terça-feira, 31 de março de 2015

Antes do (e pelo) 1º de abril...

Mais uma vez, eis-me aqui.

Depois de uma postagem que talvez tenha gerado certa polêmica ou incomodado alguns - ora, como supostamente disse Martin Luther King Jr., "para se criar inimigos, não é necessário declarar guerra, basta dizer o que se pensa" - , eu continuarei fazendo isso. 

De verdade, sempre que espero não ter motivos para espalhar acidez por aí, novos motivos me aparecem e, por isso, escreverei da maneira que mais me identifica - indignado. 


Esse texto é uma analogia com o 1º de abril (amanhã, no caso), o qual é considerado o "Dia da Mentira" - no qual normalmente é comum "pregar uma peça" no colega de trabalho ou fazer aquela brincadeira de mau gosto com o colega da escola ou faculdade [ou mesmo um familiar] - e algumas coisas nas quais tenho pensado esses dias. Tentarei ser breve, porém não tenha expectativas de uma leitura doce e romântica [esse blog não é de um adolescente que gosta da saga "Crepúsculo" ou que lê John Green], muito menos fantasiosa e demagogicamente ingênua [esse papel já é muito bem executado pela "mídia vermelha" do nosso país, incluindo os analfabetos funcionais das nossas universidades e bibliotecas que aparentam ser intelectuais honestos]. 

Mentira.


Como citei anteriormente, amanhã é o "Dia da Mentira" e, curiosamente, muitos de nós lidam com as "peças pregadas" e "atitudes de mau gosto" como se fossem de fato, no fim das contas, apenas "brincadeiras" - podem ter até essa intenção mas, em suma, continuam sendo mentiras. Nesse sentido, vale ressaltar que ninguém gosta de mentiras - a não ser quando o "beneficiário" (se é que a mentira faz algum bem) é qualquer um de nós. Basta sermos enganados por algum funcionário de algum serviço que procuramos, ou quando um colega da faculdade promete fazer a parte dele do trabalho em grupo e descumpre a promessa e, particularmente, quando somos traídos no contexto de um relacionamento ou mesmo quando confiamos em alguém [político, amigo, líder religioso etc.] e nos decepcionamos diante da desonestidade. Resumidamente, os "efeitos da mentira a curto prazo" podem ser "bons" para uns e "ruins" para outros, no entanto a ação/conduta/postura em si ainda se constitui mentira e, por isso mesmo, deve ser considerada como tal. 

Mas o que é a mentira? Onde tudo isso começou?

A mentira, de modo bem simplista, é a negação da verdade, é o que caracteriza o ato de mentir, é ser desonesto, leviano, enganador, sedutor e fingido, ou ainda hipócrita. Sempre que penso em "mentira", lembro de uma declaração perturbadora proferida por Jesus Cristo (conforme escreveu o apóstolo João em seu evangelho), que diz:

Vocês têm por pai ao diabo, e querem satisfazer os desejos dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira. 
[João 8, vs. 44]


A interpretação desse trecho do texto sagrado é clara: Jesus disse que aqueles que ouviam a sua mensagem e deliberadamente zombavam Dele e não criam Nele (embora fossem religiosos e, de certo modo, parte do "povo escolhido por Deus") eram do diabo e queriam agradar ao diabo, de quem Jesus afirmou que foi sempre homicida, em quem não há vestígio de verdade sendo, portanto, mentiroso e pai da mentira. Logo, a aplicação do ensino de Jesus é: quem permanece na mentira e trata a mentira como algo bom, agradável e vantajoso, está satisfazendo os desejos do diabo e, portanto, é um filho dele. Obviamente, nenhum de nós passa ileso do crivo de "nunca ter mentido na vida" [inclusive eu], todavia quem ama a mentira e vive na prática dela sem qualquer temor de estar cultivando algo essencialmente diabólico fatalmente está sob o domínio do Maligno e, dessa forma, deve começar a se preocupar, caso esteja lendo esse texto.

Mas... se preocupar? Sério? Por quê? 

A razão é simples: no mesmo capítulo mencionado do evangelho de João, Jesus disse que esses "filhos do diabo" não criam Nele porque Ele lhes dizia a verdade, de modo que estavam desonrando a Deus [que eles julgavam ser o verdadeiro e único pai deles]. Em outras palavras, se você ouve a mensagem de Cristo [a respeito de Sua vinda ao mundo, Sua vida na terra, Sua morte em favor de homens pecadores e Sua ressureição dos mortos para justificação de quem crê Nele] e responde com escárnio, rebeldia, indiferença ou ódio, não importa quaisquer de suas concepções religiosas ou espirituais - coisas como "Deus é um deus de todos", "nem todos os caminhos são errados" ou "eu não preciso de Jesus para fazer o bem e merecer o céu" são absolutamente desprezíveis, são totalmente mentirosas. Na verdade, você desonra ao Criador ao pensar que é sua maneira de "fazer média" com Deus que vai dar a Ele a "obrigação" de te livrar de todo o qualquer mal, seja ele nesta vida e, especialmente, o sofrimento eterno [o velho e esquecido inferno]. Deus não é convencido por nossas intenções - quem é de Deus ouve as Suas palavras, isto é, ouve o Evangelho, se arrepende dos próprios pecados e crê no Filho de Deus para ser salvo. Se você não dá atenção à voz divina, você não pertence a Ele. 


Contudo, tem outras mentiras que me chegaram aos ouvidos essa semana e, pelo fato de serem mentiras que afrontam o mesmo Deus e Pai de Jesus Cristo, o Senhor, me causam raiva, fúria e ira profundas (até porque foram proclamadas por gente que diz servir a esse mesmo Deus) - que esse sentimento não seja de mim mesmo, mas sim movido por Deus, para que seja digno

Sem delongas, o que ouvi foi o seguinte: ora, se Deus não é uma prioridade na vida de alguém (seja ela religiosa ou não), é porque esse alguém não ama a Deus acima de todas as coisas. [Até aí, tudo certo!] Mas infelizmente não acabou como deveria: então, se amar a Deus de todo o coração, alma, entendimento e forças é um mandamento, eu tenho que (e posso) DECIDIR amar a Deus a partir de agora, podendo fazer isso por meio de uma simples "oração de comprometimento". Logo, você decide.

Você decide? Será? 

Não, aqui não é a Rede Globo dos anos 90. 
Você não decide.
Você não tem que decidir nada, e nem pode. 
O seu comprometimento não vale nada.


Olhando para essa situação, concluo que as mentiras mais perigosas são aquelas que "parecem" ser verdade ou, nos termos bíblicos, que têm "aparência de sabedoria, humildade e disciplina" bem como "aparência de piedade" mas, de fato, não têm valor algum para refrear os impulsos da carne bem como negam a eficácia da verdadeira piedade ou devoção a Deus. Mas você pode me perguntar: como você pode provar que está certo? Se eu não "decido" amar a Deus (e nem posso fazê-lo), como é que funciona?

Vamos lá.

Nas Escrituras, quando Deus nos deu mandamentos, Ele está nos dizendo o que devemos fazer e NÃO o que PODEMOS fazer por nós mesmos, como se fôssemos independentes de Deus para obedecer a Ele. Jesus disse que "ninguém pode dar fruto se não permanecer Nele" e que "sem Ele, nada podemos fazer". NADA É NADA! Até quando confiaremos em nosso "comprometimento espiritual" em face dessa declaração destruidora de egos dita pelo Mestre? Não podemos fazer nada sem Ele - nem respirar, nem dar um passo na rua, nem comer um bom almoço, muito menos amá-Lo e dedicar nossa vida a Ele. Além disso, o amor que entregamos a Deus é resultado ou produto do amor Dele por nós, pois está escrito que "nós O amamos PORQUE ELE NOS AMOU primeiro" - é impossível ser mais explícito, mais contundente, mais indubitável. Eu não posso amar a Deus se Ele não me der do Seu próprio amor, pois nenhum tipo de amor que eu possa produzir por mim mesmo é digno de ser dado a Ele, a não ser o amor que Ele mesmo me deu para que eu o devolva. Finalmente, o tipo de amor que Deus ordena com o qual devemos amá-Lo é fruto do Espírito Santo - ou seja, não é algo que eu fabrico e decido praticar numa oração no fim da noite ou mesmo com disciplina religiosa esforçada, mas sim algo que Deus gera em todo aquele que tem o Seu Espírito pelo mesmo Espírito e, como resultado, virá a obediência e a busca por viver para agradá-Lo em todas as coisas e em toda a vida. Deus não faz as coisas pela metade; toda obra que Ele diz que faria, Ele fará sem lacunas, fará por completo, com um detalhe: tudo por graça, em graça e de graça, para louvor e glória de Sua própria graça.


Trocando em miúdos, se eu não pedi nem para nascer fisicamente - como que eu posso decidir fazer coisas que só são possíveis a quem nasceu de novo espiritualmente? Ah, e se o próprio "nascer de novo espiritualmente" é algo que vem unicamente de Deus [não de descendência, nem da vontade humana, nem da vontade da carne], como que as evidências desse ato sobrenatural divino agora dependem só de meu "compromisso pessoal"? PAREM COM ISSO! PAREM DE OFUSCAR A EXCELÊNCIA DO PODER DE DEUS MANIFESTADO NO SEU EVANGELHO! Eu jamais me renderei a qualquer coisa com "cara e focinho de bondade e religiosidade" que negue a glória de Deus na mais infinitesimal parte. TODA A GLÓRIA PERTENCE APENAS A DEUS, EM TODAS AS COISAS - dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Resumindo, na contramão de tantas mentiras transfiguradas de verdade - ora, o próprio satanás se disfarça de anjo de luz - , eu reafirmarei as "velhas verdades" ou o "velho evangelho" dos primeiros séculos, de boa parte da Idade Média, da Reforma e de todos os que continuaram a conservar a verdade - a verdade de que "tudo vem de Ti, e das Tuas próprias mãos te damos" ou "...o que tu tens que tu não tenhas recebido?". Tudo na vida com Deus é graça, e quem nega isso (seja na teoria, seja na prática, ou dos dois modos), não está ouvindo a voz de Deus e, por isso, talvez continue tendo outro pai, que não é Deus. 

E você? Se encaixa em algumas dessas mentiras - aquelas mais comuns e usuais ou as que parecem verdades mas são perniciosas? 
E como você lida com a mentira? Você tem levado na brincadeira ou já entendeu que "mentira é do diabo" e que quem a pratica sem se preocupar com isso está do mesmo lado "dele"?

Cristo é a Verdade e Ele mesmo disse: se o Filho os libertar, verdadeiramente vocês serão livres, e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará. Venha a Ele e seja livre.





Pela alegria de ter sido livre da mentira pela Verdade,




Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 19 de março de 2015

Sobre outras águas de março...

Depois de quase três semanas fora do blog - devido a diversas responsabilidades pessoais e, em certa medida, falta de inspiração mesmo -, estou de volta.

E, quando eu esperava não ter razões para escrever outro texto inflamado em indignação, tudo conspira contra - parece-me que, de fato, eu nasci para dizer (ou escrever) certas coisas que só poderiam ser expressas pela ira e em fúria, com toda acidez pertinente

Se em algum momento eu viesse a perder leitores (ou mesmo amigos), talvez seja depois desse post - em outras palavras, se você permanecer gostando desse blog e de seu autor depois desse texto, você é uma pessoa curiosamente peculiar. Enfim, é hora de ser homem (já comecei oprimindo!) e dar a cara pra bater. 


Esse texto faz alusão ao título de uma das canções mais famosas da MPB (Águas de março, do maestro Tom Jobim), mas o post não terá nenhuma relação com a letra da música, mas sim com o nosso Março de 2015 - mês que tem sido peculiar na história do Brasil, devido a diversas mobilizações da sociedade com variados fins. De um lado, os defensores do governo, do Partido dos Trabalhadores (PT), do ideal socialista (ou de esquerda) e das diversas pautas a eles associadas, como alguns movimentos ditos "sociais" - Movimento dos Sem-Terra/MST, Central Única dos Trabalhadores/CUT etc. Do outro lado, os que protestam contra o governo, a corrupção, o caos social que nos cerca e, também, contra o socialismo e seus desdobramentos políticos e culturais (a exemplo do totalitarismo estatal ou da "engenharia social e ideológica"). Muita coisa precisa ser dita a esse respeito com determinados fins e, como esse blog é meu, eu não sou obrigado a amaciar seu ego com palavras agradáveis. Logo, vá ler a Carta Capital, visitar o site do "Pragmatismo Político", o blog do Leonardo Sakamoto ou mesmo assistir "Babilônia" - mas, se você quiser, pode ler até o final. Não irei te oprimir a esse ponto. 

13 de março de 2015.


Na última sexta-feira, ocorreram manifestações em várias cidades do Brasil, as quais eram (segundo seus organizadores) em defesa do governo da Dilma, da Petrobras e dos trabalhadores, incluindo outras bandeiras, como a reforma agrária e a reforma política. Nesse sentido, algumas coisas me chamaram a atenção - os que julgam ser os únicos e verdadeiros "defensores do Brasil" e "amantes da pátria" não levaram uma bandeira do Brasil para as ruas [como se vê nessa foto, apenas o "vermelho" (cor símbolo do comunismo) - ideologia político-econômica que matou centenas de milhões de pessoas em menos de um século, promovendo o maior genocídio da história humana - impera em lugar do nosso "verde e amarelo"] e, além disso, vários vídeos e/ou fotos na internet mostravam suborno para atrair "manifestantes" [R$ 35,00 e um belo sanduíche de mortadela] bem como as regalias dos supostos "trabalhadores sofridos e oprimidos pelo capitalismo da elite branca", a exemplo de vários ônibus reservados para transportar membros da CUT e de jantares em restaurantes de luxo para pessoas do MST... Será que foi o "raio gourmetizador" ou é canalhice mesmo? Provavelmente seja o "raio gourmetizador da canalhice", pois enquanto a propaganda é de "defesa dos mais pobres e desfavorecidos" e de "ódio ao capitalismo opressor", a prática é de mamata nos cofres públicos para desfrutar tudo que apenas o "maldito capitalismo" pode dar. Eu poderia escrever mais sobre isso, mas acho que esse idiotismo útil não é digno de tamanha atenção.

Eu sei que talvez você já está me chamando de "coxinha reacionário branco elitista cis-hétero patriarcal machista fascista que odeia pobres" - mas eu não me importo mesmo com esse seu ódio desprezível. Eu já tinha dito antes que seria melhor você ler o blog da "Socialista Morena" da Carta Capital ou ver um programa de "alta cultura" como o BBB... Você não me obedeceu, agora aguente. 


15 de março de 2015. 

Por outro lado, no último domingo, outros brasileiros foram às ruas para expressar sua indignação contra diversos aspectos ruins de nosso país - na maior parte dos casos, propostas válidas, apesar de certos excessos. Digo isso com certa propriedade, pois eu fui às ruas e sei muito bem pelo que fui protestar e, nesse ínterim, encontrei alguns que compartilhavam do mesmo grito e das mesmas bandeiras que eu levei comigo. Nesse caso, embora a grande mídia nacional tenha noticiado que o movimento que uniu (juntando todo o país) cerca de 2 milhões (ou mais) de pessoas pelas ruas tenha sido apenas contra o governo e a corrupção, ela ocultou tudo a respeito de gritos de guerra como "a nossa bandeira jamais será vermelha" [o que nitidamente mostrava a luta radical contra um possível - e provavelmente em curso - regime comunista no Brasil] e faixas como "Foro de São Paulo, criação de ditaduras" e "Contra a doutrinação ideológica nas escolas" [indicando conhecimento de causa sobre os trâmites reais da conjuntura política latinoamericana e da decadência educacional do país] estavam lá, presentes, visíveis. 

Além disso, o que se viu depois foram atitudes descaradas e cínicas do governo e de seus aliados para tentar "sair pela tangente" depois de tamanha lição popular [não me venha com esse papo de que era só "elite branca", "panelaço em bairros ricos" ou "fascistas que queriam uma nova ditadura" - até porque você adoraria ser elite [caso não seja] bem como morar em bairro chique e aparecer na TV fazendo baderna e, provavelmente, não sabe o que é Fascismo (especialmente se aprendeu com os livros do MEC, os quais são meros produtos de revisionismo histórico para imbecilização coletiva). Resumindo, eu tenho minhas percepções e convicções políticas - as quais mudaram radicalmente ao longo de meu pouco tempo de vida, visto que sempre fui educado para ser um socialista e, por pouco, não virei militante [embora usasse estrela no peito e desenhasse foices e martelos no caderno da escola] mas, hoje, me reconheço um "ex-idiota útil" - e quero usá-las de maneira responsável, de modo que não precisamos de "reformas políticas" ou de "novas leis de engenharia social", mas sim do fim de toda essa parafernalha política que tomou conta da América Latina e, sobretudo, de um novo "Renascimento Cultural", para destituir essa auto-persuasão hipnótica transfigurada de intelectualidade


Mas não é esse o verdadeiro tema deste texto. 

Esses comentários iniciais sobre os últimos acontecimentos do país foram somente para destacar o que mais me tem indignado - ver que essa "cultura de ódio" ou do "eles (opressores) contra nós (oprimidos)" fomentada pelo que se pode chamar (mormente) de "marxismo cultural" - visto que, nesse caso, o conceito de "luta de classes" ou "opressor x oprimido" inicialmente referente à relação "Burguesia x Proletariado" se transfere para TODAS as esferas das relações humanas [homens x mulheres/feminismo, negros x brancos/combate ao racismo, LGBTs x héteros/movimentos de gênero, periferia x classe alta etc.] - está atingindo a comunidade cristã de maneira sorrateira e perversa, dividindo os cristãos em "cristãos de esquerda/progressistas e cristãos de direita/conservadores". De um modo meio que imperceptível, os que deviam ser conhecidos como discípulos de Seu Mestre pelo amor [como o próprio Cristo havia dito] destilam ódio contra a posição política diversa nas redes sociais [ou mesmo diretamente, uns contra os outros] e parecem não sentir o menor pesar ou culpa por desobedecer tão levianamente o Mestre que diz ser o Salvador e Senhor deles. Isto é, se a nossa "sumidade política" ou nossa "ideologia social" passa a ser "intocável" - assim como os tais "ungidos do Senhor" que tanto criticamos em nossas zueiras de "cristão hipster e descolado" - , precisamos reconhecer que estamos sendo idólatras. E Deus, o mesmo Deus que julgamos estar servindo, não tolera idolatria e nem tolera idólatras, de modo que estes já tem seu destino reservado - o lago que arde com fogo e enxofre, a segunda morte. Não posso imaginar nada mais desesperador do que isso. 


Contra tudo isso, cito um trecho do capítulo mais belo de toda a Bíblia (em minha opinião), onde se lê:

Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela palavra deles, hão de crer em mim;
Para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em mim, e eu em Ti; que também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste.
E eu lhes dei a glória que me deste, para que sejam um, como Nós somos Um.
Eu neles, e Tu em mim, para que sejam perfeitos em unidade, para que o mundo conheça que Tu me enviaste a Mim e que os tens amado como me tens amado a Mim. 
[João 17, vs. 20-23]

Não há como ser mais claro, indubitavelmente claro - enquanto a cultura de "todos contra todos" nos perverter a ponto de, por exemplo, defendermos ideologias políticas genocidas e totalitárias [inclusive contra nós, cristãos - sendo assim, quero ver os "missionários vocacionados pelo Senhor" irem pra Coreia do Norte (típico país comunista democrático e próspero) serem fuzilados ou para verem suas filhas sendo estupradas e queimadas vivas... ora, é bem melhor ficar aqui no nosso "Brasil capitalista" mesmo, não é?], estaremos de fora dessa oração de Jesus. Em outras palavras, Jesus não orou por você caso você esteja contra o seu irmão (pelo qual Jesus também morreu) em nome de seus "posicionamentos políticos" [muitas vezes equivocados e imbecis] ou de qualquer outra causa pois, quando o Evangelho está em jogo, não existe ponderação - ou estou do lado do Evangelho, ou estou contra Cristo, uma vez que "quem com Ele não ajunta, espalha". E, se Jesus não orou por você, você não será alguém que fará com que outros creiam Nele - não importa se você estuda Missões em seminário ou escola teológica, não importa o quanto você pense ter um "chamado"... sério, não se iluda mesmo -, você não será co-participante da glória de Deus nem mesmo desfrutará do eterno amor do Pai. Nesse contexto, é pertinente mencionar uma adaptação de um escrito de Paulo: não destruas por causa de política aquele por quem Cristo morreu. Que Ele me ajude, sempre, a não ser seduzido pelo ódio mas me alicerce em amor [ora, como se disse certa vez, "o amor é o maior inimigo da revolução" - portanto, quanto mais amor for manifestado, melhor será].


Finalmente, se algum de nós está no risco de não ser participante da glória de Deus ou de desfrutar de Seu amor, esse é o estado de qualquer pecador sob a condenação divina - sua religiosidade, o número de projetos missionários nos quais você foi, suas simpatias religiosas, tudo isso aí não vale nada - e, portanto, o único caminho seguro para ser livre desse juízo iminente e implacável é correr para a cruz a fim de olhar para Cristo, contemplando suas feridas e vendo o seu sangue vertido para remissão dos pecados, de modo a ser levado ao arrependimento [inclusive desse "ódio" mencionado no texto] para crer nEle como o Único que pode salvar pecadores. O Evangelho de Jesus Cristo não é uma "filosofia sócio-econômica" baseada na busca ávida pela hegemonia total, cujo mantra é "mentir, mentir, mentir e matar, matar, matar". Nem mesmo é um outro extremo que acaba tendo resultados análogos, embora sem a mesma intencionalidade. O Evangelho do Reino (do Reino que não é desse mundo, que não consiste em palavras mas em virtude e cujo Rei é Deus, e não um Estado) é o Deus Eterno, o Criador e Sustentador de tudo e todos, vindo ao mundo em forma de escravo na pessoa de um judeu chamado Jesus, o Qual humilhou-se a Si mesmo a ponto de morrer numa cruz para redimir pecadores indignos, ressuscitando dos mortos para um dia julgar o mundo com justiça

Se você defende ou prega qualquer coisa que contraria isso, você não é de Cristo e sim um enganador. Por outro lado, se você ainda não crê no Evangelho, creia no Filho de Deus e seja salvo - olhe agora para Ele e seja iluminado em meio a suas densas trevas, creia Nele e não seja mais confundido, renda-se a Ele e tenha a vida eterna.






Pela alegria de ser Um com Ele e com meus irmãos,






Soli Deo Gloria!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

O antigo "admirável mundo novo"...

Eis-me aqui, outra vez. 

Depois de meu último post inflamado e furioso, quero continuar no mesmo espírito audacioso - mas, dessa vez, não li nada que me despertou indignação nas redes sociais. Sem mais demora, vamos adiante. 


Primeiramente, o título desse post é um tanto ousado, pois faz uma sutil alusão ao livro do Aldous Huxley chamado "Admirável Mundo Novo", bastante ovacionado entre certos intelectuais - eu, na verdade, nunca li o livro [e, exatamente por isso, não falarei dele em si como se soubesse exatamente do que se trata] mas, de maneira mais lúdica (porém racional), tentarei falar a respeito do que seu título talvez queira nos dizer, mas que poucos conseguem ver.

Admirável mundo.

Considerando a época em que o livro foi escrito, suponho que o autor tenha vivenciado de perto a efervescência de muitas ideias intrigantes e revolucionárias, especialmente quanto à sociedade, política, religião e afins. Além disso, imagino que algumas dessas ideias estejam presentes na obra - particularmente, a busca de um mundo futuro perfeito e ideal, totalmente diferente de tudo que vivemos até agora, como um sinal de rompimento com toda a tradição antiga (seja social, seja cultural, seja religiosa etc.) para alcançar algo novo, o "admirável mundo novo". Partindo-se desse pressuposto, podemos associar esse pensamento à busca mais ávida da humanidade atual, cada vez mais insatisfeita com tudo e com todos, sempre correndo atrás de "novos paradigmas", "novos direitos" e "novas modalidades sociais", porém cada vez mais sem sucesso - ora, quanto mais se ocupa espaços, mais se faz "mimimi". Algo nesse provável "admirável mundo novo" está errado ou, por outro lado, esse "mundo" futuro simplesmente é uma ilusão. 


Porém, esse texto tem um título aparentemente inusitado, pois o que seria um "antigo admirável mundo novo"? Se é antigo, não pode ser novo e vice-versa, não é? Não, não necessariamente.

De fato, sempre que penso nesse tipo de coisa (em velho e novo, repetições e descobertas), me vem na mente uma frase do rei Salomão, que certa vez disse:

O que foi, isso é o que há de ser; e o que foi feito, isso se tornará a fazer; de modo que não há nada de novo debaixo do sol. [Eclesiastes 1:9] 

O sábio está com a razão - por mais que as molduras mudem, os quadros são os mesmos. Por mais que as coberturas mudem, são os mesmos bolos com os mesmos recheios de muitos anos atrás. O que aconteceu ontem se repete hoje, e o que se faz se fará outra vez semana que vem. Não há nada de novo diante de nossos olhos e, mesmo assim, eles "não se fartam de ver" as mesmas coisas bem como "os nossos ouvidos de ouvir". Ou seja, o que é provavelmente descrito por Huxley como o "Admirável Mundo Novo" já deve ter passado pela mente de alguém antes dele ou mesmo depois (mas que nunca tenha lido o livro). Em suma, se faz oportuna a citação do Cazuza, que dizia que "via um museu de grandes novidades" - isto é, os "grandes inovadores" simplesmente exibem suas descobertas nos "museus das esquinas de cada dia"


Mas... existe mesmo esse tal "antigo admirável mundo novo"?

Se algo é antigo e novo ao mesmo tempo, esse algo não pode ser limitado à esfera temporal da vida - ou seja, é atemporal, eterno. Ora, se algo é eterno em sua natureza, ele só pode ser proveniente de uma Única Fonte - O Eterno, O Atemporal, O Ilimitado, Deus. Deus?

O que Deus pode ter a ver com esse "admirável mundo novo" - o qual, até onde sei, foi idealizado por um escritor provavelmente humanista e ateu?

Na verdade, as Escrituras Sagradas falam de uma espécie de "admirável mundo novo", porém bem diferente daquele mundo onde as coisas "antigas" deveriam ser consideradas obsoletas, retrógradas e opressivas e, por isso, algo novo utópico e hipotético precisa ser buscado como substituto dessa "velha ordem". Em vez de uma "nova ordem", as Escrituras falam de uma ordem que desde sempre foi estabelecida por Aquele que é Eterno, Deus, o Criador, a qual não pode nem precisa ser mudada, visto que um Ser perfeito não precisa repensar os Seus próprios atos, como se houvesse o risco de equívoco. Que seria esse "antigo admirável mundo novo"?

Jesus Cristo, conforme registrado pelo evangelista Mateus, disse que virá o dia em que Ele mesmo convidará a todos os Seus escolhidos, os "benditos de Seu Pai", para "virem e tomarem posse do reino que está preparado desde a fundação do mundo" (Mateus 25:34). Um reino preparado desde a fundação do mundo - não havia céus, não havia terra, não havia galáxias, não havia mares, não havia animais nem plantas, não havia homem, não havia nada, exceto Deus e Sua solitude. Meio que de repente, Ele prepara um reino, o Seu reino, preparado para que num futuro seja desfrutado por um povo que Ele mesmo criaria e chamaria para Si mesmo, os "benditos do Pai", os "Seus escolhidos". Em outros lugares, o mesmo Jesus disse que "o reino de Deus está entre nós" e que "foi do agrado do Pai dar-nos o Reino" - isto é, o mesmo Reino que está pronto desde o princípio já começou a ser uma realidade [desde a vinda de Jesus, o Filho de Deus] e foi dado por Deus de graça a todos os que O seguem verdadeiramente. É o "antigo admirável mundo" - pois "o que o olho não viu, o ouvi não ouviu e jamais penetrou no coração do homem, é isso que Deus tem preparado para aqueles que O amam" [1 Coríntios 2:9].


Entretanto... se esse "reino" já foi preparado desde a fundação do mundo, como pode ser "novo"?

Nesse caso, o reino que Deus preparou (conforme as próprias palavras de Jesus) ainda não está estabelecido plenamente, pois algumas das várias profecias presentes nas Escrituras sobre o "fim do mundo" falam que só naqueles últimos dias "todos os reinos do mundo passarão a ser de nosso Senhor e de Seu Cristo, que reinará para todo o sempre" (Apocalipse 11:15). Ou seja - chegará o dia em que ninguém subsistirá diante do poder Daquele que tem todo o poder. Nada vai adiantar para promover escape, fuga ou refúgio, pois quando isso vier a acontecer será "o dia da ira do Cordeiro" [o mesmo Cordeiro que tira o pecado do mundo, mas que agora virá para emitir seu justo julgamento], diante da qual ninguém pode permanecer, a não ser aqueles que já foram livrados dessa mesma ira - uma ira violenta, voraz, furiosa e flamejante, que será derramada sem misericórdia. Em que grupo você está? No daqueles que permanecem ignorando a Cristo e, assim, estão sob a iminente condenação divina, ou no grupo dos que creram Nele e foram perdoados e, por isso, estão livres de qualquer punição? 


Finalmente, o "Antigo Admirável Mundo Novo" [antigo porque foi preparado pelo Seu supremo Arquiteto desde sempre, e novo porque ainda virá de maneira plena e gloriosa] falado nesse texto não é mais um tema literário qualquer - é aquilo que o próprio Deus disse ser Sua Palavra, pela qual muitos, desde os primeiros séculos até hoje [talvez hoje mais que antigamente], têm dado a própria vida. Muitos foram [e ainda são] serrados ao meio, mortos ao fio da espada, queimados vivos, assassinados pelos próprios compatriotas, presos em masmorras até a morte, decapitados, crucificados, desprezados pelas suas famílias, saqueados ou mesmo castrados - fazendo isso em paz, resignação e até mesmo com alegria. Será mesmo possível alguém passar por essas coisas e ser resignado, ter paz e expressar alegria? Sim, mas apenas quando a alegria que se tem é superior a toda perda, dor, aflição ou sofrimento. Em outras palavras, quem sabe que é somente um "peregrino em busca de uma pátria melhor" [mesmo que essa "pátria" seja precedida de "ilhas solitárias" ou "serpentes do mar"], sabe que nada poderá ser mais gratificante do que "completar a jornada" e chegar no destino para o qual foi determinado.

Enfim, o "antigo admirável mundo novo" é onde as "velhas verdades" continuarão sempre sendo atuais [uma vez que são eternas], onde não haverá espaço para "novos paradigmas" ou "novas ordens sociais" que não sejam conforme a decisão Dele e, especialmente, é um "mundo" realmente admirável - ora, um lugar em que não há morte, choro, pranto ou dor, em que a luz do sol bem como a da lua serão desnecessárias por causa do resplendor do Seu Rei e, sobretudo, onde haverá felicidade eterna e plena, só pode ser, no mínimo, admirável; porém, mais admirável e digno de ser eternamente apreciado não é o "mundo" em si, mas Aquele que o preparou, para Quem são todas as coisas e a Quem é devida toda a honra.



E então? Que mundo te espera depois dessa vida aqui? Ou, que tipo de "admirável mundo" você tem procurado?
Um mundo "novo" utópico em que o destino é a ilusão e o sofrimento, ou o mundo "antigo", prometido por quem não pode falhar nem mentir?





Pela certeza de ser herdeiro do "antigo admirável mundo novo",





Soli Deo Gloria!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Nada além da verdade...

Hoje não estou para textos amigáveis.

Ultimamente, tenho sido mais leve e sereno em minhas postagens mas, dessa vez, algo me despertou indignação... Indignação profunda, violenta, ácida. Acredito que faz um bom tempo que eu não estou tão furioso. Mas tenha calma - eu não sou nenhum ditador comunista ou membro do Estado Islâmico; o máximo que posso fazer é escrever algumas palavras que confrontarão a quem ler esse post, especialmente a mim mesmo. 


Sem mais rodeios, o título desse post remete a um programa de TV razoavelmente recente, chamado "Nada além da verdade". Eu não tinha o hábito de assisti-lo, porém suponho que a ideia básica do mesmo era que cada participante convidado falasse apenas a verdade, "nada além da verdade", a respeito de qualquer assunto sobre o qual fosse questionado. Em suma, a verdade era a única coisa permitida (em tese) no programa - e, do mesmo modo, a verdade será a única coisa a ser buscada neste post, doa em quem doer. Aqui neste blog não há espaço para a "ditadura dos ofendidinhos"; a nossa sociedade já faz isso para os interessados.

Portanto, partindo da ideia de "nada além da verdade", queria relembrar um dos diálogos mais peculiares registrados na Bíblia, entre Jesus Cristo e Pilatos, como registrou o evangelista e apóstolo João:

Pilatos então voltou para o Pretório, chamou Jesus e lhe perguntou: "você é o Rei dos judeus?"
Perguntou-lhe Jesus: essa pergunta é tua, ou outros te falaram a meu respeito?
Respondeu Pilatos: "Acaso sou judeu? Foi o seu povo, bem como os chefes dos sacerdotes que o entregaram a mim. O que você fez?"
Disse Jesus: "o meu Reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos lutariam para impedir que os judeus me prendessem. Mas agora o meu Reino não é daqui".
"Então você é Rei!", disse Pilatos. Jesus respondeu: "Tu dizes que sou Rei. De fato, por esta razão nasci e para isso vim ao mundo: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz".
"O que é a verdade?", perguntou Pilatos. [Evangelho de João, cap. 18, vs. 33-38a]


Verdade. 
Verdade? 
Verdades?

Essa é a palavra mais perturbadora, assustadora e desprezada de nossa língua. É a palavra da qual todos fogem como alguém corre de um enxame de abelhas silvestres no meio de uma floresta densa, seja mais rapidamente ou mais lentamente. Uma coisa é certa - a verdade existe, é uma realidade, não importa o que você (ou eu, ou quem quer que seja), caro leitor, pense. Se não podemos/conseguimos fugir dela, damos um "jeitinho brasileiro" e a distorcemos a nosso bel prazer, conforme nossas conveniências ou padrões "politicamente corretos". Por outro lado, a pergunta de Pilatos talvez não tenha sido respondida diretamente para ele por Jesus (o relato bíblico não dá detalhes a esse respeito), porém sua resposta já havia sido dada pelo próprio Cristo no mesmo Evangelho alguns capítulos antes, onde Ele disse: "eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida" (João 14:6). Antes de tudo e sobretudo, a "verdade" que Pilatos queria descobrir estava ali, na sua frente - uma verdade tangível, visível, encarnada, viva. Não posso saber se Pilatos descobriu a "resposta" para sua pergunta tão crucial, mas eu sei que essa pergunta chega até mim e você ainda hoje - logo, qual resposta temos considerado como certa? Temos algumas opções - não há verdade, existe uma verdade para cada um ou existe uma verdade absoluta que é base para todas as outras "verdades secundárias". Segundo o Livro Santo, Jesus é a verdade absoluta e, logo, as demais "verdades" só serão verdades caso se conformem com Ele e Nele.


No entanto... o que significa dizer que Cristo é a verdade? 
A Bíblia ousa afirmar que há uma única verdade que é medida de todas as coisas, e não apenas isso - ela diz que a verdade é uma Pessoa, uma Pessoa que é declarada como Deus e que também se fez homem
Mas e daí?

Considerando o texto transcrito acima, o mesmo se refere às últimas horas de Jesus antes de Sua morte, precisamente quando Ele foi levado a Pilatos, o governador romano da região da Judeia, para ser julgado. Nesse contexto, Jesus foi questionado se era o Rei dos judeus (remontando à acusação feita pelo povo contra Ele) e, depois de algumas palavras de Pilatos, Ele disse que o Seu reino não era desse mundo - ou seja, Ele confirmou que era um Rei, mas de um reino diferente de qualquer outro reino concebido pela mente humana. Após essa resposta desconsertante de Jesus, Pilatos (possivelmente num tom irônico) pergunta a Jesus novamente se Ele era Rei, declaração que foi seguida da tréplica mais devastadora que alguém poderia imaginar - Jesus confirma Sua identidade de Rei e disse que veio ao mundo para revelar a verdade, para testemunhar da verdade, conforme as palavras "...tu dizes que sou Rei. De fato, eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem". Não há como ser mais claro - alguns ouvem a voz de Jesus por serem do lado da verdade, de modo que aqueles que não ouvem estão obrigatoriamente no lado da mentira, do lado do engano. Não é uma questão de ser "socialmente relevante", "politicamente correto" ou "religiosamente aceitável" - a única coisa que interessa é se damos ouvidos à voz do Mestre Nazareno ou se a ignoramos. 


Dentre as diversas coisas que Jesus Cristo disse, gostaria de destacar uma que foi descaradamente pisoteada em um post que li recentemente no facebook - no caso, em uma das páginas que sigo, li uma publicação que dizia "...se alguém não faz missões 'junto' e nem 'perto', não é missionário em lugar algum". Por um lado, eu concordo com a ideia da frase, pois quando Jesus Cristo nos comissionou para a proclamação de sua mensagem [bem como com base em Seu próprio exemplo], Ele disse para "começarmos por Jerusalém", o que indica que devemos ser testemunhas Dele desde o lugar em que estamos, trabalhamos, estudamos ou nos divertimos com nossos amigos. Todavia, alguns daqueles "teólogos piedosos de internet" - que parecem ser zelosos da verdade divina mas ainda nem lavaram a louça do almoço ou nunca juntou seus pares de tênis que não usa mais para doar a quem precisa - apareceram como "juízes" destilando estupidez ao condenar outros que vão evangelizar países ricos como a Itália, Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, como se isso fosse obrigatoriamente um "pretexto pra turismo" em nome de "fazer missões", acrescentando que esses "falsos missionários oportunistas do 1º mundo" deveriam ir aos lugares pobres do Brasil, da África ou Ásia em vez da Europa ou América do Norte, já que nestes últimos continentes existem muitas igrejas cristãs... Será mesmo? 

Em primeiro lugar, desde quando o critério para se evangelizar alguém é a condição social ou o país onde se mora?
Em que Bíblia está escrito "...não more mais em Paris ou em Milano e creiam no Evangelho?" 
Ou "...ide apenas nas favelas ou ao sertão e pregai o evangelho apenas a eles"? Que conversa herética é essa?


A despeito de sua opinião "comunista-cristã" [na verdade, esse termo nem faz sentido, mas o empreguei por um neologismo], a Bíblia diz que eu não devo compartilhar Cristo com alguém pelo fato desse alguém ser necessariamente pobre, subnutrido ou morar num lugar miserável, mas sobretudo pelo fato desse alguém estar perdido em seus pecados, morto espiritualmente e estar à beira do abismo do inferno enquanto permanece sem Cristo - ora, tanto ricos quanto pobres, tanto africanos quanto europeus, tanto sertanejos quanto canadenses, se não estiverem em Cristo, estão igualmente carentes do Evangelho. Provavelmente, muitos desses que aparentam ser os "cheios de compaixão pelos necessitados" ou "adeptos de um evangelho 'integral'" [ora, se é um "evangelho integral", tem que afetar tudo e todos - pobres e ricos, negros e brancos, índios e latinos, favelas e universidades, sertão e Europa, tribos africanas e grupos milionários norte-americanos] querem apenas ser mais espirituais que os outros "diferentes deles", usando da miséria alheia para promoverem sua "pretensa espiritualidade superior". Será que não é melhor você colocar o lixo pra fora como sua mamãe pediu ou fazer o trabalho da faculdade em vez de exibir sua "falsa piedade" na internet?

Na verdade, nesse tipo de "cristão de facebook" não há compaixão nenhuma pelos pobres ou por qualquer grupo social ou país que seja - o que difere tanto do Mestre que eles dizem seguir, que "olhava as multidões e tinha compaixão delas, porque andavam desgarradas e errantes, como ovelhas sem pastor" [perceba que o que gerou compaixão no coração de Jesus foi o fato das multidões estarem perdidas e errantes, e não a etnia delas ou o seu poder aquisitivo] e que também "com Seu sangue comprou para Deus os que procedem de TODA tribo, TODO povo, TODA língua e TODA nação". Toda tribo, todo povo, toda língua, toda nação - que coisa grandiosa é saber que o Deus verdadeiro, o Deus que se fez como um de nós, salva sem distinção de cor, condição social, nação, cultura e local, de forma que todos os que sutilmente restringem o alcance da missão de pregação do Evangelho em nome de um "falso zelo pelos mais carentes ou mais oprimidos" são promotores da mentira ou, em outras palavras, são imitadores ávidos de seu mestre e príncipe - o pai da mentira, o sedutor de todo o mundo, a velha serpente. 


Porém, como você pode saber se eu estou falando a verdade, "nada além da verdade?"

Bem, só posso me ater à voz de Jesus, que ecoa poderosamente mediante algumas de Suas próprias palavras, como segue:

"Então Jesus se aproximou deles e disse: foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra. Portanto, indo, façam discípulos de todas as nações..." [Mateus 28, vs. 18-19a]

"E Ele lhes disse: vão por todo o mundo e preguem o Evangelho a toda a criatura". [Marcos 16, vs. 15]

"E lhes disse: está escrito que o Cristo haveria de sofrer e ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que em Seu nome seria pregado o arrependimento para perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém". [Lucas 24, vs. 46-47]

"Assim como Tu me enviaste ao mundo, Eu também os enviei ao mundo". [João 17, vs. 18]


Autoridade nos céus e na terra. 
Ir por todo o mundo e pregar o evangelho a todos. 
Arrependimento para perdão dos pecados a todas as nações. 
Assim como Ele foi enviado ao mundo, Ele nos enviou ao mundo. 

Simplesmente, eu não tenho o mínimo direito de ousar limitar o alcance do amor divino ou não posso me julgar mais sábio que o próprio Deus, O qual intencionou tornar Seu nome exaltado entre todos os povos, de forma que somos convidados/intimados a ser parte disso - as Escrituras nos chamam para "louvarmos a Ele entre todas as nações", a "anunciarmos entre as nações a Sua glória e entre todos os povos as Suas maravilhas" ou "para sermos Suas testemunhas até os confins da terra".  Enfim, contra toda essa onda de "falsa compaixão missionária virtual" eu quero continuar a obedecer ao Único que merece minha total obediência, o Qual me enviou ao mundo - isto é, sempre que Ele quiser, irei à Europa ou mesmo aos EUA ou Canadá para levar o Evangelho a todos os que lá estiverem e que ainda não forem salvos [ora, eu não estou nem aí pros mimimizentos das redes sociais, que condenam quem vai ser missionário na Suíça enquanto são loucos pra esquiarem nos Alpes ou visitarem as fábricas de chocolate de lá - ah, como eu amo os hipócritas!] ou, caso Ele também queira, irei no sertão, na África ou em qualquer outro lugar. Não é o lugar, a cultura, o padrão social ou a etnia que importa - o que importa é que Deus seja glorificado na medida em que Seu nome é proclamado e pessoas de toda tribo, povo, língua e nação olham para Ele e são salvos, pois Ele diz: "...olhem para mim e sejam salvos, todos vocês, todos os termos da terra: porque eu sou Deus, e não há outro"


E você? Qual voz você tem ouvido?
Se você é um cristão e ainda não tem dado a atenção devida à voz do Filho de Deus - aquele que diz que todo o mundo precisa ouvir a Seu respeito -, dê atenção agora e veja o mundo, todo o mundo, como o seu campo missionário.

Mas, se você não é um cristão e, por isso, tem ignorado e desprezado a voz de Jesus, ouça Ele te chamar a olhar para Ele, para que você seja salvo - basta olhar para Ele, que foi à cruz morrer para salvar os pecadores da condenação eterna... Olhe, olhe para a cruz e vá para ela enquanto ainda há tempo, pois talvez amanhã você não esteja mais aqui e se lembre desse post já no inferno! Olhe para o Filho de Deus, para a Verdade Viva, e seja salvo.





Pela alegria de ser liberto pela verdade e nada além,





Soli Deo Gloria!