evangélica? Adélia Prado responde:
"Pensava assim:
Se a cama for de ferro e as panelas,
o resto Deus provê:
é nuvem, sonho, lembranças. "
(Terra de Santa Cruz, Ed. Record, p. 43)

Eu sei que corro perigo aqui. Por isso recorro a Ferreira Gullar: "Não pode nenhum poeta - nem ninguém ter a pretensão de estabelecer regras e rumos para a poesia (…) a produção do poema é absolutamente impossível de prever-se. " (Sobre arte, sobre poesia, Ed. José Olympio, p. 157) Mas que a poesia da canção Evangélica requer a leveza, a originalidade e a profundidade das Parábolas de Jesus, poemas de ouro, maravilhas teológicas e literárias, ah, isso requer e não tem conversa. Encontro essa poesia nas letras subversivamente cristãs de Gladir Cabral e Paulo Nazareth (Crombie).

A verdadeira Música Evangélica é PARA A IGREJA E (sobretudo) PARA O MUNDO, A CULTURA. Pode(ria) e deve(ria) ser cantada, entoada à boca grande em todo e qualquer lugar. É como as palavras do Eclesiastes, O Livro de Jó, as Doxologias de Paulo: poemas. Verdade de Deus, tesouro do Homem. Pode ser bíblica sem citar a Bíblia? Pode. Deve. Precisa! Feito o livro de Ester, um livro cujo autor não cita Deus, a oração "como artificio literário que visa a ressaltar o fato de que Deus é quem controla e dirige coincidências aparentemente insignificantes", como sacou Raymond Dillard (Bíblia NVI de estudo, Ed. Vida, p. 793) Palavrantiga, que banda maravilhosa! Qualquer um pode ouvir Carlinhos Veiga, Roberto Diamanso, Carol Gualberto, Jorge Camargo, Diego Venâncio, Glauber Plaça…

A verdadeira Música Evangélica é TRINITÁRIA: dialoga, convida, respeita o outro, compartilha, convida à Comunhão, sai do Eu, vai pro Nós ou insiste no Eu-Tu, como nos ensinou Martim Buber, filosofo judeu. A música que ouço por aí se dizendo evangélica " formulou, nas palavras sempre surpreendentes de Eugene Peterson, "uma nova trindade, que define o ’ eu ’ como o texto soberano para a vida (…) Pai, Filho e Espirito Santo são substituídos por uma trindade pessoal, muito individualizada, composta por meus desejos santos, minhas necessidades santas e meus sentimentos santos". (Maravilhosa Bíblia, Ed. Mundo Cristão, p. 47) Ju Bragança, Tiago Vianna, Elly Aguiar, Silvestre, Denis Campos me convidam a adorar ao Pai por meio do Filho no poder do Espírito!

A verdadeira Música Evangélica é, como toda arte, pequena ou grande, popular ou erudita, uma DÁDIVA. Sim, " toda obra de arte é uma doação, não uma mercadoria. As obras de arte existem simultaneamente em duas economias: a economia do mercado e a economia da doação (…) uma obra de arte é capaz de sobreviver sem depender do mercado, mas quando não há doação não há obra de arte (…) a arte que importa para nós - a arte que toca o coração, que enleva a alma, deleita nossos sentidos, essa obra é sempre recebida como um presente. " (Lewis Hyde, A dádiva: como o espírito criador transforma o mundo, Ed. Civ. Brasileira, p. 13,14)

Sim, meus caros e afetuosos amigos, eu quero (continuar a) fazer Música Evangélica. Será que me enquadro nesse parâmetros que a minha consiência e integridade me apontam? Poderemos resgatar das ruínas esse adjetivo tão precioso, enfiado na lama dessa industria religiosa?






Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Quais são os atalhos que nós temos seguido?



Caros leitores,


Após alguns dias sem postar aqui (em virtude do Congresso mencionado no post anterior, o qual foi bastante edificante), gostaria de deixar alguns links interessantes para vocês visitarem...


2. I wouldn't change a thing - Bill Bright ----- http://www.youtube.com/results?search_query=bill+bright&aq=f


Convido a todos a avaliar de forma crítica com base nas Escrituras todo o conteúdo sugerido... Espero que seja proveitoso!



PS: Hoje foi um dia especial, pois concluí o meu trabalho final de curso na faculdade, e estou mais perto de me formar... Deus é bom!



Soli Deo Gloria!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Congresso Estudantil Alfa e Ômega 2011 - (23-26/06) Salvador, Bahia

A partir de nós

A partir de você!

Isso mesmo! É desafiador, mas é dessa forma que queremos que você se sinta. Deus tem colocado em nossos corações grandes sonhos para essa geração. Queremos ver movimentos liderados pelo Espírito Santo começando em cada universidade, em cada canto desta nação. E sabemos que Deus vai usar pessoas como você – universitário ou não – para concretizar esse sonho. Por causa disso é que vem aí o Congresso Estudantil Alfa e Ômega 2011.

Isso pode te deixar muito empolgado ou amedrontado: ‘como Deus pode me usar para coisas assim?’

Não importa qual seja a sua condição, estamos preparando e sonhando com um congresso no qual Deus irá revelar a grande obra que deseja fazer na sua vida e a partir dela. Cremos que serão dias inesquecíveis!

Junte-se a nós!

"...A glória de Deus é compartilhar... É dividir, repartir, multiplicar...
...O riso de Deus é a comunhão... Eu e você, querendo ser um coração...
...É ver a mão da gente estendida... Ver a nossa vida gerando mais vida..."

"...Assim como Tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo..." (João 17.18)

"...Na simpatia de todos nasce a igreja de novo... Povo de Deus, sal e luz pra todos os povos..."

"...Tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo em Cristo Jesus e nos confiou o ministério da reconciliação..." (2 Coríntios 5:18)


PS: E como diz uma certa música... Amanhã é 23!



Extraído de: www.alfaeomega.org.br/congresso2011



 
Soli Deo Gloria!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Dia do Químico - menção honrosa

A Química está presente na sua vida? Como?

 

 Vamos pensar um pouco?

  

Quando respiramos estamos fazendo parte de um processo químico. Como? Quando a planta é exposta à luz do sol começa o processo da fotossíntese, e isto é Química.

 A Química está presente em todos os seres vivos.  O nosso corpo sofre várias reações químicas por segundo para que continue a vida. O nosso cérebro comanda todas as nossas ações e isto também é Química. Vamos estudar tanto na Química com nas outras ciências como ocorre esse processo em nosso corpo.

O homem estuda os fenômenos químicos há muitos anos. Os alquimistas buscavam a transmutação de metais, bem como oelixir da longa vida. Mas o fato é que, ao misturarem extratos de plantas e substâncias retiradas de animais, nossos primeiros químicos também já estavam procurando encontrar poções que curassem doenças ou pelo menos aliviassem as dores dos pobres mortais. Com seus experimentos, eles davam início a uma ciência que amplia constantemente os horizontes do homem. Com o passar dos anos o homem aprendeu a sintetizar elementos da natureza, a desenvolver novas moléculas, a modificar a composição de materiais.

Hoje, sabemos a importância da química no nosso cotidiano. É impossível viver sem ter a química ao nosso redor. As transformações, as misturas, as soluções… Tudo isso é QUÍMICA.

 

A QUÍMICA MOVE O MUNDO...

Já imaginou as indústrias? As siderúrgicas? Como se vive sem química? Hoje o desenvolvimento das indústrias primárias até aquelas que usam tecnologia de ponta depende diretamente da química. Seus processos produtivos não são viáveis sem que os seus produtos não tenham qualquer insumo de origem química. Muitos elementos presentes na natureza são utilizados na indústria química que, através de seus processos, modifica e gera matérias primas que serão utilizadas para produção de alimentos, medicamentos, produtos estéticos, fabricação de bens duráveis, utensílios domésticos e tantos outros produtos utilizados no nosso cotidiano.

A ÁGUA E A QUÍMICA

 

A água é a substância mais abundante em nosso planeta, cobrindo quase que três quartos da superfície da Terra. Porém somente um terço desta água pode ser utilizada pelo ser humano.. E aí entra a química...

Pra que a água fique pura precisamos de utilizar os processo químicos. A água é pura quando contém, sob determinadas condições analíticas, somente moléculas H2O. As substâncias puras são formadas por substâncias de um único tipo de constituinte. Elas têm ponto de fusão e de ebulição razoavelmente constantes.

 A água pode ser considerada pura quando não possui cloro, sais minerais ou nenhuma outra substancia química. Agora, a água potável já possui esses e outros tipos de produtos, de modo que se torna própria para o consumo humano.  A água pode ser razoavelmente purificada através de destilação simples. A água pura é principalmente utilizada em laboratórios, podendo ser encontrada em farmácias e hospitais.  A água é considerada solvente universal porque dissolve a maioria das substâncias.

A QUÍMICA E OS ALIMENTOS


A química está presente em nossa alimentação. Como poderíamos alimentar toda a população sem esgotar os recursos naturais do solo? O usos constante de produtos químicos para tratar a terra e aumentar a produção de grãos, frutas, verduras é prova incontestável dessa afirmação. A reposição de elementos como o nitrogênio, fósforo, potássio e cálcio, entre outros, retirados pela ação de chuvas, ventos, queimadas e constantes colheitas, é fundamental para manter a produtividade da terra.

Todo esse processo torna importante o estudo das substâncias que ingerimos diariamente. Os alimentos industrializados possuem componentes que vão muito além daqueles encontrados naturalmente em nossa alimentação. 

A QUÍMICA E OS MEDICAMENTOS
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Como podemos identificar toda a química presente nos medicamentos? Será que ela é realmente benéfica para o nosso corpo? Como devo fazer uso da química presente nos medicamentos?

São muitas as indagações acerca dessa química aplicada aos medicamentos. Porém, apenas a partir do Renascimento o homem passou a compreender mais profundamente as doenças.  A ciência que estuda a prevenção, o tratamento e o diagnóstico das doenças é a medicina. Através do estudo da doenças e dos males que atingem o corpo humano são identificados os caminhos para a cura.

E então, mais uma vez, falamos de química. Esta ciência  que se preocupa com a descoberta, o desenvolvimento e a ação dos compostos químicos para a fabricação de medicamentos eficazes na cura do ser humano. É preciso lembrar que medicamentos são drogas e que podem causar a dependência química, por este motivo não podemos tomar medicamentos sem orientação médica.

 A QUÍMICA NA INDÚSTRIA


Dentro do segmento de industrias, a que merece destaque é a petroquímica. Ela se caracteriza por utilizar um derivado de petróleo (a nafta) ou o gás natural como matérias-primas básicas. No entanto, muitos produtos chamados petroquímicos, como, por exemplo, o polietileno, pode ser obtido tanto a partir dessas matérias-primas como a partir de outras, como o carvão (caso da África do Sul) ou o álcool (como ocorreu no passado, aqui mesmo no Brasil).

É bom lembrar que o refino de petróleo é parte da indústria do petróleo. O que faz parte da indústria da química é a petroquímica que se encarrega da  produção do eteno e seus co-produtos, bem como de outros derivados da nafta ou do gás natural, de fins industriais. A indústria química utiliza muitas matérias-primas, orgânicas e inorgânicas.

O plástico e as fibras sintéticas são dois dos produtos relevantes. O polietileno de alta densidade e baixa densidade o polietileno tereftalato (PET), o polipropileno, o poliestireno, o policloreto de vinila e o etileno acetato de vinila são as principais resinas termoplásticas. Os produtos das centrais petroquímicas também são utilizados para a produção, entre outros, de etilenoglicol, ácido tereftálico, dimetiltereftalato e acrilonitrila, matérias-primas para a produção dos fios e fibras de poliéster, de náilon, acrílicos e do elastano.

Bem, a Química está em tudo à nossa volta... Esse texto, embora bastante simples do ponto de vista acadêmico (eu não tive tempo de procurar com mais calma algo mais cientificamente elaborado, rs), traz uma idéia sobre a relevância da Química...

Eu amo química e, sempre que aprendo um pouco mais sobre ela, percebo que Deus pode ser visto, de fato, como um "artista das moléculas"... (Hebreus 1:2 e 11:3)

ENFIM... FELIZ DIA DO QUÍMICO (18 de Junho) a todos nós, estudantes, profissionais, pesquisadores e demais colaboradores que fazem da química a ciência que move o mundo!


Extraído de: http://hilariomoura.wordpress.com/aulas/quimica-geral-e-inorganica/a-quimica-do-cotidiano/


Soli Deo Gloria!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Músicas que expõem Cristo - por Yago Martins


Deixe-me explicar: a primeira afirmação diz que a música deve ser baseada nas Escrituras, e uma música baseada nas Escrituras é uma música baseada em Cristo.

Jesus fala com os mestres da Lei e diz o seguinte: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5:39). São as Escrituras que testificam de Jesus; e se nós compomos músicas que pregam verdades das Escrituras, compomos músicas que pregam verdades sobre Jesus.

Ele, falando com os discípulos no caminho de Emaús, em Lucas 24:27, diz: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, [Jesus] explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”. Em toda a Escritura, em todo o Antigo Testamento… Jesus estava mostrando para aquelas pessoas que lá tudo testificava dEle. Se nós compomos músicas baseadas nas Escrituras, compomos músicas baseadas em Cristo, por que Jesus é tudo na Escritura.

Nós não temos essa noção por que nossas pregações não trazem essa verdade. Entenda: sobre quem a Bíblia fala? Ela fala sobre mim ou ela fala sobre Cristo? Nós ouvimos pregações que dizem: “O Antigo Testamento: Davi e Golias. Você é Davi, vença seus gigantes!”, ou então sobre todas as outras passagens: “Você é Ester, vá lá e enfrente o Rei”. Mas, será que nós somos Ester, nós somos Davi; ou Cristo é?

Jesus é Adão. Não um Adão que pecou, mas um Adão que venceu e sua vitória foi imputada sobre nós. Ele é o Cordeiro que foi morto no Éden, para encobrir a nudez dos pecadores. Ele é a Árvore da Vida que traz vida eterna para aqueles que o recebem e comem dEle. Ele é Abel, que o seu sangue clama, não por condenação, mas por justiça. Ele é Abraão, que saiu da terra para andar por outro país desconhecido, para criar um povo incontável. Ele é Jacó, que recebeu nossa ferida ao lutar por nós. Ele é Moisés guiando seu povo. Ele é a rocha de Moisés vertendo água. Ele é o galho lançado na Água amarga. Ele é Jó, o justo que sofreu. Ele é Davi, vencendo os gigantes que iam nos derrotar. Ele é Ester, indo diante do Rei interceder pelo povo. Ele é Jonas, sendo lançado no mar para salvar a tripulação. Ele é o cordeiro da páscoa, ele é o templo, ele é o profeta, ele é o sacerdote, ele é o rei, ele é o sacrifício, ele é a luz, ele é o pão, ele é o dízimo, ele é o sábado, ele é tudo. Cristo é, não você. Cristo é o conteúdo da Escritura. Se compomos músicas sobre a Escritura, compomos músicas sobre Cristo.

Nossas músicas falam sobre quem? Sobre Jesus, primordialmente, ou sobre você?

Gosto muito de uma história de Charles Spurgeon, sobre um gaulês que ouviu um jovem pregar um sermão “magnífico, grandioso, pretensioso e bombástico”. Spurgeon continua:
“depois de chegar ao fim [do sermão], perguntou ao gaulês o que achava a respeito. O homem respondeu que não dava nenhum valor a ele. “E por que não?” “Porque não havia nele nada de Jesus Cristo.” “Ora”, disse o pregador, “mas meu texto não apontava naquela direção”. “Não importa”, disse o gaulês, “seu sermão deve seguir naquela direção”. “Não vejo o assunto assim”, disse o jovem. “Então”, disse o outro, “você ainda não vê como deve pregar. O modo certo de pregar é o seguinte: De cada aldeia minúscula na Inglaterra — não importa em que região — sempre sai, com toda a certeza, uma estrada para Londres. Embora talvez não haja estrada para outros lugares, certamente haverá uma estrada para Londres. Da mesma forma, de cada texto na Bíblia há uma estrada que leva a Jesus Cristo, e o modo certo de pregar é, simplesmente, dizendo: ‘Como posso, tomando esse texto como ponto de partida, chegar até Jesus Cristo?’ e, então, ir pregando pela estrada afora”. “Mas”, disse o jovem, “suponhamos que descubro um texto que não tem uma estrada que leva a Jesus Cristo?” “Faz quarenta anos que estou pregando”, disse o velho, “e nunca achei um texto bíblico assim; mas se chegar a achar um, passarei por sebes e cercas, e chegarei até Ele, porque nunca termino sem introduzir meu Mestre no sermão”.
Essa é uma verdade sobre pregação, mas a música, como pregação, precisa viver essa verdade. Precisamos, de algum modo, levar o tema que pregamos a Cristo; de algum modo, levar o tema da canção a Jesus. De algum modo levar ao carpinteiro de Nazaré que morreu para me salvar. Claro, nem todas as músicas são completamente cristocêntricas, nem todas as músicas serão completamente baseadas nos atributos de Deus, ou completamente como um meio profundo de ensino... claro que elas serão um pouco mais focadas em um destes pontos do que outro. Mas, no conjunto, no canto congregacional como um todo, esses três pontos não podem faltar e não podem estar negligenciados em nenhuma música.




Soli Deo Gloria!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Autoidentidade...

Caros leitores,
Esse novo post, diferentemente de todos os demais, tem um pouco mais do que sou, de mim mesmo... Não que os anteriores não fossem, de certo modo, de minha propriedade, pois seus autores originais disseram (ou escreveram), com legitimidade e beleza, muito do que eu também diria (ou escreveria), se o talento a eles intrínseco também me houvesse sido conferido... Dessa maneira, como não tenho um domínio apreciável das palavras e da linguagem escrita, peço aos visitantes que sejam compreensivos (risos), certo?
Certamente, os que dedicam um pouco de seu tempo para lerem as postagens aqui publicadas percebem que tenho preferência por alguns assuntos, como teologia, arte e cultura, além da ciência... Tenho adotado esse comportamento por me interessar bastante por esses tópicos e por entender que a comunidade cristã deveria ter um apreço maior nesse sentido... Acredito, sem sombra de dúvida, no fato de que Deus está diretamente vinculado a cada detalhe de nossa história, ou melhor, que Ele é o sumo autor-diretor-protagonista da mesma... Portanto, precisamos desenvolver um senso crítico que nos permita estar inseridos na sociedade e em sua cultura sem perder a contundência bíblica bem como o caráter missional do verdadeiro evangelho.
Bem... Eu me defino com um "cristão subversivo", como o próprio blog o sugere de forma explícita... Mas, sendo mais direto, em que consiste essa "espiritualidade subversiva" (parafraseando E. Peterson)? Em que termos ela se manifesta? Qual a razão de adotar a subversão como um dos fundamentos da vida cristã na vida real?
Primeiramente, Deus agiu de maneira "subversiva" desde a criação... Ele existia desde a eternidade e Ele apenas... Nada ao Seu redor, acima, abaixo ou mais adiante... Simplesmente nada. E, repentinamente, "...Deus no princípio criou os céus e a terra, e a terra era sem forma e vazia..." (Gn 1:1-2a)... Já conseguiu imaginar como deve ter sido brutal, espantoso, assustadoramente espetacular? De repente, do nada, ex nihilo, surge o Universo... Nos momentos seguintes, Deus continua subvertendo a ordem anteriormente existente (a qual também havia sido governada por Ele, se pensarmos bem) e cria todas as coisas somente com a sua Palavra, usando a sua voz... A física, com seus fenômenos ondulatórios mecânicos, se torna impotente, insuficiente, pois no vazio ecoava uma voz e, imediatamente, tudo aparecia (Sl 33:9). Finalmente, Deus (Elohim, palavra pluralizada no hebraico) pratica a maior das subversões da criação: o homem (Gn 1:26)! Sim, eu e você, somos produtos da mente de Alguém muito superior, que não cabe nesse pequeno post...
Eu poderia citar outras "subversões de Deus" mostradas ao longo dos relatos bíblicos, mas quero destacar a última, mas incomparavelmente absurda, insana, impressionante, indescritível... Deus "se subverteu" e durante o apogeu do Império Romano, nasce um menino em Belém da Judéia, chamado Jesus... Mais diretamente, Deus nasce e vem ao mundo através de uma criança nascida numa estalagem na atual Cisjordânia, região ocupada pelos palestinos... Considerando um aspecto desse acontecimento estonteante, mais constrangedor é pensar que Deus teve de "fugir" com seus pais para não ser mosto pelo Rei Herodes, ou até mesmo que Ele brincava nas areias do deserto, que teve amigos na sua infância etc. Sim, de fato, essa é uma questão de fé individual, entretanto quando tudo isso começa a fazer sentido, a melhor palavra para definir o ocorrido é "subversão"... Deus foi como um de nós em toda a plenitude de sua humanidade-divindade; logo, Ele nos entende, nos conhece, nos cerca, se faz real em cada canto, em cada esquina, em todo o lugar (Sl 139:7-12).
Eu acredito num Deus que nasceu e viveu uma vida análoga à que vivo hoje, num Deus que fez coisas que ninguém fez, que disse coisas que ninguém disse, que finalmente sofreu o que ninguém poderia sofrer... Eu creio num Deus que morreu para salvar pessoas como eu, pecadores, perdidos, incompletos, insuficientes, imperfeitos... A diferença é que hoje não há mais pedra, somente lençóis... A voz do anjo proclama: "...porque buscar entre os mortos ao que vive?... Ele não está aqui, pois ressuscitou..." (Lc 24:5b-6a) Ele ressuscitou, está vivo e é real... A melhor notícia que eu posso dar a você, caro leitor, é que a história de Deus não é um conto de fadas, que sempre acaba em final feliz e fica só na imaginação... A história de Deus nem sempre terá finais felizes (João 16:33) mas terá o maior Gran Finale jamais visto... E ela não é conto de fadas, ela é real!
Jesus disse para nos arrependermos e crermos no evangelho... E o evangelho é a expressão de três pequenas frases: Cristo morreu, Cristo ressuscitou e Cristo virá novamente...  Deus está fora das fronteiras eclesiológicas, religiosas... Ele se revelou a nós através de Seu Filho Jesus Cristo e deseja se relacionar conosco... Quem está pronto para a aventura de conhecer o "Indescritivelmente Subversivo"?
A corrida começou e bobo é quem por último chegar!


Soli Deo Gloria!