quinta-feira, 6 de junho de 2013

Bem dentro e lá fora...

Estive ausente por uns dias mas estou aqui de volta.

Dessa vez, pretendo ser realmente mais sucinto em minha postagem, pois o assunto do qual vou tratar deve sair das páginas dos blogs, dos comentários do facebook e das discussões ideológicas para ser concreto, prático, real... Tipo vida na vida.


No último feriado, estive com um grupo de cerca de 500 estudantes do Brasil e de vários países (Guatemala, Guiné-Bissau, Angola, Argentina, Peru, Estados Unidos, Venezuela etc.) em um congresso para universitários organizado pelo Movimento Estudantil Alfa e Ômega, na cidade do Rio de Janeiro. A palavra de ordem era: "Venha o Teu reino", fazendo referência à oração ensinada por Jesus Cristo nos evangelhos de Mateus e Lucas. Logo, o assunto ao qual me referi acima é o reino de Deus.

O reino de Deus é a mensagem central de Jesus Cristo. Ele era o Proclamador do "Evangelho do Reino de Deus" ou da "Boa Notícia do Reino de Deus" e, após escolher os seus 12 discípulos mais próximos, os ordenou a pregar o "Reino de Deus". Sim... Mas por onde começamos? Vamos em frente. 


Reino significa "domínio" ou "governança". Logo, a mensagem primordial de Jesus ao mundo é a de que Deus reina, domina, governa sobre tudo. As criaturas que Ele mesmo fez devem saber disso: Deus é Deus. Sem esse entendimento, não poderemos saber quem é Deus de fato. Tudo começa desse ponto - existe um Reino, logo existe um Rei; existe um domínio, logo existe alguém que domina tudo. 

Mas como é esse reino de Deus? Em que ele se baseia? Quais as suas características?

A Bíblia diz muitas coisas sobre o reino de Deus [ou reino dos céus]... Vamos a algumas delas:

Salmo 45:6 - "O teu reino é um reino eterno..."
Salmo 97:2 - "Justiça e juízo são a base do Seu trono..."
Salmo 103:19 - "...o Seu reino domina sobre tudo..."
Hebreus 1:8: "...o cetro do Teu reino é um cetro de justiça..."
Romanos 14:17 - "...o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo..."
Lucas 17:20-21 - "...o reino de Deus não vem com aparência exterior... porque o reino de Deus está entre vocês..."
João 18:36 - "...Disse Jesus: o meu reino não é deste mundo..."
Hebreus 12:28 - "...Portanto, tendo recebido um reino que não pode ser abalado..."
Mateus 5:3 - "...Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus..."
Mateus 6:33 - "...Busquem primeiramente o reino de Deus e a Sua justiça..."
Mateus 5:10 - "...Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus..."
Mateus 18:3-4 - "...Se não se arrependerem e não se fizerem como crianças, de modo algum entrarão no reino dos céus... Aquele que se faz menor como esta criança, este é o maior no reino dos céus..."


Eu poderia ficar durante vários parágrafos comentando cada versículo, mas eu acredito que a simples leitura deles é suficiente para nos dar uma ideia de que o reino de Deus não tem nada a ver com os "reinos" terrenos. 

No reino de Deus, não há espaço para aparências e glamour - ora, o Reino não vem de modo visível... O reino de Deus é eterno - todos os reinos humanos que já se constituíram ao longo da história já acabaram ou ainda vão ter fim... O reino de Deus não tem nada a ver com materialismo e coisas banais - o Reino é justiça, paz e alegria [mas tudo isso no Espírito Santo, não de forma natural e humana]... No reino de Deus, o maior é aquele que se faz o menor de todos - nada, nada, nada de sermos esnobes, vaidosos e cheios de nós mesmos! Quanto mais orgulho, mais nos afastamos deste Reino... O reino de Deus deve ser a prioridade da vida - Deus é Deus e deve ser temido, adorado, conhecido e servido e, como todas as coisas que existem são para Sua glória, o Reino deve ser buscado antes de tudo e sobre tudo... O reino de Deus não pode ser abalado - as novas ideologias, filosofias naturalistas e humanistas, o relativismo e o antropocentrismo que procura tornar o homem o seu próprio "rei" não pode prevalecer contra Deus [o reino Dele está firmado desde a eternidade]... Finalmente, Jesus disse que o reino dele não é desse mundo - são valores diferentes, propósitos diferentes e, acima de tudo, um Rei totalmente singular e incomparável - Jesus Cristo.


No entanto, tudo isso é muito belo e atraente na teoria - por exemplo, neste blog. Meu objetivo, na verdade, é simplesmente transmitir aquilo que o próprio Deus [por meio de Sua palavra] nos disse a respeito de Seu reino e, a partir desse conhecimento, sermos moldados e inspirados a viver à luz dessa realidade - não temos mais desculpas para sermos omissos, pois o "reino está entre nós" e, se nos consideramos filhos de Deus, devemos ser também canais pelos quais o Reino Dele se estenderá para ser plenamente estabelecido num futuro que somente a Ele pertence. O reino é agora e aqui mas também é amanhã e na eternidade. 

Nesse sentido, visto que ainda existe maldade, injustiça e crueldade no mundo, não podemos dizer que o reino de Deus está "totalmente" em nosso meio. Porém, podemos ter a esperança de que o dia a partir do qual o Reino será pleno e visível chegará - um dia em que uma voz dirá: "...os reinos do mundo passaram a ser de nosso Senhor e de Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos..." [Apocalipse 11, vs. 15].


Finalmente, diante de tudo isso, eu não quero correr o risco de ter de ser subjugado ao domínio de Jesus à força. Pelo contrário, quero viver cada vez mais intensamente a realidade do reino de Deus no meu dia-a-dia - na escola, na faculdade, no trabalho, na igreja, no cinema com os amigos, num show de Jazz, tomando banho, pegando ônibus lotado, viajando etc... E, para que esse reino seja cada vez mais notório, a palavra de ordem é JUSTIÇA - pois justiça é o mesmo que retidão ou verdade e, portanto, onde há retidão e verdade, existe amor, graça, compaixão e bondade. Foi assim que Jesus pregou o "reino de Deus" - falando e praticando; logo, só me resta fazer o mesmo pois, se eu sei a teologia certa, o outro passo é praticá-la - ou seja, o reino vai moldando quem eu sou e o que eu faço reflete essa mudança. 


Deus, ouça a minha oração... Que venha o Teu reino, bem dentro e lá fora... Que a Tua vontade seja feita, pra sempre e agora!




Pela alegria de ser parte desse Reino,



Soli Deo Gloria!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A medida desmedida...

Voltando enfim.
Voltando para fazer - ou arriscar a fazer - uma das coisas de que mais gosto: expor as minhas reflexões e emoções de modo que tudo traga glória somente a Quem merece recebê-la. 

Então, é hora de escrever!


Sempre que penso no que vou compartilhar aqui procuro ser autêntico (antes e acima de tudo) e cuidadoso com o que será dito. E, como os mais assíduos já perceberam, gosto de brincar com a arte (especialmente a música e a literatura, além de filosofia e teologia). Dessa vez, ouso a externar aqui um pouco do que tenho pensado ultimamente a respeito de uma frase célebre do filósofo e teólogo Agostinho de Hipona, que disse certa vez:

A medida do amor é amar sem medida. Simples assim. Nada mais, nada menos. 


Realmente, falar a respeito de uma frase proferida por um dos mais proeminentes nomes da filosofia e teologia cristãs da História é muita audácia para um leigo nesses assuntos como eu. Entretanto, esse blog é um blog de subversão - isto é, aqui riscos são assumidos, caras são "dadas pra bater" e declarações descompromissadas com a popularidade são escritas em negrito. Que eu tenha sucesso, enfim.

Antes de qualquer coisa, precisamos pensar sobre o que é o amor. Caramba, que pergunta difícil! Sinceramente, eu não sei definir amor. Eu acredito que o amor é, por si mesmo, tão mais elevado e precioso do que qualquer mente humana (por mais brilhante que fosse/seja) pode alcançar. Temos, de fato, vislumbres verdadeiros e de grande valor do que chamamos "amor" mas, como diz o poeta, "por ser exato o amor não cabe em si". 


Por outro lado, dentro do que tem sido discutido ao longo dos séculos nos ramos da teologia, filosofia e demais ciências humanas/sociais, existem 4 tipos de manifestações de amor: o amor por coisas (Afeição), o amor fraternal por pessoas (Amizade), o amor sexual ou erótico (Eros) e o amor sacrificial e benevolente (Caridade ou Ágape). Nesse sentido, acredito que não deve ser do amor por coisas que a frase de Agostinho fala - pois, ao amarmos as coisas sem medida, somos/seremos materialistas e cheios de ganância, o que nos conduz/conduzirá fatalmente a maltratarmos as pessoas e enxergarmos a Deus de modo utilitarista. Logo, não devemos ter um amor "sem medida" por coisas, embora um apreço com bom senso por aquilo que temos seja saudável.


A amizade é uma das modalidades de amor mais nobres e fundamentais para a vida - eu não consigo enxergar minha vida sem meus amigos (eu não sou o único subversivo do mundo e isso me consola! rs)... Não é possível viver (de fato) no isolamento. Somos seres relacionais e carecemos de relacionamentos saudáveis. Os amigos são tão importantes que Jesus Cristo - conforme se lê em Lucas 16:9 - diz que devemos "usar os bens do mundo para ganharmos amigos, para que quando esses bens acabarem, esses amigos nos recebam nas moradas eternas". Isso é extraordinário! Resumindo, o que Jesus quis dizer foi: ame as pessoas e use as coisas, e não o contrário. Porém, por mais que amigos sejam fundamentais, não devemos amá-los "sem medida" - pois eles são humanos e imperfeitos como todos nós somos e, se um dia nos decepcionarmos com alguns deles (ou decepcionarmos alguns deles), teremos desgastado a nossa alma (e vice-versa) e as feridas que podem vir daí talvez permaneçam por toda a vida.   


Por algumas razões, não pretendo fazer uma abordagem a respeito do amor Eros - por mais que seja algo belo, inspirador, prazeroso e divino (dentro dos princípios da moralidade bíblica, digo). Dessa maneira, gostaria de me focar no tipo de amor que alguns chamam "Caridade" ou Ágape - embora esse termo tenha perdido todo o seu sentido original, visto que é normalmente associado a "dar esmolas" ou a fazer a "boa ação do dia". Caridade é muito, muito mais que isso - caridade é aquilo que nos faz "ser" (sem amor/caridade, eu nada seria), é o que traz proveito e sentido a qualquer atitude nobre, dom ou virtude. Parafraseando o apóstolo Paulo, não posso falar de "caridade" - no real sentido da palavra - sem dizer que ela "é sofredora, benigna, paciente, desprovida de orgulho, ciúmes ou vaidade, não é invejosa, não é leviana, não busca seus interesses, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça mas com a verdade compartilhada, além de tudo sofrer, tudo crer, tudo esperar e tudo suportar" (ver 1 Coríntios 13:4-7). Definitivamente, as nossas pretensiosas "boas ações" não podem ser chamadas de "caridade". Portanto, não é de nenhum amor humano que Agostinho fala, por mais que a frase seja dirigida a cada um de nós. Mas que "amor" é esse afinal?


Vou ser bem direto.

Não consigo ler "a medida do amor é amar sem medida" e não pensar em uma prova de amor que já foi manifestada há muito tempo, num lugar chamado Calvário. Deus, o Ser Amor, aquele que se define como "Amor", veio ao mundo na pessoa de Jesus Cristo "porque amou ao mundo de tal maneira..."... Eu simplesmente fico estarrecido diante disso. A causa que moveu o Eterno e Autossuficiente a vir ao mundo foi o amor - poderia ter sido qualquer outro de Seus atributos, mas foi "porque amou". Tão sublime! Nem mesmo as Escrituras conseguem descrever de modo preciso como é o amor de Deus - elas simplesmente dizem que Deus amou o mundo de TAL MANEIRA que deu o Seu Filho. E mais do que isso - Deus prova o Seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. Ou seja - todo dia, a cada instante, posso me lembrar de que Deus me ama e não precisa me dar mais provas, porque Ele já deu tudo - Ele deu a Si mesmo. Isso sim é amar sem medida.


Finalmente, se eu me julgo filho de Deus (logo, pertenço a Ele e devo ser obediente a Ele), só me resta aprender, dentro das minhas "medidas humanas", a praticar o amor de maneira mais ou menos parecida. Ora, se eu digo "eu te amo" para alguém e tenho consciência do amor de Deus por mim, eu não posso perder meu tempo com picuinhas medíocres e exigências desnecessárias - eu devo estar focado em exercitar amor e não em despertar ódio e tenho que me concentrar em fazer bem ao outro e não em lançar palavras duras e inúteis. Mas, no fim das contas, por mais que muitas pessoas ao meu redor não se esforcem para isso (e nem eu mesmo para com elas), posso ser plenamente satisfeito - Deus me amou, se deu por mim e sempre me lembra de que sou amado - amado por Aquele que tem o amor que jamais terá fim, que é o próprio Amor Eterno. Se você não tem essa certeza, arrependa-se dos seus pecados e creia em Jesus Cristo - assim, esse amor que nunca falha estará sempre com você.




Pela alegre certeza de que Ele me ama sem medida,




Soli Deo Gloria!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Somos quem podemos ser...

Depois de muito tempo, voltei aqui.

Entretanto, dessa vez, tive razões não muito boas para estar ausente - meu computador pessoal está há 3 semanas em manutenção e eu não tive como atualizar o blog... Mas hoje eu dei um jeito e estou dando as caras (risos).


Sem papas na língua, vou direto ao ponto - na verdade, volto a bater na mesma tecla que tenho batido nos posts anteriores. Eu não sei exatamente o porquê, mas não consigo sair do tema da liberdade para ser quem se é na medida em que Deus me conforma à Sua própria natureza. Sabe, é aquela coisa de "não estar preocupado em agradar a todos", de "saber a dor e a delícia de ser o que é", de tomar o jugo suave e o fardo leve Daquele que tem todos os motivos para cobrar de nós porém, em vez de nos oprimir, ele nos ajuda a carregar a cruz ao longo da longa jornada. 


Desse modo, como gosto de brincar com o que alguns teólogos denominam "graça comum", intitulei este post com o nome de uma das canções mais conhecidas de um grupo de rock gaúcho dos anos 80 chamado Engenheiros do Hawaii... Ah, saudade da boa música dos anos 80 [parêntese].

Somos quem podemos ser.

Primeiramente, somos o que somos. No entanto, por nossa própria identidade de "ser humano", não somos os mesmos o tempo todo. As diferentes fases da vida, os diversos ambientes que frequentamos, as pessoas com quem andamos, os livros que lemos e as músicas que ouvimos e, acima de tudo, os princípios e crenças (ou mesmo a ausência de princípios e de crenças) que adotamos como fundamentos para a vida nos moldam e fazem de nós o que somos. E, sobre tudo isso, está Deus - aquele em quem vivemos e existimos, para quem são todas as coisas e em quem tudo subsiste [Atos 17:28, 1 Coríntios 8:6 e Colossenses 1:17]. Logo, se somos o que somos - seja como for - , é primordialmente por causa Dele. 


Por isso, cada um tem a sua própria identidade e deve ser admirado e/ou respeitado como se é, ainda que as diferenças de comportamento e de ações diante de determinadas circunstâncias nos pareçam "chatas". Eu, por exemplo, não gosto de muitas coisas nas pessoas - indiferença, frieza, falta de sensibilidade com os sentimentos dos outros, humor cruel, zombaria com a ingenuidade do outro, mentira, orgulho, ser esnobe etc. -, mas não ando por aí fazendo campanhas para que elas mudem de comportamento só porque eu quero e pronto. Não perco meu tempo com esses caprichos. Eu estou mais preocupado em me examinar e em buscar ser melhor Naquele que pode mudar o que realmente precisa ser mudado em mim. E só pra lembrar: esse Alguém a quem me refiro não é você, "tá serto"? [perdoem o português intencionalmente errado]. 

Os Engenheiros do Hawaii estão certos - somos quem podemos ser. 


Cada um tem a sua própria história e, como disse Aslam em uma das histórias das Crônicas de Nárnia, "a cada um só é permitido saber a sua própria história". Não tenho que ficar focado nas vidas alheias, como se eu fosse o "salvador da pátria" daquele amigo introspectivo e estressado ou mesmo o "transformador de caráter" daquela menina metida e aparentemente esnobe. Eu não posso mudar ninguém e nem você pode. Se nos relacionamos com os outros baseados em "trocas de favorezinhos" ou de "pequenas barganhas", não estamos nos relacionando com elas e sim sendo sanguessugas delas. Como disse no post anterior, se a Bíblia diz que devemos aceitar uns aos outros assim como Cristo nos aceitou, essa aceitação é baseada em graça e compaixão, em benignidade e em um padrão de justiça diferente daquele do nosso mundo. 


Finalmente, quero mencionar um trecho das Escrituras que tem ficado firme em minha mente esses últimos dias, onde se lê:

"Seu divino poder nos concedeu todas as coisas de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento Daquele que nos chamou para a Sua própria glória e virtude, pelas quais Ele nos deu as Suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo..." 
[2ª Epístola do Apóstolo Pedro, cap. 1, vs. 3-4]. 

Mais claro impossível - Deus já nos deu TUDO o que precisamos para desfrutarmos do dom da vida e para fazermos isso de modo justo e íntegro. Na medida em que conhecemos a Ele em Sua plenitude, podemos descansar no fato de que fomos chamados para participarmos de Sua glória e de Sua santidade. A Bíblia nos promete que seremos semelhantes a Cristo quando Ele se manifestar e que fomos predestinados para sermos conformes à imagem Dele (1 João 3:2 e Romanos 8:29). Isso é tão maravilhoso! Os deslizes que damos, as falhas que cometemos, os pecados que praticamos e as coisas boas que deixamos de fazer - tudo isso não impedirá o propósito final de Deus, que sempre faz tudo o que Lhe agrada (Salmo 115:3).  


Os que são de Cristo são novas criaturas - ou seja, é uma natureza nova, uma mente nova, um coração novo. Depois que conhecemos a Verdade e ela nos liberta, eu não preciso passar por "novos processos de libertação" ou por "curas interiores" - eu sou livre! Foi para a liberdade que Cristo me libertou! Eu não vou me submeter a nenhum jugo de escravidão! Eu fico com as Escrituras que dizem que "se o Filho os libertar, vocês serão verdadeiramente livres". LIVRES! Chega de cobranças farisaicas de comportamento... Eu não aguento mais! Eu sou livre e só preciso me submeter a Cristo e à Sua Palavra. 

E você? Já se deu conta disso (caso você seja mesmo um servo Dele)? Não seja nada além do que você pode ser; seja simplesmente aquilo que a Graça Dele quiser que você seja.




Pela alegria de ser tudo o que posso ser Nele,




Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Como dizia Jean-Paul Sartre...

Voltei.

Depois de estar meio sem tempo para escrever aqui, vou falar sobre algo que tenho pensado há algum tempo. Vamos lá, sem mais delongas.


Ultimamente, tenho pensado sobre uma determinada frase atribuída ao filósofo Jean-Paul Sartre [considerado por muitos como o principal ícone do existencialismo], o qual disse certa vez:

"O inferno são os outros".

Frase forte, não? 
Um tanto esnobe e sarcástica.
Entretanto, apesar de tudo isso, não deixa de ser verdadeira - sob certo ponto de vista, claro.


Nos meus posts mais recentes, tenho tratado de um assunto complicado [para os leitores assíduos e mais detalhistas, isso é bem perceptível] mas necessário: a necessidade de se despreocupar com a "paranoia" de ter que agradar a todos ou agradar à "maioria" e estar focado na convicção de que "felicidade é só questão de ser" na medida em que Deus vai conformando a todos os que creem Nele à Sua própria imagem. Os textos "Fora do sistema" e "De onde vem a minha calma" são bem claros em falar dessa temática... Logo, dando seguimento à mesma linha de raciocínio, quero analisar a citação de Sartre sob essa ótica.


O inferno são os outros.

Quando penso nessa frase, a primeira ideia que surge é a de que, se nos tornarmos escravos da necessidade de bajular as pessoas com nossos comportamentos, ideias, princípios e sentimentos, viveremos uma espécie de "inferno" temporal. Conforme a sabedoria "folk" ou popular, "não se pode agradar a todos". Nem mesmo aqueles que defendem ardentemente o pensamento de que "o que importa é estar dentro das convenções do sistema social e antropológico" agradam a todos. Eu, definitivamente, acredito que nasci para desagradar a muitos - sou irredutível em minhas convicções, intenso na hora de defender minhas ideias, irado quando ferido ou contrariado e totalmente despreocupado com o fato dos "outros" gostarem ou não de mim como eu sou [esse blog é um sinal evidente disso]. Por outro lado, sei que preciso ser mais moderado nesse sentido, mas não é você e nem ninguém que deve e pode fazer com que isso aconteça - Deus é quem pode e já está fazendo isso, se é que você ainda não se tocou. 


Além disso, numa sociedade cada vez mais "pseudotolerante" - tanto fora quanto dentro dos ambientes religiosos (os quais deveriam ser acolhedores, e não opressores) - , somos educados (ou seriam obrigados?) a entrar de cabeça nos "modismos" que "ascendem em abril e se espatifam em maio" constantemente. Ou seja: basta surgir uma "nova onda" [na qual todos estão surfando] ou um novo "ponto comum" para o qual todas as "Marias vão com as outras" se dirigem e... Já era. Os que simplesmente são "diferentes" ou que não são "massas de manobra" estão errados - são quase criminosos, às vezes. Chega de tudo isso! Eu prefiro ficar com as sublimes palavras de Jesus, que disse:

Vocês julgam segundo a carne; eu a ninguém julgo. [Evangelho de João, cap. 8, vs. 15].
Não julguem segundo a aparência, mas julguem segundo a reta justiça. [Evangelho de João, cap. 7, vs. 24].

E porque você atenta no argueiro que está no olho de teu irmão e não vê a trave que está em seu olho?
Ou, como dirá a teu irmão: deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no seu?
Hipócrita, tire primeiro a trave de seu olho, e então cuidará em tirar o argueiro do olho do seu irmão. [Evangelho de Mateus, cap. 7, vs. 3-5]


Jesus diz claramente que é lícito julgar ou exercer juízo sobre as coisas e situações, mas esse juízo deve ser baseado na justiça e na verdade em vez de baseado na aparência, no que está por fora. Em vez de acharmos que somos os "melhores melhores do mundo em tudo" e que temos toda a "moral" pra dar lições nos outros (muitas vezes, só criticamos coisas inúteis), devemos nos preocupar com nós mesmos antes. Sabe, é realmente "deixar pra lá" toda essa cultura do "exterior", de "agradar a gregos e troianos", de ser amigo de "espartanos e atenienses", de dar presentes aos "Aliados" e também ao "Eixo" [para os bons em História, está tudo tranquilo...]. Isso é falsidade. Isso é falta de caráter. É o que alguns chamam "farisaísmo" - em referência ao grupo de religiosos que Jesus sempre condenou pela hipocrisia deles. Pensando bem, os "outros" que vivem dessa forma é que estão criando um "inferno" pra si mesmos e, na pior das hipóteses, podem estar caminhando a passos largos para aquele outro inferno que todos devem temer.  


Finalmente, eu estou tranquilo.

Tranquilo porque, apesar dos conflitos inevitáveis que terei de enfrentar na medida em que me relaciono com as pessoas, sei que Aquele a quem eu devo tudo o que tenho e sou já me recebeu, já me aceitou. Ele, que tinha (e ainda tem) todos os motivos para me desprezar, veio ao meu encontro e me acolheu - como o pai da história do filho pródigo. O Único que tem toda a moral para me corrigir (e que faz isso de fato, mas faz para que eu seja participante de Sua glória, conforme se lê em Hebreus 12:10-11 - quanta graça! ) é o mais paciente e amoroso. Portanto, se queremos ser como Ele é - ou se ao menos nos julgamos Seus seguidores - , devemos fazer o que Ele diz:

"Portanto, recebam-se uns aos outros, assim como Cristo os recebeu para a glória de Deus" [Epístola aos Romanos, cap. 15, vs. 7].


Aceitação mútua.
Amor compartilhado.
O reino de Deus manifesto na prática como fruto da mudança do coração.

Minha esperança é saber que Ele é soberano e que, em algum momento, esse "inferno" do qual Jean-Paul Sartre falou vai ser transformado numa comunidade onde reinará a paz, a justiça e o amor - Apocalipse 21:4-7. Sem dores. Sem fardos de bajulação. Apenas Um será  alvo de adoração, atenção e reverência. O Único que é digno de todas as coisas. Mas, para "os outros" que não se importaram com seus próprios vícios e pecados e viveram julgando e condenando, o destino será bem diferente. 

E então? Você está no grupo dos "outros"? Pense e faça algo o quanto antes, caso seja preciso.



Pela satisfação de ser feliz por quem eu sou Nele,



Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 28 de março de 2013

Em memória de/do Salvador...

28 de março de 2013. 

Véspera da chamada "Semana Santa".

Hoje pretendo escrever pouco, pois acredito que temos muito mais em que pensar quando se fala de "páscoa" e "semana santa" do que perder tempo na internet lendo blogs [risos]. Espero que minhas palavras sejam úteis pra quem, porventura, passar por aqui.


Primeiramente, tenho uma interessante curiosidade nesta "semana santa". Amanhã, sexta-feira, é o aniversário de minha querida Cidade do Salvador, a qual completará 464 anos de fundação [desde 29 de março de 1549, dia em que a Coroa Portuguesa representada pela comitiva de Thomé de Souza chegou ao Porto da Barra]. A Cidade do Salvador se tornou a primeira capital do Brasil, posto que ocupou até o ano de 1763, sendo substituída pela cidade do Rio de Janeiro. Conhecida pelas suas belezas naturais, pelo povo alegre e hospitaleiro e por sua religiosidade rica e repleta de sincretismos, Salvador atrai pessoas de todo o mundo todos os anos. Por outro lado, como toda metrópole, apresenta sérios problemas sociais - educação precária, violência, corrupção, falta de mobilidade urbana etc. Entretanto, me concentrando apenas nos pontos positivos, quero fazer menção do aniversário dessa terra que encanta a todos que passam por aqui e que também é o meu lar. Sim, sou soteropolitano com muita alegria, vu velho? Minha cidade é linda como a zorra! [risos]. 


Mas... porque eu falei de uma "interessante curiosidade"?

Bem, vamos lá.

Sexta-feira santa. 
Este é o dia no qual, conforme a tradição cristã e os registros bíblicos, Jesus Cristo foi morto numa cruz. 

Em todo o mundo, a lembrança da morte cruel do homem que, apesar de sua simplicidade e ausência de nobreza, mudou a perspectiva da vida com seus ensinos, práticas e exemplo e dividiu a história em antes de depois de Si, é retomada nos filmes da TV, nas peças e espetáculos teatrais, nas atividades religiosas e outras esferas sociais. Embora a época Páscoa seja também caracterizada pelo consumismo, pela cultura dos ovos de chocolate e pelo "coelhinho", a história da morte de Cristo sempre volta à tona, de alguma forma. 

Ainda não conseguiu perceber a curiosidade?

Vamos acabar com o segredo agora.


 

Em 2013, o mesmo dia do aniversário da Cidade de Salvador é o dia em que recordamos a morte do Salvador. Muito mais importante do que trazer à memória a data de fundação da 3ª cidade do Brasil, é relembrar que Deus se fez como um de nós para dar voluntariamente a Sua vida em favor de criaturas que o desprezaram [e continuam fazendo o mesmo até hoje]. O Eterno, Soberano e Autossuficiente abre mão de sua própria majestade, substituindo a glória de um trono pela vergonha da cruz. O Único que não tinha pecado algum se faz pecado por nós para que, Nele, fôssemos tornados justos aos Seus próprios olhos. Para deixar tudo mais claro, na Bíblia se lê:

E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. [Evangelho segundo João, cap. 1, vs. 14].

Àquele que não conheceu pecado, Deus O fez pecado por nós, para que Nele fôssemos feitos justiça de Deus. [II Epístola aos Coríntios, cap. 5, vs. 21]. 

Era desprezado, e o mais indigno entre os homens; homem de dores e experimentado no sofrimento. E, como um de quem escondíamos o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Verdadeiramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre Si; e nós o considerávamos aflito, ferido de Deus e oprimido.
Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas feridas fomos sarados. [Isaías, cap. 53, vs 3-5].


Finalmente, não posso pensar na Páscoa [no original hebraico "Pessach" ou "passagem"] ou na sexta-feira santa e não me lembrar de alguns belos versos do poeta Stênio Marcius, que diz em uma de suas músicas mais profundas:

"Partiu, fica a paz em mim
Fica a sala com cheiro de jasmim
Vai verter a vida do corpo Seu
Pra levar a culpa de alguém como eu
Pra lavar o sujo do meu próprio eu
Levar-me puro a Deus..." [Alguém como eu - Stênio Marcius]


Ele partiu para a cruz, decidido e sem vacilar. Partiu para sofrer, pois Ele mesmo disse: "...para isso mesmo estou aqui, para esta hora..." [João 12:27b]. Partiu e "foi embora sem mais desculpas" a fim de verter o seu sangue para purificar os meus e os seus pecados. Partiu para levar a minha culpa e para me lavar de mim mesmo. Partiu para que, um dia, eu seja levado puro a Deus, assim como Ele é puro. Ah, que graça maravilhosa! Que bondade incomparável! 

E daí? 
Você vai ficar parado sem dar uma resposta consciente ao amor que Deus mostrou por você? 
Melhor do que vir a Salvador amanhã para curtir a festa de aniversário da cidade será passar a ter a certeza de participar da festa eterna ao lado Daquele que nos ama infinitamente.

Qual é a sua resposta?




Pela alegria de morar em Salvador e de ter o Salvador morando em mim,



Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 21 de março de 2013

De onde vem a minha calma...

Depois de viajarmos um pouco por "fora do sistema", temos novidades.

Sem mais delongas, o tema desse post poderia ter sido o tema do post anterior mas, por algum motivo, percebo que essa é a hora de escrevê-lo. Vamos em frente.  


Quando pensei nesta postagem me lembrei imediatamente de uma determinada música do grupo Los Hermanos, onde constam os seguintes versos:

"Eu não vou mudar, não
Eu vou ficar, sim
Mesmo se for só, não vou ceder...
Deus vai dar aval, sim
O mal vai ter fim..." [Los Hermanos - De onde vem a calma]


Primeiramente, para quem me conhece bem, esse post pode parecer uma ironia da minha parte. Não tenho problemas em admitir que sou explosivo, intenso e teimoso em alguns momentos. Fico estressado com muitas coisas mas, às vezes, deveria deixar algumas dessas coisas pra lá e me irritar menos... Mas normalmente isso não acontece. Sofro bastante com aqueles que são "calmos, serenos e tranquilos", pois estes normalmente exigem que nós [os "descontrolados"] entremos na caixinha padronizada deles. Ora, eles são da "maioria"; logo, estão do lado certo, sim? Só que não. Ter autocontrole é bom, certamente, mas não se julgar superior ao outro (não importam os motivos que nos façam pensar que somos melhores) é ainda melhor. Pensando bem, me sinto como a Rita Lee - a "ovelha negra da família".

Logo, faz sentido esse texto se chamar "de onde vem a minha calma"? Esse blogueiro só pode estar surtando... Não, não estou.


Por outro lado, pensando nos versos da música, digo realmente que eu não vou mudar quem sou para satisfazer as expectativas das pessoas. Ora, ao longo da vida, somos condicionados a sermos "atores sociais" - colocamos a nossa bela máscara do dia (mais bonita que qualquer uma que se possa comprar em Veneza), saímos de casa, mostramos aos outros o quanto somos emocionalmente estáveis, educados e sensatos e, quando voltamos pra casa e ficamos sozinhos, arrancamos do nosso rosto o nosso enfeite diário e aí voltamos a ser quem de fato somos. 

Faz um tempo que tenho lutado contra isso e, desde que essa minha luta começou, tem sido cada vez mais difícil cultivar a autenticidade e a transparência. Viver de aparência e de barganhas comportamentais é muito mais fácil e agradável para nossos egos doentes devido ao nosso orgulho. Eu prefiro a subversão e vou ficar assim. Mesmo se for só, não vou ceder às pressões dos outros para que eu seja o "troféu" de exibição deles. Minha motivação para ser melhor amanhã do que sou hoje tem a ver comigo e, principalmente, com Aquele Único que pode e deve fazer todas as mudanças que eu preciso experimentar. 


Deus vai dar aval, sim... O mal vai ter fim.

Sem qualquer pretensão religiosa, o poeta da canção me fez lembrar de algo extraordinário, registrado pelo apóstolo João em sua primeira carta aos cristãos de sua época, na qual se lê:

Vejam quão grande amor nos tem concedido o Pai, ao ponto de sermos chamados filhos de Deus, Por isso o mundo não nos conhece, porque não conhece a Ele.
Amados, agora somos filhos de Deus e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, pois O veremos assim como Ele é.
E qualquer que Nele tem essa esperança purifica-se a si mesmo, como Ele é puro. 
[1 João, cap. 3, vs. 1 a 3]


Não pode ser mais claro: Deus nos concedeu um amor incomparável, pois Ele mesmo nos fez Seus filhos. Logo, o mundo onde reina a vaidade, a autoexaltação e a falsidade (e, portanto, não tem nada a ver com Deus), não nos conhece. Além disso, enquanto muitas pessoas - sejam próximas a mim ou não - podem pensar o que quiserem a meu respeito, eu fico com o que Bíblia diz sobre mim - eu sou filho de Deus e ainda não está revelado o que serei no futuro. Eu me apego unicamente à certeza de que eu serei semelhante a Cristo [acredite a "maioria" ou não] quando Ele for visto por todos em Sua vinda. Que esperança maravilhosa! Qualquer que espera o dia em que será semelhante a Quem o resgatou do pecado para a vida eterna está se purificando, assim como Ele é puro. Que consolo sublime! 

Não importam os meus defeitos de agora - a pureza Dele está sendo impressa em meu caráter a cada dia e isso é sobrenaturalmente incompreensível. De fato, isso é uma subversão completa e encantadora. Realmente, Deus vai dar o Seu aval e vai terminar com todas as imperfeições de cada pecador redimido pelo Seu Filho. O mal causado pelo pecado vai ter fim. Logo, só me resta cantar os versos: "...todos os dias Deus restaura o meu ser e toda essa obra é tão grande, eu sei...".


É por isso que eu não estou preso à necessidade de dar satisfações a nada nem a ninguém. Eu sei que cada um de nós deve buscar ter paz com todas as pessoas o quanto for possível mas, se houver divisões em relacionamentos, inimizades ou frustrações da parte dessas pessoas comigo, eu vou continuar seguindo em frente, levando a vida devagar pra não faltar amor e vivendo um dia de cada vez pra não me perder... Eu sei quem eu sou e estou seguro quanto ao que vou me tornar. Desse modo, menciono duas palavras de Jesus que têm me perseguido nos últimos dias:

Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração; e encontrarão descanso para as suas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. [Mateus 11:29-30]

Deixo-lhes a paz, a minha paz lhes dou, não a dou a vocês como o mundo a dá. Não se turbe o coração de vocês, nem se atemorizem. [João 14:27]


A razão pela qual devemos aprender com Cristo é o coração Dele - um coração manso e humilde. Manso porque é longânimo e humilde porque é desprovido de vaidade e de superioridade própria. Logo, o descanso da alma é natural para quem tem um mestre paciente e vazio de si mesmo. Finalmente, a paz que vem de Cristo não é dada como é dada a paz do mundo - Cristo dá a Sua paz e pronto. Não existem cobranças desnecessárias. Ele nos dá a Sua própria paz e, dessa forma, os nossos corações se aquietam e a nossa alma encontra alívio. Simplesmente sublime!

Se você ainda não tem essa "calma" que só pode vir Dele, arrependa-se dos seus pecados e creia na morte de Cristo em seu lugar para perdoá-lo de todos eles. Creia que Ele ressuscitou e que um dia voltará - o dia em que todos os filhos de Deus serão semelhantes ao Eterno Filho de Deus. Venha logo, pois nesse caso a vida tem pressa.




Porque Dele vem a minha calma,



Soli Deo Gloria!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Fora do sistema...

É hora de colocar as novas reflexões em dia.

Depois de um bom tempo apreciando o "doce som do silêncio", preciso falar um pouco novamente - espero, como sempre, que minhas palavras sejam melhores do que um post em branco.


Dessa vez, algumas ideias travaram uma briga saudável em minha mente mas, por fim, decidi do que falaria neste post... Como sabem, gosto de música e, sempre que ouço alguma coisa que me intriga pela sua mensagem, acho válido compartilhar. Bem, vamos logo ao X da questão. Esses dias, navegando pelo Youtube, me deparei com uma música que dizia o seguinte:

"Eu quero estar louco
Eu quero estar certo
Fora do sistema
Longe, eu caminho mais perto..." ---> [Fora do sistema - Banda Resgate]

Antes de tudo, é assim que me vejo. Eu não me encaixo no esquema dominante. Eu não faço parte da chamada "maioria" das pessoas. Eu, definitivamente, estou "fora do sistema".  Sou um paradoxo ambulante - cheio de conflitos e fraquezas e, ao mesmo tempo, acabo sendo inspiração para alguns (como? risos) - e, às vezes, tenho problemas ou boas surpresas com isso. Pelo fato de não ser uma "Maria vai com as outras", já sofri calúnias, ouvi mentiras sórdidas e suportei muitas palavras duras e cruas. Mas eu não me importo: eu continuo a "subverter o mundo" por onde ando e pretendo continuar a fazê-lo. Se você quiser se juntar a essa "subversão", estou aqui para caminhar ao seu lado. Se não quiser, continue sendo parte da "maioria". 


Eu quero estar louco.

Quando ouço isso, me vem à mente uma passagem do Novo Testamento que me deixa completamente sem reação, onde se lê:

"Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens". ---> [1 Coríntios, 1:25]

Na verdade, Deus não pode ficar "louco" - Ele é o padrão de perfeição; nós é que somos tortos. Mas, dentro desse pensamento do versículo, ainda que Deus pudesse "pirar o Seu cabeção" [tomando liberdade para usar esse termo, com temor], Ele ainda seria mais sábio que qualquer um de nós. E mais: ainda que Ele pudesse ser fraco, Ele ainda seria mais forte do que qualquer um de nós. Finalmente, as Escrituras ainda dizem que "se alguém quiser ser sábio neste mundo, torne-se como um louco para ser sábio". Só me resta continuar na minha "piração sábia" ou, parafraseando Renato Russo, "conseguir meu equilíbrio cortejando a insanidade".  


Eu quero estar certo. Fora do sistema.

Não importa o que a "maioria" pensa se a "minoria" está indo na direção certa. Ora, as nossas condutas e valores devem estar baseados no critério da verdade e da justiça, e não na busca de satisfação das expectativas dos outros. Embora seja louvável procurar o bem-comum ao se importar com o outro, nenhum de nós [individualmente] deveria estar preso ou se sentindo culpado por "decepcionar" as pessoas com nosso jeito de ser. Não é a elas que devemos agradar em primeiro lugar - nenhumas delas é Deus. Logo, na medida em que eu continuo "fora do sistema" e excluído de certas "maiorias", eu quero estar certo. Eu quero estar no caminho certo, mesmo que para os outros seja errado. O que importa é a verdade, e não as opiniões. Já dizia o apóstolo Paulo: "... se eu procurasse agradar a homens, eu não seria servo de Cristo" [Gálatas 1:10b]. 


Longe, eu caminho mais perto.

Parece não fazer muito sentido, mas essa frase é muito interessante. Às vezes precisamos fugir pra nos encontrar. Precisamos nos enfraquecer para sermos de fato fortes - de fato, eu estou cansado dessa mentalidade de que, se Deus está comigo, eu não posso ter dificuldades, ou ficar irritado e nem mesmo me entristecer [pois isso é falta de estabilidade emocional]. Chega! Sim, autocontrole faz parte do que a Bíblia chama de "Fruto do Espírito", mas se o fruto é do Espírito, não é você que vai fazer com que eu produza esse fruto e vice-versa. Vamos deixar de querer fazer o papel do Espírito Santo e nos colocar no lugar de seres desesperadamente carentes da graça e da compaixão divina. Logo, na medida em que nos afastamos das exigências e conveniências do "sistema" [que nos dá máscaras de imunidade e fantasias de super-homem], nos aproximamos de Quem devemos estar perto. Eu quero diminuir pra Ele crescer. Eu quero ser quem eu sou e me tornar quem Ele quer que eu seja. 


Nesse sentido, existe uma boa notícia... boa não, espetacular!

As Escrituras dizem que os que se aproximam de Deus e creem Nele estão sendo "...transformados de glória em glória à Sua própria imagem e semelhança..." [2 Coríntios 3:18]. Isso é extraordinário. Não importa se eu estou "dentro ou fora do sistema". Não importa se eu me encaixo no grupo da "maioria" ou da "minoria" - Deus age baseado apenas em Seu poder e vontade e, bondosamente, para o bem dos que confiam Nele. Por mais que tudo pareça piorar por fora, Ele está transformando a minha vida para ser semelhante a Ele. Ainda que o "homem exterior se corrompa, o interior se renova de dia em dia..." [2 Coríntios 4:16]. Por isso eu tenho esperança, apesar de quem sou e do que faço. Ele está fazendo o Seu trabalho sublime! Finalmente, só desejo uma coisa: guardar a fé até quando Ele voltar pois, nesse momento, o "trabalho sublime" estará concluído. Que grandioso!


Você tem certeza de que é alvo desse "trabalho sublime"? Se não, arrependa-se de ter ficado durante todo esse tempo "fora do sistema" de Deus e se volte para Ele. Agora. 




Pela alegria de estar longe do resto e mais perto Dele,



Soli Deo Gloria!